Parque da Ciência. 06/2019 - Foto: José Fernando Ogura/ANPr

O Parque da Ciência Newton Freire Maia, espaço da Secretaria de Estado da Educação e do Esporte, em Pinhais, promove nesta quarta-feira (31) a quarta edição do Noites no Parque, destinado a receber interessados em conhecer o céu, as constelações da estação e outras curiosidades que só podem ser vistas com telescópios.

O evento, gratuito, é destinado a todas as famílias e acontece das 19h às 22h, mas para esta quarta-feira as inscrições estão encerradas.

O público participante poderá observar planetas como Júpiter e Saturno, aglomerados estelares e outros objetos interessantes, além de aprender a identificar as principais constelações da estação e outras curiosidades na sessão de planetário ao ar livre. Segundo o Simepar (Sistema Meteorológico do Paraná), as condições serão favoráveis nesta quarta.

CONHEÇA O PARQUE – Além da promoção de noites de observação, o Parque conta com cinco pavilhões com grandes temas do conhecimento e é um dos espaços de culto à ciência no Paraná.

O fio condutor das visitas é a ideia de aplicabilidade dos conceitos estudados em sala de aula. Ou seja, entender como o ser humano saiu das pinturas rupestres para a construção de prédios de quase um quilômetro de altura; ou como é possível tocar música sem tocar um instrumento, levantar o próprio peso ou um microssistema lacrado sobreviver abastecendo-se apenas de luz. Ele recebe em média de 1.000 a 1.200 pessoas por semana, cerca de 50 mil todos os anos.

O Parque da Ciência, segundo seu coordenador, o professor e matemático Anísio Lasievicz, funciona como espaço multidisciplinar para explicar que o conhecimento não é afeto a caixinhas separadas, mas deve ser entendido como ímã que capta o que há de mais relevante na evolução da Terra. “Queremos tornar concreto os fenômenos que vemos na teoria. Em segundo lugar, mostrar as aplicações disso e sobretudo qual o contexto de todas as coisas que foram construídas”, afirma.

O planetário do Parque é pioneiro na divulgação da visão de céu que os indígenas tinham, num trabalho que contrapõe o eurocentrismo da ciência. Ele já foi visitado por 500 mil pessoas nos últimos 17 anos e é uma dos projetos tecnológicos mais ambiciosos desse espaço, capaz de projetar céus do passado e do futuro com zoom e identificar as constelações da astronomia e da cultura grega. As aulas nesse globo duram cerca de 30 minutos.

Há ainda espaços dedicados a derrubar a visão da Terra plana, uma construção do DNA e da evolução dos seres vivos e espaços de experimentação de química e física.

O Newton Freire Maia também tem um herbário com plantas preservadas disponível para consulta e uma grande amostra de rochas magmáticas, metamórficas e sedimentares, além de alguns fósseis.

VISITAS – As atividades duram cerca de 2h30 a 3h, podendo variar de acordo com a modalidade de visita escolhida pela escola e do tempo disponível. Durante a visita, os alunos conhecem de perto experimentos de áreas como cosmologia, paleontologia, geografia, história entre outras.

O limite de agendamento é de 80 alunos por escola e pode ser feito pelos telefones (41) 3666-6156 e (41) 3675-0121, de segunda a sexta, em horário comercial.

Fonte: Agência de Notícias do Paraná