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O Senhor guarda a minha vida e me conduz à salvação

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D. João Carlos Seneme. Foto: Reprodução

Estamos no 20º Domingo do Tempo Comum (14/08) e continuamos a leitura do Evangelho de São Lucas que coloca Jesus em caminhada na direção de Jerusalém onde se realizará a entrega da sua vida ao Pai por amor da humanidade. O trajeto se torna um caminho teológico onde Deus revela sua vontade.
Na passagem evangélica de hoje (Lc 12,49-53) Jesus revela sua missão: “Eu vim”, que serve para introduzir uma declaração na qual ele indica o propósito de sua missão e as consequências desta mesma missão: paz e fogo, divisão e construção. A palavra fundamental desta declaração é “fogo”, que em linguagem profética está ligada à realização do juízo final (o chamado sentido escatológico).
O fogo é um elemento destrutivo usado em punições (a destruição de Sodoma) e ao mesmo tempo é um elemento purificador. Esses dois aspectos revelam o julgamento de Deus, que não quer eliminar o ímpio junto com o mal, mas purificá-lo para um novo recomeço. A primeira parte do Evangelho indica o desejo ardente de Jesus em ver o mal vencido pelo juízo de Deus que purifica e salva. E levando em conta que o termo “fogo” também está ligado à Palavra de Deus podemos supor claramente que a expectativa de Jesus é que sua mensagem (sua Palavra) seja amplamente difundida para que todos sejam convidados à salvação.
Nos escritos de São Lucas a palavra “fogo”, em algumas passagens, está em conexão com o Espírito Santo. “João batizou com água, mas vós, sereis batizados com o Espírito Santo”. As duas perspectivas do julgamento de Deus e da propagação da Palavra não estão em contradição. Graças ao Espírito, o julgamento não será pura destruição, mas o começo de uma nova criação. Trazer o “fogo” à terra significa, portanto, derramar o Espírito Santo como o cumprimento do julgamento purificador de Deus e a força animadora na divulgação de sua mensagem.
Na segunda parte do Evangelho Jesus declara: “Pensais que vim trazer paz à terra? Pelo contrário, vim trazer divisão”. Aqui Jesus parece contradizer o que indicou aos setenta e dois, enviando-os em missão: “Em qualquer casa em que entrares, dizei primeiro: Paz a esta casa”!
Em que sentido a vinda de Jesus introduz divisão no mundo humano? Embora surpreendentes, as palavras de Jesus, especialmente aquelas que propõem divisões na família, afirmam uma verdade clara: diante da pessoa e da ação de Jesus, somos obrigados a nos posicionar a favor ou contra. Nesse sentido, a vinda de Jesus introduz divisão no mundo, como podemos comprovar na própria história de Jesus e em toda a história da Igreja. Mesmo que o Messias bíblico seja um príncipe da paz, Jesus não traz uma paz sem sacrifícios, sem tensões ou divisões. Ele põe fim aos anúncios ilusórios de paz feitos pelos falsos profetas.
A paz de Jesus é fruto de uma adesão que pode provocar contrastes e conflitos. O caminho de Jesus transforma vida dos seus discípulos em uma existência marcada pela cruz, que não é sinal de maldição e condenação. Indica obediência a Deus e salvação. Se, de um lado, a união a Cristo causa divisão e perseguição, de outro lado, recria e constrói. Este é o chamado de Deus que se fortalece no relacionamento pessoal com Ele e nos impulsiona a percorrer o caminho com coragem e dedicação. “Eis que estarei convosco todos os dias”!
Neste domingo celebramos a vocação da família na pessoa do pai. A família é chamada por Deus a ser testemunha do amor e da fraternidade, colaboradora da obra da Criação.
O pai na família é fundamental. Seu papel de educador, em colaboração com a mãe, é um dos pilares da unidade e bem-estar familiar cujos frutos são filhos bem formados e conscientes do que significa ser cristão e cidadão. O pai é representante legítimo de Deus perante os filhos e é sua missão conduzi-los nos caminhos de Cristo, da verdade, da justiça e da paz.

Dom João Carlos Seneme, css
Bispo de Toledo

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