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O Senhor fez por mim maravilhas, Santo é o seu nome

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Dom João Carlos Seneme, Bispo da Diocese de Toledo. Foto: Divulgação

A Festa da Assunção de Nossa Senhora é, antes de tudo, uma profecia viva da esperança cristã. Ao contemplar Maria elevada ao céu em corpo e alma, somos lembrados de que Deus não nos criou para a morte, mas para a vida plena junto d’Ele. O que se realizou nela, primeira discípula e mãe do Salvador, é promessa para todos aqueles que creem em Cristo e se esforçam por viver já aqui o Reino de Deus.

O Evangelho da Visitação (Lc 1,39-56) nos mostra Maria a caminho, atravessando montanhas para servir. E no encontro com Isabel, ela nos oferece o Magnificat, um cântico que é, ao mesmo tempo, louvor e anúncio profético. Louvor, porque Maria reconhece que tudo vem de Deus, que olhou para a humildade de sua serva e realizou nela maravilhas. Anúncio, porque proclama que o Senhor derruba os poderosos, exalta os humildes, sacia os famintos e despede os ricos de mãos vazias.

Este cântico é como um raio de luz que revela a lógica do Evangelho: Deus é grande, mas se inclina aos pequenos; é santo, mas próximo; é Senhor, mas também Salvador. A alegria de Maria nasce de uma certeza: Deus é fiel a sua promessa e age na história, especialmente em favor dos que sofrem.

Celebrar a Assunção é também recordar que Maria viveu plenamente a fé: seguiu Jesus desde Belém até a cruz, guardou e meditou cada palavra no coração, permaneceu firme na dor, acolheu o Espírito Santo com a Igreja nascente. Ela não guardou para si o dom recebido, mas o partilhou com todos, tornando-se mãe espiritual de cada discípulo. A Assunção é um sinal de esperança e nos mostra que a comunhão com Deus é o fim para o qual fomos criados.

A fé de Maria nos ensina a confiar mesmo quando não entendemos plenamente os caminhos de Deus. Sua Assunção nos lembra que a fidelidade no cotidiano, nas pequenas e grandes provações, tem sentido e recompensa. Maria já participa da glória que aguardamos; por isso, ela nos aponta o caminho: viver enraizados na fé, perseverar na esperança e deixar que o amor transforme cada aspecto da nossa existência.

Assim, contemplar Maria na glória não é apenas celebrar um privilégio dela, mas assumir um compromisso nosso: caminhar com os olhos fixos na meta eterna, confiando que, como aconteceu com ela, também nós seremos envolvidos pela misericórdia e conduzidos à plenitude da vida em Deus.

Nesta solenidade, voltamos nosso olhar para os religiosos e religiosas, que, como Maria, colocam o Ressuscitado no centro da vida. Eles nos lembram que é possível viver com radicalidade os conselhos evangélicos de castidade, pobreza e obediência, em um mundo marcado pelo consumismo, pelo individualismo e pelo prazer a qualquer custo. Sua vida é um testemunho de que a alegria verdadeira está em amar e servir a Deus e aos irmãos.

Maria, elevada ao céu, nos aponta o destino da nossa peregrinação: a comunhão eterna com Deus. Ao mesmo tempo, ela nos envia em missão com um convite: viver com fé, servir com alegria, lutar pela justiça e caminhar na esperança, pois a vitória final já nos foi garantida em Cristo.

Que Maria, modelo dos seguidores de Jesus, acompanhe com sua proteção e carinho todas as religiosas e religiosos consagrados de nossa Diocese. Obrigado pelo bem que fazem e o testemunho de amor que oferecem no meio de nossas comunidades.

Dom João Carlos Seneme, css

Bispo de Toledo

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Edição nº2806 – 28/01/2026

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