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O Pinóquio do Legislativo de Toledo

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“Quem reivindica a autoria de tudo acaba perdendo a autoria da própria credibilidade.”

Existe um velho hábito na política brasileira: aparecer na fotografia quando a obra fica pronta e desaparecer quando chega a hora de reconhecer quem realmente trabalhou.

Em Toledo, esse comportamento parece ter encontrado um representante oficial: “ROBERTO DE SOUZA”, vereador do PT.  Para ele, basta uma verba ser anunciada para o mesmo sair reivindicando a paternidade da conquista, como se protocolos, projetos técnicos, pareceres, reuniões e meses de trabalho administrativo simplesmente deixassem de existir. O entrevistei a poucos dias como pré-candidato a deputado, e, recebi vários documentos de servidores possessos com a sua postura de abonador.

O problema é que documentos não mentem.

Entendi mesmo que, enquanto discursos podem ser moldados conforme a conveniência política, processos administrativos possuem datas, assinaturas, protocolos e responsáveis identificados. E é justamente essa documentação oficial que desmonta a narrativa construída pelo vereador Roberto de Souza sobre a implantação do Centro Especializado em Reabilitação (CER).

Nesta coluna, não há espaço para versões. Há espaço para documentos.

E eles mostram, de forma cristalina, quem iniciou o processo, quem elaborou os projetos, quem assinou os pedidos oficiais, quem buscou os recursos e quem conduziu toda a tramitação técnica até a aprovação.

A verdade pode até incomodar. Mas continua sendo verdade.

O Pinóquio do Legislativo de Toledo

A primeira mentira cai por terra

O vereador tenta vender à população a ideia de que o CER nasceu de sua iniciativa e, reinvinidocou sua “força” unica na aprovação. A documentação oficial conta outra história.

O planejamento da implantação do CER II já estava definido pela 20ª Regional de Saúde desde agosto de 2024. Depois disso, a Secretaria Municipal de Saúde iniciou toda a construção técnica do projeto, muito antes de qualquer discurso em plenário.

Quem assinou os documentos?

No dia 10 de abril de 2025, o secretário municipal de Saúde, Nilton Augusto Guimarães Perlin, e a diretora Valdenice dos Santos Souza encaminharam oficialmente ao prefeito o pedido para prosseguimento da implantação do CER.

Não foi o vereador.

Foram técnicos da saúde pública, com documentos assinados e protocolados.

O pedido oficial tem nome e sobrenome

Em 22 de maio de 2025, quem assinou o Ofício nº 313/2025 solicitando R$ 6,781 milhões ao Governo do Estado foi o prefeito Mario Costenaro.

O documento é público.

O nome do vereador simplesmente não aparece como autor da solicitação.

O trabalho continuou

Depois da etapa estadual, a Prefeitura cadastrou a proposta federal no Programa Viver sem Limite, junto ao Ministério da Saúde.

A proposta de quase R$ 9,8 milhões foi cadastrada em outubro de 2025 e recebeu parecer técnico favorável.

Novamente, a documentação registra servidores, técnicos, gestores e órgãos públicos.

Não registra autoria do vereador.

Confundir apoio com autoria

Todo parlamentar tem o direito — e até o dever — de defender recursos para seu município.

O que não pode é transformar apoio político em certificado de autoria.

Quem acompanha um projeto merece reconhecimento.

Quem inicia, elabora, protocola, justifica tecnicamente, busca habilitação e responde pelos documentos merece o devido crédito.

São coisas completamente diferentes.

A política do “eu fiz”

Existe uma diferença enorme entre trabalhar para que um recurso seja liberado e tentar convencer a população de que tudo começou por sua causa.

Na administração pública, projetos deixam rastros.

Protocolos.

Ofícios.

Assinaturas.

Pareceres.

Datas.

E esses documentos contam uma história que não muda conforme o discurso da semana.

A verdade não precisa levantar a voz

Na última sessão da Câmara, o vereador reclamou por não ter sido convidado para participar do anúncio da conquista do CER.

Talvez a pergunta correta seja outra.

Quem deveria subir ao palco?

Quem discursa depois que tudo está pronto?

Ou quem trabalhou durante meses para transformar uma ideia em um processo administrativo aprovado?

Os documentos já responderam.

Missão confirmada. Hora da verdade.

Sábado, 11, o delegado federal Alamino, pré-candidato a deputado federal, estará ao vivo no Gente & Poder.

Uma conversa direta sobre segurança pública, política, os desafios do Brasil e as propostas de quem pretende levar sua experiência da investigação para o Congresso Nacional. Sem rodeios. Sem discurso ensaiado. Perguntas diretas. Respostas objetivas.

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