O tradicional Boteco do Mosquito será o primeiro empreendimento a receber o selo Parceiro do Turismo de Toledo. O reconhecimento será entregue nesta sexta-feira (6) ao empresário Valdir Wilhelms, o popular Mosquito, por indicação dos vereadores Bruno Radunz e Jairo Cerbarro. Uma homenagem merecida a quem ajudou a transformar um boteco em referência de convivência, gastronomia e identidade toledana. Turismo também se faz com histórias, sabores e personagens que dão alma à cidade.
Turismo começa valorizando o que é nosso
A Prefeitura lança nesta sexta-feira (6), às 9h, o novo Portal do Turismo, iniciativa da Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo, comandada por Rodrigo Souza. O projeto reunirá atrativos, eventos e empreendimentos em uma plataforma digital, com divulgação gratuita e futura exposição em totens pela cidade. Uma iniciativa importante: Toledo precisa aprender a vender turisticamente aquilo que já sabe produzir tão bem. E o Boteco do Mosquito é um belo exemplo disso.
Do boteco ao reconhecimento oficial


O Mosquito não esperou o turismo chegar: fez o turismo acontecer. Atraiu visitantes, projetou a gastronomia de Toledo e agora investe em um centro de eventos com capacidade projetada para mais de 9 mil pessoas. O primeiro selo Parceiro do Turismo reconhece uma trajetória construída com trabalho e visão empreendedora. Que seja o primeiro de muitos reconhecimentos. Afinal, Toledo tem potencial turístico de sobra. Falta transformá-lo cada vez mais em oportunidades, empregos e renda.
Cobrar não é perseguir. Debater não é fazer oposição.
Confesso que fiquei lisonjeado com o nível do debate sobre as condições das estradas rurais de Toledo, provocado pelas fortes chuvas e desenvolvido no grupo Gazeta Digital. Engenheiros, produtores rurais, secretários, ex-secretários e cidadãos apresentaram experiências, divergências e, principalmente, propostas.
O mais importante foi perceber que a discussão avançou para questões técnicas e administrativas: drenagem, conservação do solo, manutenção das estradas, planejamento e responsabilidades compartilhadas.
É para isso que servem os espaços públicos de discussão. Cobrar não é perseguir, questionar não é atacar e reconhecer falhas não significa fazer oposição. O importante é que quem administra compreenda as cobranças, aproveite o conhecimento de quem participa e transforme boas ideias em soluções.
A chuva revelou o problema
Outubro registrou 438 milímetros de chuva em Toledo, cerca de 80% acima da média histórica. O volume excepcional agravou as condições das estradas rurais, especialmente onde a drenagem é insuficiente. A chuva não escolhe gestão, mas prevenção, manutenção e planejamento precisam fazer parte da rotina administrativa.
Três mil e cem suínos não podem esperar
Na Linha Boe-Caé, as dificuldades de acesso a uma granja com aproximadamente 3.100 suínos levantaram uma preocupação concreta: como garantir a chegada de um caminhão com 30 toneladas de ração? Estrada rural não é apenas passagem de veículos. É infraestrutura essencial para abastecimento, produção, empregos e geração de riquezas.
Pedra não resolve tudo
Entre as avaliações técnicas apresentadas, uma questão ganhou destaque: colocar brita sobre uma estrada com drenagem inadequada pode representar apenas uma solução temporária. Foram discutidos drenos com rachão, tubulações, escoamento e correção do leito. Sem avaliar a origem e o destino das águas, corre-se o risco de gastar recursos e transferir o problema para outro ponto.
A água começa na lavoura
A conservação do solo também entrou no centro da discussão. Curvas de nível mal dimensionadas, extremidades abertas e enxurradas provenientes das propriedades podem comprometer rapidamente as estradas. A responsabilidade é compartilhada: cabe à Prefeitura cuidar das vias públicas, enquanto os produtores precisam participar do manejo adequado das águas em suas áreas.
A experiência que ensina
Um produtor relatou ter negociado com vizinhos a reorganização das curvas de nível e até atrasado o plantio para corrigir problemas de escoamento. A experiência demonstra que nem toda solução depende exclusivamente de máquinas públicas. Muitas exigem orientação técnica, cooperação entre propriedades e disposição para corrigir erros antigos.
O pedido que espera explicação
Na Linha Boe-Caé, um protocolo registrado em 28 de julho solicitou melhorias na OT-452. O documento apresentado indica encaminhamento para vistoria, mas não esclarece as providências posteriores. A questão merece resposta objetiva: houve avaliação técnica? O que foi recomendado? Quais serviços foram executados ou permanecem pendentes? Transparência também faz parte da solução.
Experiência administrativa tem valor
A participação de engenheiros, secretários e ex-secretários trouxe diferentes avaliações sobre as dificuldades de manutenção, os limites das intervenções e a necessidade de planejamento. É esse conhecimento que precisa ser aproveitado. Discutir quem errou em administrações anteriores pouco ajuda quem enfrenta o problema hoje. O desafio é identificar causas, definir responsabilidades e executar soluções.
Planejar para não refazer
O debate deixou uma pergunta importante: quanto o município gasta recuperando repetidamente estradas danificadas e quanto poderia economizar com intervenções estruturais e preventivas? Uma vistoria conjunta entre técnicos, produtores e representantes das comunidades seria um encaminhamento oportuno. As cobranças já foram apresentadas, os caminhos foram discutidos e as responsabilidades identificadas. Agora, o que se espera são decisões e resultados. E, quando eles chegarem, que sejam igualmente reconhecidos.
O talento de Toledo incomoda?
Toledo tem motivos para comemorar. Um filho desta terra, criado com esforço, humildade e determinação, acaba de conquistar mais um importante espaço na administração pública regional. Cleberson Belino, o menino de Toledo, é o novo secretário de Comunicação de Cascavel, nomeado pelo prefeito Renato Silva.
Depois de atuar na comunicação pública de Toledo e Foz do Iguaçu, Cleberson chega à chamada Capital do Oeste por mérito, experiência e capacidade profissional.
Mas, como nem todo mundo sabe reconhecer o sucesso alheio, eis que surge o tal Cantinni, questionando a escolha de um profissional de Toledo para a comunicação de Cascavel. Ora, desde quando o talento tem fronteiras municipais? Ou será que, na visão desse cidadão, Toledo não possui profissionais suficientemente preparados para ocupar cargos de destaque em outras cidades?
É uma visão pequena diante de uma conquista tão grande. E fica a impressão de que, para alguns, o mérito só tem valor quando atende às próprias conveniências.
Competência não tem CEP
Cleberson Belino já passou pela comunicação de Toledo, assumiu uma secretaria em Foz do Iguaçu e agora foi escolhido para comandar a comunicação de Cascavel. Três municípios importantes do Oeste reconheceram sua capacidade profissional. Quem questiona sua origem deveria primeiro examinar seu currículo. Toledo não precisa pedir licença para exportar talentos.
O prefeito escolhe. O trabalho responde.

Renato Silva não precisa consultar os críticos de plantão para escolher seus auxiliares. Convidou um profissional com experiência em gestão pública, marketing e comunicação institucional. Cleberson terá de apresentar resultados, como qualquer secretário. Mas questionar sua capacidade simplesmente por vir de Toledo é transformar o bairrismo em argumento. Currículo se constrói com trabalho. Credibilidade, com resultados.
A grandeza de quem não esquece suas raízes
Enquanto alguns preferem diminuir conquistas, Cleberson fez questão de dedicar esse novo passo à mãe, Clarícia, trabalhadora da Sadia que o criou sozinha, e à memória da noiva Luana Rivas. Reconheceu também o apoio da família, dos amigos e da imprensa de Toledo. Essa é a diferença entre quem constrói uma trajetória e quem apenas comenta a trajetória dos outros. O menino de Toledo cresceu. E tem todo o direito de continuar crescendo.





