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O místico, o jurídico e o enrolation legislativo — A sessão do número 7

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Para muitos, o número 7 é problema. Para outros, solução. Para a política de Toledo, na sessão desta segunda-feira, o 7 passou a representar enrolação qualificada, envolta em latim jurídico, teatralidade processual e uma pitada de fé — ou pacto.

Dia 17 de novembro, sessão 417, iniciada exatamente às 14h07min, com 17 vereadores sentados e alguns, fingindo que controlavam a própria pauta.
Tempo reservado ao advogado dos acusados do “kit propina” e ao relator do Conselho de Ética: 5 + 2 = 7 minutos.
E, num golpe de ironia cósmica, às 16h57min, restavam apenas 7 vereadores no recinto.

Na Bíblia, o 7 simboliza perfeição e fechamento de ciclo. Na Câmara de Toledo, simboliza apenas o fim da paciência — e o começo da era “extra campus”, um período em que a Casa parece recorrer a forças ocultas: uns aos deuses do impossível, outros diretamente ao capeta, dependendo do cargo e do desespero.

A seguir, os tópicos anteriores — agora integrados no contexto do “sete sagrado” da sessão mais esquisita do ano.

Sessão Legislativa ou sessão Jurídica?

O plenário virou sucursal da OAB.
Códigos foram levantados, artigos citados, ritos declamados como em missa de sétimo dia (olha o 7 aí…).
A Mesa diretiva permaneceu em silêncio contemplativo, assessorado juridicamente, como se temesse que qualquer palavra disparasse o gatilho do ventilador jurídico.

A defesa que dispensa argumentos

O advogado-autor da famosa peça teatral que denunciou os vereadores do PP nas ultimas eleções, voltou ao microfone.
Falou por 5 minutos como quem recita um mantra: “cerceamento de defesa”, embora a defesa… não exista.
Chegamos ao ineditismo místico: a defesa reclama do que ela própria não apresentou.
E a Mesa? Assistiu e assiste muda — talvez rezando um terço, talvez contando até 7 pra ver se consegue chegar aos 120 dias sem decisão. (enrolei-as)

Zanetti, o Antídoto

Aí entrou em cena o relator, Marcos Zanetti — advogado, vereador e atualmente o único que parece saber ler o Regimento sem invocar entidades.
Com a calma de quem tem mais de sete décadas de paciência acumulada (metaforicamente), explicou que:

  • ninguém cerceou nada,
  • nenhum pedido foi negado,
  • e 90 dias depois, a defesa segue mais invisível que milagre não comprovado.

Para Zanetti, bastou 2 para desmontar toda a alegoria dramatizada momentos antes.

A Câmara entre a Lei e o medo

A sessão caminhava para as 17h, mas só sobraram 7 vereadores.
Uma perfeição numerologia para simbolizar a passividade diretiva, que não move uma palha para proteger a própria instituição — mas parece mover montanhas para não desagradar acusados, advogados, aliados e sombras do passado.

A sensação geral?
A Câmara vive um transe: entre a Lei e o Medo, entre a Ética e a Omissão, entre o dever e o “melhor deixar quieto”.

O fechamento do ciclo — perfeito, completo e cômico

Se o número 7 representa finalização, então essa sessão merece entrar nos arquivos como o encerramento de um ciclo — o ciclo da lógica.
Porque, ao que parece, a nova fase é regida pela matemática da confusão:

  • 17 presentes,
  • 7 que ficam,
  • 7 que falam,
  • 7 que reclamam,
  • e um plenário que mais não parece Casa Legislativa.

No fim, restou apenas a perfeição do caos — e o riso amargo de quem percebe que, quando o 7 aparece demais, é sinal de que alguém está tentando distrair o público enquanto empurra a política para o terreno do impossível.

Ou, como diria um sábio da roça:
“Sete é número de Deus… mas tem gente usando o santo pra justificar o diabo.”

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