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O futuro do agronegócio brasileiro e a gestão do jovem produtor conectado

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Deputado federal Dilceu Sperafico. Foto: Assessoria

 Dilceu Sperafico*

         O acesso às novas tecnologias e a gestão de propriedades rurais e atividades produtivas por pessoas mais jovens e com maior escolaridade, está mudando o agronegócio brasileiro. A conclusão é de estudo da consultoria de inovação Inventta, empresa responsável por mapear as seis tendências mais proeminentes do agronegócio do futuro, na visão de especialistas e profissionais do setor.

Para chegar à essa conclusão, além de pesquisas de mercado, a consultoria também entrevistou cerca de 400 pequenos e grandes produtores dos Estados de Minas Gerais, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás, identificando as principais tendências do futuro da agropecuária nacional.

Para a Inventta, quatro movimentos irão pavimentar o perfil do agronegócio do País a partir de agora. Serão a adoção de novas tecnologias, participação ativa de novas gerações, atenção às transformações nos hábitos de consumo e gestão inteligente de recursos naturais.

         No que refere à maior participação de jovens nas tarefas do campo, a empresa destaca a chegada de nova geração de filhos de agricultores ao dia-a-dia da gestão das propriedades rurais. Com a influência de pensamento inovativo dos mais jovens, segundo os especialistas, a adoção de novos métodos de produção baseados em inovação e tecnologia se tornará cada vez maior e rotineira.

De acordo com o estudo, essa mudança na gerência das atividades agropecuárias pode ser desvinculada do hábito sucessório familiar tradicional no agronegócio brasileiro, com a contratação de profissionais inovadores. Mesmo assim, com a adoção de novas tecnologias, acesso ampliado à educação e criação de políticas públicas favoráveis aos moradores da área rural, a permanência dos mais jovens no campo se tornará escolha consciente e não mais obrigação familiar.

         Dessa forma, serão duas as grandes novas tendências da sucessão administrativa do setor agropecuário, no caso a digitalização e gestão técnica das propriedades rurais, independentemente de suas dimensões e principais atividades. Os novos e jovens produtores, ao assumirem, gradualmente a gestão das propriedades rurais, passarão a modernizar a performance da produção agrícola, em todas suas diferentes etapas.

Sob a gestão de produtores mais afeitos às tecnologias digitais, desde o uso de smartphones à contratação de serviços e compra de insumos por plataformas digitais, está surgindo nova cultura e mentalidade no campo. Essa nova cultura do agronegócio, por sinal, tem estabelecido outras formas de gerir o campo, ainda baseada em conhecimentos passados de geração em geração, mas muito menos centralizadas na figura do agricultor tradicional, passando a ser mais apoiadas por tecnologias e métodos produtivos modernos.

         Outra tendência do agronegócio brasileiro, segundo o estudo, é a preocupação com a sustentabilidade, pois os consumidores mais exigentes e preocupados com impactos gerados pela cadeia produtiva, irão pressionar a agropecuária pela adoção de práticas mais saudáveis ao meio ambiente.

Conforme o levantamento, entre as principais tendências ligadas às mudanças nos comportamentos de consumo está a valorização do pequeno produtor, a preocupação com o bem-estar animal e a busca por maior transparência e rastreabilidade dos produtos agropecuários, no que o Brasil e especialmente o Paraná e o Oeste do Estado, não têm nada a temer.

*O autor é deputado federal pelo Paraná e ex-chefe da Casa Civil do Governo do Estado

E-mail: dilceu.joao@uol.com.br

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