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O Brasil e a tragédia das mortes no trânsito das cidades e rodovias

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Dilceu Sperafico. Foto: José Fernando Ogura/AEN

Por Dilceu Sperafico*

Relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS), Status Report on Road Safety, recentemente divulgado, aponta o Brasil como 3º país com mais mortes no trânsito no mundo, seguido de Índia e China. No planeta, as perdas de vidas em rodovias e cidades somam 1,35 milhão por ano, como 8ª principal causa de mortes entre humanos. Para tristeza de famílias e amigos das vítimas, no Brasil essas tragédias resultaram em 45 mil mortes em 2022, segundo o Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA). 

Esses números se devem, em parte, à negligência de motoristas, que muitas vezes, mesmo sabendo dos graves riscos, mantêm comportamento agressivo ao volante, usando celular, abusando do consumo de álcool e outras drogas, desrespeitando sinalizações de trânsito e ignorando a importância da manutenção mecânica de seus veículos, entre outros erros, mas também existem outros fatores que contribuem para aumentar as mortes no trânsito no País.

Entre esses casos estão o atraso na projeção técnica, implantação, pavimentação e manutenção da pavimentação de estradas brasileiras, federais, estaduais e municipais. Grande parte das atuais rodovias foram projetadas há décadas e inauguradas há cerca de 50 anos, quando a frota nacional era inexpressiva e os grandes caminhões de cargas não transportavam muito mais de 10 toneladas de produtos ou pouco mais de 10% dos atuais bitrens.

O mesmo vale para ferrovias e hidrovias, pois no Brasil a maior parte de grãos, carnes, matérias-primas e produtos industrializados são transportados em caminhões, incluindo o trigo levado do Rio Grande do Sul às cidades costeiras do Norte e Nordeste do País, ignorando a redução do custo com translado marítimo. Nos Estados Unidos e Europa, por exemplo, grãos e outras cargas pesadas, não são movimentadas pelo transporte rodoviários por mais de algumas dezenas de quilômetros, com trens e barcos cobrindo as grandes distâncias, em benefício de produtores, comerciantes e consumidores.    

Outro problema grave do trânsito no Brasil está na falta de educação viária, pois poderia reduzir as mortes nas rodovias e cidades. A educação viária, voltada ao incentivo de boas práticas no trânsito, é extremamente importante para mitigação de acidentes e mortes no trânsito e promoção de futuro com mais segurança. Para isso, são essenciais práticas como uso do cinto de segurança, pois garante integridade física do condutor e passageiros em caso de acidentes no trânsito, evitando mortes e/ou ferimentos graves. Por isso, o artigo 65/167 do Código de Trânsito Brasileiro (CTB), tornou obrigatório o equipamento em todos os veículos automotores que transitam em vias urbanas, rodoviárias e rurais.

De acordo com especialistas, é fundamental também obedecer, sempre os limites de velocidade, não usar o celular enquanto dirige, manter o veículo em dia, com inspeções veiculares regulares garantindo seu funcionamento normal e seguro nas vias, manter distância recomendada e as mãos sempre ao volante, dirigir com atenção máxima, ter cuidado ao ultrapassar, priorizar o bem-estar e não dirigir caso esteja sem condições físicas ou emocionais.

Caso os limites estabelecidos por placas sinalizadoras nas áreas urbanas e rede rodoviária fossem mais respeitados, certamente seriam muito reduzidos os mais de 1,7 mil acidentes anuais causados por falta de atenção e manutenção nos carros em trânsito pelas cidades e rodovias do País.

*Dilceu Sperafico é deputado federal pelo Paraná e ex-chefe da Casa Civil do Governo do Estado.

E-mail: dilceu.joao@uol.com.br

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