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O Bom Pastor dá a vida por suas ovelhas

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Dom João Carlos Seneme, Bispo da Diocese de Toledo. Foto: Divulgação

Estamos no 4º Domingo da Páscoa, o “Domingo do Bom Pastor” devido às leituras e orações que nos levam a contemplar Jesus como o Bom Pastor, aquele que dá a sua vida pelas ovelhas.

Cristo é o modelo do verdadeiro pastor que ama de forma gratuita e desinteressada as suas ovelhas até as últimas consequências. As ovelhas sabem que podem confiar nele de forma incondicional, pois Ele não busca o próprio bem, mas o bem do seu rebanho. Para pertencer ao rebanho de Jesus é preciso estar disponível e atento para ouvir sua voz e segui-lo no caminho do amor e da entrega.

Este domingo é profundamente sintonizado com o tempo pascal que estamos vivendo. Com a Ressurreição, Jesus comunica aos seus apóstolos a vida nova: “Recebam o Espírito Santo”. “Ide por tudo mundo e pregai o evangelho a toda criatura”. Somos vocacionados a viver a vida segundo os parâmetros do Ressuscitado: para sermos fiéis à vida nova que nasce da cruz e dos estigmas do Ressuscitado, devemos ser capazes de deixar para trás o que não já não serve, que precisa morrer, para que a vida siga sua estrada em direção à plenitude.

Através da Parábola do Bom Pastor, Jesus critica as autoridades judaicas que, em vez de servir ao povo, buscavam as honras para si mesmos. Ao mesmo tempo em que desprezavam o povo que desconhecia a Lei. No Evangelho é acentuado que a identidade de Jesus, Bom Pastor, se manifesta através do serviço aos outros que é resultado da união indissolúvel que une Jesus ao Pai: “É por isso que o Pai me ama, porque dou a minha vida”. É na comunhão indissolúvel com o Pai que Jesus encontra o motivo para levar sua missão até o fim, oferecendo a si mesmo como caminho de Salvação.

Apresentando-se como o Bom Pastor que dá a vida por suas ovelhas, Jesus apresenta Deus como cuidador de todos, em especial, dos mais frágeis. Muitas vezes, acentuamos demais a onipotência de Deus e esquecemos que o poder de Deus se revela na morte ultrajante de Jesus na cruz.

O texto do Evangelho acentua que a comunhão e a doação de si enriquecem a vida cristã. Jesus entra em comunhão com o seu rebanho e se doa voluntariamente pela salvação de todos. O amor que une Pai e Filho sustenta o ato de Jesus de dar a sua vida para que todos tenham vida em abundância e possam chegar à vida eterna. Tudo o que Jesus faz encontra sua fonte na sua união com o Pai. Ele quer que participemos deste amor e por isso oferece sua vida por nós. Em Jesus, o Bom Pastor, somos definitivamente salvos.

Da nossa parte cabe acolher este gesto de amor e fazer de nossa vida uma contínua oferta para que outros possam conhecer que também foram salvos por Jesus.

Neste dia, o Papa Francisco convida todas as comunidades a rezar pelas vocações. “Chamados a semear a esperança e a construir a paz” é o título da mensagem do Papa Francisco para o 61º Dia Mundial de Oração pelas Vocações. No texto, o Santo Padre faz um convite à reflexão sobre o chamado que o Senhor dirige a cada pessoa, “seu povo fiel em caminho”. “Este Dia nos proporciona sempre uma boa ocasião para recordar, com gratidão, diante do Senhor, o compromisso fiel, quotidiano e muitas vezes escondido daqueles que abraçaram uma vocação que envolve toda a sua vida”.

Rezemos pela fidelidade de todos os consagrados de nossa Diocese: bispo, padres, diáconos, seminaristas, religiosas e religiosos. Que o Senhor Ressuscitado estimule novas e santas vocações!

Dom João Carlos Seneme, css

Bispo de Toledo

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Edição nº2810 – 24/02/2026

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