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O artesanato de Toledo, do Brasil e do mundo

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Por Luiz Alberto M. da Costa*

O Dia Nacional e Mundial do Artesão, em 19 de março, terá neste ano, entre os dias 18 e 20, comemoração especial em Toledo, a Capital da Cultura do Oeste, com Feira Regional de Artesanato, no Supermercado Primato, da Avenida J.J. Muraro. O evento contará com participação do Projeto Tenda, da Secretaria Municipal de Cultura, com 55 artesãos cadastrados e Cooperativa dos Artesãos de Toledo (Cooarte), que possui 40 artistas cooperados.

Em Toledo o artesanato já tinha destaque nos anos 80, quando havia a Casa do Artesão em dependências do atual Centro Cultural Oscar Silva ou Biblioteca Pública Municipal. O espaço foi depois transferido para a Praça Willy Barth, em construção de vidro, edificada com essa finalidade. 

O avanço seguinte foi criação da Cooarte, que mantém Casa do Artesão no Terminal Rodoviário Intermunicipal, onde expõe e comercializa trabalhos artesanais, produzidos com materiais recicláveis e madeira, entre outros, além de desenvolver atividades afins, como oficinas de artesanato.

No poder público destaca-se o Projeto Tenda, com realização periódica de Feiras de Artesanato na Praça Willy Barth, entre outros eventos. Na cidade, outro importante espaço cultural e de comercialização de artesanato é o Ateliê Art-Tayaa, da professora, poetisa e artista plástica Edy das Graças Braun, na Rua Alcides Pan, 181, no Jardim Recanto ou Vila Becker.

Já a professora e artesã Silvana Martines Rockenbach, comercializa suas obras na Feira do Produtor, realizada nas tardes das quartas-feiras, na Rua XV de Novembro, além do Restaurante Celeiro, do distrito de Vila Nova e sua residência.

A também professora e pedagoga Melissa Mareth da Costa Debus, residente no distrito de Concórdia do Oeste, conhecida como Mel Artes (99973-7539), igualmente expõe e comercializa suas obras, especialmente placas decorativas, como demonstram fotos anexas, nas redes sociais, atendendo encomendas feitas pelos interessados.

ARTESANATO E SUA ORIGEM – O artesanato é técnica manual utilizada para produzir objetos a partir de matéria-prima natural e expressão cultural de nações e povos de todo o planeta. O artesanato reflete a relação do artesão com o meio onde vive e também sua cultura, fazendo dele um artista, pois seus produtos são verdadeiras obras de arte. A história aponta que o artesanato surgiu na Pré-História, no período neolítico (6.000 a.C), quando o ser humano aprendeu a polir pedra, fabricar cerâmica, tecer fibras animais e vegetais, etc.

Foi a necessidade de produzir itens de uso no dia-a-dia para sua sobrevivência ou mesmo criação de alguns adornos, que humanos começaram a expressar a capacidade criativa e produtiva como forma de trabalho, numa época em que usavam peças que faziam manualmente para caçar, confeccionar roupas e até mesmo pequenas estátuas e pinturas.

Já na Revolução Industrial, que iniciou na Inglaterra em 1760, o artesanato foi desvalorizado, deixando de ser forma de trabalho e expressão cultural importante, pois as pessoas passaram a trabalhar dentro de fábricas e deixaram de participar do processo da produção artesanal familiar. Somente séculos depois o artesanato voltou a ser valorizado, passando a se manifestar de várias formas e ser atividade essencial para valorização da cultura.

No Brasil, a história do artesanato está por trás das peças de várias regiões, como trabalhos manuais que decoram casas mundo afora e preservam tradições de seus povos. Os trabalhos manuais realizados em diversos Estados têm o grande papel de preservar as tradições da população que forma o País. Como objetos decorativos, que assim como obras de arte expostas em museus e livros clássicos, os trabalhos do artesanato também são influenciados pelos acontecimentos históricos e culturais da sociedade.

O artesanato brasileiro se tornou conhecido em todo mundo, através de utensílios ou objetos de decoração produzidos em diferentes regiões do País. São “panelas de barro”, do Espírito Santo; “bonequinhas da sorte” e “galinhas do Porto de Galinhas”, do Pernambuco; “pedra sabão”, de Minas Gerais; “capim dourado”, do Cerrado do Tocantins; “cerâmica marajoara”, da Ilha do Marajó, do Pará; “pêssankas”, da tradição ucraniana, de Curitiba, Paraná; “ovos pintados”, de Pomerode, Santa Catarina; e artigos gauchescos, do Rio Grande do Sul.

Esse artigo, publicado originalmente na coluna Arte Toledana, da Revista Friends – Edição de março de 2022, foi encaminhado à Gazeta de Toledo por seu autor, que autorizou a reprodução.

*Luiz Alberto M. da Costa é escritor, poeta e jornalista.

E-mail: luizalberto.lamdc@gmail.com

Telefones: 45 3378-5005/99979-7485

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