Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Fonte de dados meteorológicos: Wettervorschau 30 tage
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Nova metodologia com ovitrampas antecipa ações de combate à dengue em Toledo

h

Facebook
WhatsApp
LinkedIn
Ovitrampas coletam ovos do mosquito Aedes aegypti em Toledo; laboratório usa microscópio para identificar áreas de risco e orientar ações de prevenção à dengue. Foto: Gazeta de Toledo

Por Marcos Antonio Santos

A ovitrampa é uma armadilha usada pela Vigilância Epidemiológica para monitorar a presença do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya.

O dispositivo consiste em um recipiente escuro com água e uma palheta de madeira, onde as fêmeas depositam seus ovos. As armadilhas são instaladas em pontos estratégicos da cidade e verificadas semanalmente pelos agentes de endemias.

Com base na quantidade de ovos encontrados, é possível identificar áreas com maior risco e intensificar as ações de combate ao mosquito. A população também deve colaborar, eliminando criadouros e recipientes com água parada.

TOLEDO – A Vigilância Epidemiológica de Toledo está utilizando essa nova metodologia de monitoramento, que permite identificar a presença do mosquito Aedes aegypti antes que ocorram casos de dengue. A ferramenta tem ajudado a otimizar os recursos e tornar as ações de combate mais rápidas e precisas.

O coordenador do Setor de Controle e Combate às Endemias, Antônio José Sousa de Moraes, explica que o método representa uma mudança importante na forma de atuação.

“A ovitrampa veio para antecipar o trabalho que antes era feito apenas após o registro de casos da doença. Antes, a gente só atuava quando recebia a notificação de um paciente doente. Por exemplo, se aparecia um caso no bairro Europa, os agentes iam até lá fazer o bloqueio. Mas muitas vezes o mosquito nem estava naquela região, e acabávamos desperdiçando recursos públicos”, destaca.

Cada ovitrampa conta! Os ovos do mosquito da dengue são analisados no laboratório para proteger a cidade e manter Toledo segura.. Foto: Gazeta de Toledo

Com a nova metodologia, é possível mapear as áreas com maior circulação do mosquito antes que alguém adoeça.

“Agora, com as ovitrampas, conseguimos ver onde realmente o mosquito está voando. Se aparece uma sinalização vermelha, sabemos que ali há risco e enviamos os agentes para agir antes que surjam casos”, explica Moraes.

As armadilhas consistem em pequenos vasos com água e uma palheta de eucatex, material onde a fêmea do Aedes aegypti deposita seus ovos.

“O agente recolhe essa palheta e leva para o laboratório, onde é feita a análise. Caso sejam encontrados ovos, os dados são enviados para o sistema do Ministério da Saúde, que gera um mapa de calor mostrando as áreas com maior presença do mosquito”, completa o coordenador.

Segundo Antônio de Moraes, o uso das ovitrampas permitirá intervenções mais rápidas e direcionadas, evitando que agentes atuem em regiões sem foco e fortalecendo a prevenção antes que a doença se espalhe.

INÍCIO – No dia 11 de agosto Toledo começou essa implantação das ovitrampas e falta pouco para a conclusão. “Restam cerca de cinco bairros para receber as armadilhas. A partir da instalação das ovitrampas, acreditamos que teremos anos mais tranquilos em relação à dengue, já que conseguiremos antecipar o que poderia acontecer. Com essa tecnologia, o setor passa a direcionar melhor as ações e gerenciar de forma mais eficiente os recursos públicos, enviando os agentes exatamente para os locais onde há risco e presença do mosquito”, destaca Antônio de Moraes.

Mapa de Toledo mostra a cobertura das ovitrampas instaladas pelo Setor de Controle de Endemias, indicando áreas monitoradas para prevenção da dengue. Foto: Gazeta de Toledo

Veja também

Publicações Legais

Edição nº2811 – 02/03/2026

Cotações em tempo real