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Nova Ferroeste é um projeto para o futuro; Terminal Multimodal em Toledo é uma realidade

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Por Marcos Antonio Santos

Nessa terça-feira, 30, o auditório do Centro de Eventos Ismael Sperafico em Toledo foi palco de um encontro sobre o projeto da Nova Ferroeste. No encontro foi apresentado uma atualização do projeto e o potencial e perspectivas do Terminal de Toledo, previsto para ser construído. O projeto prevê a ampliação da Estrada de Ferro Paraná Oeste S.A., em operação desde a década de 1990 no trecho de 248 quilômetros entre Cascavel e Guarapuava. A concessão do Estado do Paraná, vigente desde o final da década de 1980 liga Guarapuava a Dourados (MS).

De acordo com o coordenador do Grupo de Trabalho do Plano Estadual Ferroviário do Paraná, engenheiro Luiz Henrique Fagundes, que esteve no encontro, mais do que uma definição política, o Porto Seco (Terminal) em Toledo, será uma liberdade para o mercado definir. “Toledo tem uma grande vantagem, quando fizemos o estudo de demanda ao longo de toda a ferrovia, identificamos polos maiores e menores de capacitação de originação de cargas, e Toledo é de longe o número 1. É impressionante a geração de cargas nessa região. Nas proximidades tem uma demanda nacional que é o frigorífico da Frimesa, em Assis Chateaubriand, que poderia fazer parte desse porto seco. O potencial de ter um Terminal Multimodal na região de Toledo é muito grande, porque o mercado irá demandar isso. É uma questão de tempo e estamos promovendo condições para que isso se torne realidade. Toledo será um grande polo de movimentação logística”, diz Luiz Henrique. Toledo é o maior Valor Bruto de Produção Agropecuária (VBP) do Paraná, R$ 4,2 bilhões. O município tem 1.009 empresas ligadas ao agronegócio, algumas entre as maiores do país. O setor é responsável por 28% dos empregos de Toledo.

Luiz Henrique, ao centro, disse que Toledo será um grande polo de movimentação logística. Foto: Gazeta de Toledo

Para o vereador Leoclides Bisognin, o porto seco na região de Toledo tem que ser nas proximidades das cooperativas. “Esse novo projeto será viável na região Oeste somente se fizermos uma circunferência desse Terminal em volta das maiores cooperativas do Brasil, que estão na região. Vamos ter aqui tudo para que as cargas chequem ao Porto de Paranaguá. Temos que colocar as nossas cooperativas dentro desse porto”.

A ideia é que o novo terminal seja instalado numa área localizada próximo à saída para Assis Chateaubriand, no distrito de Ouro Preto, a poucos quilômetros do futuro trilho da Nova Ferroeste. Segundo Luiz, o ramal da Nova Ferroeste que passará por Toledo está localizado na fronteira com Assis. “A primeira etapa é até Cascavel, passa por Assis, e para chegar a Toledo é rápido. Cascavel, Assis, Toledo”.

O prefeito Beto Lunitti disse que o papel da gestão pública é ser o motivador desse projeto da Nova Ferroeste e do Terminal. “O município de Toledo promove essa motivação para colocar o nosso território no centro da discussão e que possamos ter um Terminal Multimodal a disposição. Toledo está muito interessado e coloca as suas estruturas para que possamos discutir e convencer aqueles que, no futuro, participarão do processo da Nova Ferroeste para que venham fazer seus investimentos, porque aqui é terra que dá retorno”.   

NOVA FERROESTE – O projeto da Nova Ferroeste surgiu a partir da sinergia logística entre o Paraná, Mato Grosso do Sul e Santa Catarina. A conexão desses três estados por trilhos vai permitir a redução do custo logístico em cerca de 28% e garantir o trânsito de mercadorias para consumo interno, e principalmente, para exportação.

Ao todo serão 1.567 km de trilhos que vão passar por 66 municípios. A linha principal vai conectar Maracaju, no Mato Grosso do Sul, ao Porto de Paranaguá, no litoral do Paraná. Estão previstos ainda dois ramais: um deles liga Cascavel a Foz do Iguaçu, permitindo a captação de carga da Argentina e Paraguai e o outro entre Cascavel e Chapecó, um dos maiores redutos da produção de proteína animal do país. Em quase todas as cidades ao longo da estrada ferro, o traçado desvia os centros urbanos e passa distante das áreas em desenvolvimento.

Luiz Henrique Fagundes afirma que esse é um projeto de longuíssimo prazo. “Imaginamos que de Cascavel a Paranaguá em sete anos, no máximo, estarão conectados com ferrovia de alta performance, não podemos mais aceitar uma carga que saía de Cascavel e leve cinco e sete dias para chegar ao Porto, isso é contra a logística, pior não tem capacidade para transportar a carga. Quando fizermos essa conecção todos os ramais virão a reboque, porque 70% da carga é exportação e temos que superar as Serras da Esperança e do Mar. Feito isso o mercado irá acelerar o processo de construção da ferrovia rumo a originação de carga. Toledo será rapidinho”, enaltece.   

A Nova Ferroeste está na fase final do processo de licenciamento prévio. Foto: Gazeta de Toledo

LICENÇA AMBIENTAL – A Nova Ferroeste está na fase final do processo de licenciamento prévio. Após a realização das audiências públicas e da vistoria técnica pelo Ibama, o governo realiza melhorias do projeto a pedido do órgão licenciador. Em janeiro o Estudo de Componente Indígena foi aprovado pelos moradores da Terra Indígena Rio das Cobras, de Nova Laranjeiras.

LEILÃO E CONTRATO – O contrato que será levado a leilão prevê a cessão onerosa de cinco contratos, um de concessão (vigente desde a década de 1980) e quatro de autorização (obtidos em 2021) que completam o traçado previsto para a estrada de ferro.

A intenção é colocar a ferrovia em leilão na Bolsa de Valores do Brasil, com sede em São Paulo. A empresa ou consórcio que vencer a concorrência será responsável pelas obras e poderá explorar a ferrovia por 99 anos (renováveis). O edital tem como cláusula obrigatória o início da operação entre Cascavel e Paranaguá sete anos após a assinatura do contrato. O valor a ser investido neste trecho da ferrovia é estimado em R$ 11,5 bilhões (sem material rodante). A ordem de execução das ligações com o Mato Grosso do Sul, Santa Catarina e Foz do Iguaçu será definida pelo empreendedor, o orçamento atual é de R$ 21,3 bilhões.

O encontro foi promovido pela Prefeitura de Toledo – por meio da Secretaria do Agronegócio, Inovação, Turismo e Desenvolvimento Econômico – Associação Comercial e Empresarial de Toledo (Acit), Nova Ferroeste – Logística Inteligente, Invest Paraná e Governo do Estado – por meio da Casa Civil.

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