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No Batismo recebi a missão de anunciar o evangelho do Senhor

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Dom João Carlos Seneme, Bispo da Diocese de Toledo. Foto: Divulgação

No Evangelho deste domingo (18/06), Jesus escolheu e enviou em missão os doze apóstolos (Mt 9,36-10, 8). Jesus está em plena atividade, percorrendo cidades e aldeias, ensinando nas sinagogas. A sinagoga era o lugar de culto e também de ensino e catequese. Jesus escolheu este lugar de reunião para seu anúncio pessoal: proclamar a boa notícia do Reino. Jesus começou a atrair multidões, por isso precisa de colaboradores que, agindo, aprenderão junto d’Ele. Os escolhidos aceitaram o chamado e agora serão enviados em missão para anunciar com Jesus a obra salvadora de Deus que Ele veio realizar.

Jesus confiou aos Doze a pregação do Reino que conduz à salvação. O discurso missionário recolhe as orientações para aquela primeira missão e as que nascem da experiência da comunidade de Mateus, aberta à missão entre os pagãos. O estatuto fundamental do grupo dos Doze é compartilhar o destino e a missão de Jesus, mostrar que o Reino dos Céus está próximo.

O anúncio do Reino é o centro de todo o ministério de Jesus, que sublinhou dois elementos: o Reino de Deus diz respeito não só ao futuro, mas também ao presente. O sinal do Reino de Deus mostra Jesus vencendo o mal e a morte.

No Evangelho, Mateus destaca o significado do chamado que os discípulos eleitos receberam: fazer as mesmas coisas que Aquele que os envia, segundo um princípio rabínico, segundo o qual o enviado é igual ao que o envia, tendo o mesma autoridade. Os primeiros enviados foram chamados “apóstolos”. No Novo Testamento, esse termo indica o grupo de doze que Jesus escolheu do grupo maior de seus discípulos.       

As instruções que Jesus deu aos chamados são precisas: voltar-se para as ovelhas perdidas de Israel, anunciar o Reino, realizar curas e sinais prodigiosos, na gratuidade e na pobreza. Assim os discípulos prolongam a obra de Jesus em um “fazer” que não se detém na simples comunicação verbal, mas se torna serviço eficaz, que incide na vida dos destinatários. O Reino, portanto, torna-se presente através dos sinais de libertação realizados pelos apóstolos.

A missão, portanto, é feita de pregação e cura, de anúncio e promoção humana, da vinda do Reino junto com a luta pela justiça e pela paz.

O chamado e o envio têm um único horizonte: comprometer-se em favor da vida e das pessoas e lutar contra as forças que destroem a mesma vida. Jesus foi movido pela compaixão: “Vendo as multidões, compadeceu-se delas, porque estavam cansadas e abatidas como ovelhas que não têm pastor”.  Os apóstolos e todos os enviados devem seguir os passos do Mestre: curar as feridas, ajudar as pessoas a reencontrar um sentido para vida, aliviar o sofrimento, regenerar vidas, destravar o medo e ajudar a recuperar a confiança em Deus. 

O Concílio Vaticano II na Constituição Lumen Gentium recorda profeticamente que: “Todos os fiéis de qualquer estado de vida são chamados à plenitude da vida cristã e à caridade perfeita” (LG 40).

Portanto, o que Jesus disse aos apóstolos não se refere apenas aos Doze, mas a todos os cristãos, que Ele envia como suas testemunhas. Não se trata de uma categoria privilegiada de pessoas, mas todos os acreditam em Jesus receberam o Batismo são enviados como missionários. Todos são chamados e enviados pela força da graça batismal que nos inseriu em Cristo Rei, Sacerdote e Rei.

A primeira leitura tirada do Livro do Êxodo, que é o Livro da história da libertação do povo de Israel da escravidão e do caminho para a plena liberdade na Terra Prometida, recorda: “Sereis para mim um reino de sacerdotes e uma nação santa”.

Viver esta dimensão hoje indica que devemos ser testemunha credível da ressurreição. O evangelho nos leva a compreender a urgência da missão e o empenho pessoal de testemunhar, de evangelizar, de dar a conhecer Jesus Cristo.

Quem descobriu o amor de Deus se entrega generosamente na vida de fé.  A certeza de ser filho sustenta a capacidade do discípulo em empenhar-se – sem medo, sem prevenções, sem preconceitos, sem condições – na missão. Nada – nem as dificuldades, nem as perseguições – conseguem calar esse discípulo que confia na solicitude, no cuidado e no amor de Deus Pai.

Dom João Carlos Seneme, css

Bispo de Toledo

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Edição nº2811 – 02/03/2026

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