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Não tenhais medo. Estarei convosco todos os dias

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Dom João Carlos Seneme, Bispo da Diocese de Toledo. Foto: Divulgação

O texto do Evangelho deste domingo (25/06) corresponde à última parte das instruções dadas por Jesus aos Doze quando são enviados a anunciar a boa nova da salvação (Mt 10,26-33). Por isso conhecido como discurso sobre a missão e suas consequências. A palavra-chave que toma conta de todo o texto é: “Não tenhais medo”. Os discípulos enviados em missão devem proclamar abertamente a mensagem de Jesus. É preciso superar o medo e a hostilidade e confiar somente em Deus: “Eu estarei convosco todos os dias”.

O discípulo de Jesus não pode se maravilhar quando é incompreendido, encontra obstáculos ou até ser perseguido. Este foi o destino do Mestre, e o discípulo não pode esperar outra coisa. O relacionamento mestre-discípulo é completado pelo relacionamento patrão-servo. Em relação aos seus discípulos, Jesus não é somente o mestre, Ele é o Senhor: é uma profissão de fé que exige o reconhecimento da soberania de Cristo e, de nossa parte, aceitar e realizar a vontade de Cristo. O discípulo deve passar pelo mesmo destino do mestre. A vida de Jesus foi um serviço, portanto os discípulos devem se colocar a serviço do próximo como Cristo.

Através da fé e do empenho pessoal, os discípulos de Jesus devem se empenhar na proclamação aberta e clara da mensagem do Mestre. A razão pela qual o discípulo missionário não deve temer é que aqueles que se opõem à mensagem não têm poder real sobre a vida (“matam o corpo, mas não podem matar a alma” = vida). O único senhor da vida e que tem poder sobre ela é Deus.

“Até os cabelos da cabeça estão contados. Não tenhais medo”! A revelação da paternidade de Deus e a garantia de uma vida que continua para sempre asseguram o convite de Jesus para sair em missão: uma Igreja em constante saída. “Prefiro uma Igreja acidentada a uma doente por fechar-se” (Papa Francisco). A confiança no Pai é fundamental para viver a dinâmica do seguimento e anunciar a salvação libertadora de Jesus. Deus, nosso Pai, conta com nossa colaboração para que sua mensagem de amor contagie a humanidade inteira. Porém, o anúncio da boa nova do Reino pode enfrentar obstáculos, sofrimentos principalmente em um mundo violento e cada vez mais secularizado. Por isso a insistência de Jesus para que não nos deixemos contaminar pelo medo a ponto de paralisar nossas ações e nos fazer negar a fé. Nem mesmo Jesus foi poupado para nos salvar; ele foi até o fim dando a própria vida para nos garantir a vida eterna.

Vida ou morte, salvação ou condenação dependem da posição que cada um tomar diante de Cristo. Nossa pertença a Cristo e a sua Igreja deve ser manifestada em plena luz do dia e proclamado sobre os telhados.  O testemunho e confissão pública que o discípulo faz de Cristo corresponde ao reconhecimento que Cristo fará de cada discípulo diante do Pai.  O discípulo será identificado pela coragem ao enfrentar os desafios do testemunho da missão. Tendo o Pai em seu favor, não há por que se desesperar.

Senhor, afasta de mim o medo de seguir adiante, sustenta meu compromisso de discípulo missionário, pois confio em ti!

Dom João Carlos Seneme, css

Bispo de Toledo

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Edição nº2807 – 29/01/2026

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