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Não foi o Papai Noel que nasceu

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Convém lembrar — sobretudo em tempos de marketing excessivo e discursos vazios — que o 25 de dezembro não celebra um personagem folclórico de roupas vermelhas, mas, para os cristãos, o nascimento de Jesus Cristo, o Messias e Filho de Deus. O resto é ornamento.

O sentido cristão do Natal
No calendário cristão, o Natal é uma das datas mais relevantes da fé, ao lado da Páscoa. Celebra o mistério da Encarnação: Deus que se faz homem e entra na história humana. Um evento teológico profundo que contrasta com a superficialidade das vitrines e com a pressa das agendas políticas.

Fé antes do protocolo
A fé cristã define o Natal como um convite à conversão pessoal, à fraternidade e à responsabilidade com o outro. Em termos bem terrenos: menos discursos ensaiados, mais coerência prática — inclusive na vida pública.

A data e a história
A Bíblia não registra a data exata do nascimento de Jesus. O dia 25 de dezembro foi instituído pela Igreja séculos depois, oficialmente consolidado no século V. Uma escolha simbólica, estratégica e catequética — algo que a política, aliás, conhece muito bem.

Reflexão que incomoda
Talvez o maior incômodo do Natal cristão seja este: ele exige atitude. Amor ao próximo não cabe apenas em discursos, nem solidariedade se resolve com postagens temáticas. Para quem governa, legisla ou influencia, o recado é claro: menos encenação, mais compromisso.

Natal é essência, não cenário
Celebrar o Natal não é sobre luzes, selfies ou convenções sociais. É sobre valores. E valores, quando levados a sério, costumam cobrar posicionamentos — inclusive políticos. Porque, no fim, o Natal não pede aplausos. Pede mudança de comportameto.

Capital sem energia firme

Toledo ostenta o título de capital da produção agropecuária, mas basta uma nuvem mais carregada para a engrenagem travar. Quedas sucessivas de energia seguem afetando granjas, frigoríficos, cooperativas e o dia a dia urbano. Produção de ponta com fornecimento de energia que ainda insiste em ser instável.

Privatizou, mas não blindou

Desde a privatização, a Copel virou alvo frequente de críticas no Interior. A sensação é simples: muita promessa, pouco pulso firme na rede. Um sistema que deveria ser contínuo tem se comportado como cabo frouxo — cai, volta, cai de novo.

Cobrança institucional existe

Vereadores, prefeito e até deputados já fizeram o papel que lhes cabe: cobraram respeito, investimentos e solução definitiva. Os ofícios existem, as falas também. Falta agora a resposta concreta — aquela que aparece quando a luz não apaga.

Obras no mapa… e Toledo fora?

Nesta semana, a Copel anunciou 151,5 km de novas linhas de alta tensão, com R$ 71,8 milhões investidos no Noroeste, Oeste, Sudoeste e Leste do Paraná. Cianorte, Capanema, Capitão Leônidas Marques, Realeza, Lapa e Palmeira foram contempladas. A pergunta que ecoa por aqui é simples e incômoda: e Toledo?

Onde a produção é maior, a cobrança também

Se cidades menores recebem reforço estrutural, é razoável — e justo — esperar que o maior polo agroindustrial do Oeste tenha prioridade. Energia, aqui, não é conforto: é insumo estratégico. Cada queda representa prejuízo, risco sanitário e atraso produtivo.

Expectativa não paga conta

Há, sim, uma expectativa crescente de que Toledo entre na próxima leva de investimentos. Mas expectativa não segura motor ligado, não preserva proteína animal e não mantém cadeia fria funcionando. O campo e a cidade precisam de data, obra e cronograma — não apenas notas técnicas.

Recado final

A Copel já mostrou que sabe investir. Falta mostrar que sabe priorizar. E, no Paraná real — aquele que produz, exporta e sustenta indicadores — Toledo não pode continuar ficando para depois.

Quando o organograma vira política pública

Em silêncio — como costumam ocorrer as reformas mais profundas — o Executivo de Toledo promoveu, no apagar das luzes de 2025, uma das mais amplas reestruturações administrativas de sua história recente. A Lei nº 3.060, que ao meu ver, não tratou apenas de cargos, nomes ou funções. Tratou de modelo de gestão.

A Lei nº 3.060 rompe com a lógica antiga da administração municipal baseada em improviso, sobreposição de funções e cargos genéricos. Em seu lugar, institui um desenho técnico, com atribuições detalhadas, exigência de formação mínima, clareza hierárquica e foco em planejamento, controle e resultados. É o Estado municipal tentando, finalmente, agir como instituição — e não como soma de vontades individuais.

Não se trata de inflar a máquina. Ao contrário: a lei organiza, especializa e responsabiliza. Cada secretaria passa a saber exatamente o que faz, como faz e por que faz. O efeito prático é a redução de ruídos internos, conflitos administrativos e decisões personalistas.

Mas há um ponto que merece destaque especial: a comunicação pública.

Ao detalhar minuciosamente as atribuições da Secretaria de Comunicação, o Executivo reconhece algo que muitos ainda fingem ignorar: comunicação não é marketing, é política pública. Transparência, prestação de contas, linguagem institucional, registro histórico, comunicação digital, transmissão ao vivo de atos públicos — tudo isso passa a ser tratado como função estratégica, e não acessória.

Essa mudança protege a administração, qualifica o debate público e fortalece o controle social. Governos que não comunicam com método acabam reféns do improviso — ou do boato.

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Edição nº2806 – 28/01/2026

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