Filtro reduz a possibilidade de contaminação pelo novo coronavírus (Foto/Divulgação)

O projeto intitulado “Desenvolvimento e testes de nanofiltro anti-Covid para máscaras por eletrofiação”, coordenado pelo professor do Programa de Pós-Graduação em Química nível Mestrado, Douglas Dragunski, da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), foi aprovado pela Finaciadora de Estudos e Projetos (Finep) na última semana. Segundo o professor, o projeto demandou muito tempo de estudo e desenvolvimento. “Foram meses de discussões e videoconferências, que aprimoraram o desenvolvimento até a aprovação”, enfatiza.

O projeto, tem como objetivo a incorporação de agentes nanoparticulados com atividades virucida: cério, prata, cobre, zinco/titânio e grafeno em matrizes poliméricas para testagem como filtro em máscaras faciais para retenção e inativação do Sars-CoV2, causador da Covid-19. Douglas afirma ainda que o projeto reduz a possibilidade de contaminação pelo novo coronavírus. “A redução da possibilidade de contaminação é proporcionada pela redução da concentração de vírus na atmosfera circundante ao usuário da máscara, contribuindo para a segurança sanitária da população. Neste contexto, a proposta tem por objetivo a ancoragem de nanopartículas de agentes virucidas em superfícies e dentro de malhas poliméricas porosas por meio de recobrimento por eletrofiação de elementos filtrantes”, finaliza.

A produção será feita nos laboratórios de Química, do campus de Toledo, sob a supervisão do professor Douglas e uma equipe de professores e mestrandos em Química. Depois segue para avaliação na empresa Fiber Inova, em Santa Catarina, onde serão testados. Além disso, serão realizadas análises de caracterização dos produtos, testes como filtração, teste de aerosol, e respirabilidade para garantir, não só a capacidade de inativação da Covid-19 com laudo responsável e condizendo com práticas internacionais, mas também a qualidade e conforto para os usuários das máscaras. Vale ressaltar que os materiais utilizados serão biodegradáveis, ou seja, não causam dano ao ambiente.

Douglas enfatiza também as dificuldades desde a idealização até que o projeto fosse aprovado, considerando que o ato de fazer ciência é um desafio. “A pesquisa não pode parar. Temos que devolver à sociedade tudo aquilo investido em nós em forma de soluções e melhora da qualidade de vida”.

Fonte: Assessoria de Imprensa