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De um notebook e um cargo de confiança à política de inovação: o resgate da FUNTEC em Toledo.

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Muita gente vai ler esta coluna e dizer que é “puxação de saco”. Pois bem — se for para reconhecer gestão competente que desmonta cabide de emprego e coloca gente técnica e de resultados no lugar, então assumo: puxo o saco mesmo. Não porque alguém paga, mas porque isso é interesse público — especialmente quando a política deixa de ser trincheira de apadrinhados e passa a entregar resultado.

A FUNTEC — criada no início dos anos 90 para integrar ciência, tecnologia, inovação e educação — passou anos perdida, esvaziada e distante de sua própria vocação. O que acontece agora não é propaganda: é resgate institucional de quem decidiu parar de improvisar e começar a fazer. Quando competência e decisão política caminham juntas, o mínimo que se espera do jornalismo é registrar — e dar crédito a quem merece.

FUNTEC: de “cabide de empregos” a política de inovação estruturada

Por muito tempo, a Fundação Tecnologia de Toledo existiu como mera estrutura burocrática — patrimônio reduzido a um notebook e orçamento limitado ao salário do diretor indicado politicamente. A fundação, que deveria ser vetor de inovação, tornou-se sinônimo de apatia institucional. Esse cenário começou a mudar quando Thiago Darisbo, ainda como diretor interino, assumiu com postura crítica e visão estratégica sobre o verdadeiro papel da entidade.

Conselho ativo, fundo operante e visão de futuro

Logo no início do governo, a reconstrução partiu dos pilares institucionais: o Conselho Municipal de Inovação foi reativado — com Leonardo Superti na presidência e Gabriel Baierle na vice — com todas as cadeiras ocupadas conforme a lei. Em paralelo, o Fundo Municipal de Inovação foi finalmente estruturado, com CNPJ, conta bancária e capacidade real de captação de recursos. Um marco que tirou o fundo do papel e o trouxe para a vida real.

Tatiany Barbiero: a execução que mudou o rumo da fundação

Por indicação de Darisbo e com o aval do prefeito Mário Costenaro, Tatiany Barbiero assumiu a diretoria executiva e conduziu — com rigor técnico e atenção aos detalhes — a reforma da legislação da Funtec. A antiga Lei R-75/2019, genérica e pouco efetiva, deu lugar ao novo marco jurídico: Lei nº 3.051/2025, assinada em 18 de dezembro.
O resultado? Toledo passa a dialogar institucionalmente com cidades referência em inovação, como Curitiba.

Das cinzas aos resultados: quase R$ 900 mil captados

Os efeitos apareceram rápido. Com o novo modelo estruturado, Tatiany já garantiu cerca de R$ 900 mil em recursos fundo a fundo junto à Secretaria de Estado da Inovação — algo impensável para uma fundação que, no ciclo anterior, sobrevivia apenas com a folha de pagamento. A Funtec sai do discurso e entra, de fato, na agenda do desenvolvimento.

Uma nova percepção pública — e um novo propósito

Conselho ativo, fundo operante e nova lei formam o tripé que reposiciona a Funtec como ator central da inovação em Toledo. A virada traduz a intencionalidade política de Mário Costenaro e o compromisso técnico da equipe — especialmente Tatiany — em transformar uma estrutura desacreditada em instrumento de impacto econômico e tecnológico.

O passado acomodou interesses; o presente cobra competência — com números e resultados.

Durante muitos anos, a gestão pública em Toledo confundiu instituição com abrigo político. A FUNTEC foi exemplo disso: criada para impulsionar inovação e conhecimento, acabou tratada como apêndice burocrático — um lugar onde cargos falavam mais alto que propósito. Faltava projeto, faltava método, faltava visão. Sobrou improviso.

O contraste com o presente é didático. Quando a fundação volta aos seus pilares — conselho ativo, fundo operante, marco legal revisado, governança clara — o resultado aparece não em discursos, mas em números, captação de recursos e articulação institucional. O que antes sobrevivia na inércia passa a produzir política pública de verdade.

Essa virada não expõe apenas o que a FUNTEC ganhou — expõe o que a cidade perdeu por tanto tempo nas mãos de gestores que confundiram cadeira com missão. O passado mostrou o custo da omissão; o presente mostra o valor da competência. E é justamente aí que a administração pública revela quem trabalha para o futuro — e quem apenas ocupava lugar no caminho.

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Edição nº2810 – 24/02/2026

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