Enquanto segue a indefinição sobre a postura do presidente Jair Bolsonaro (sem partido) no pleito, o vice-presidente Hamilton Mourão (PRTB) pretende participar das campanhas para as eleições municipais de 2020. 

Em entrevista à rádio Jornal, de Pernambuco, Mourão afirmou que vai atuar para fortalecer o seu partido, o PRTB, a pedido do presidente da legenda, Levy Fidélix. 

“Ele [partido] precisa dar uma ressuscitada”, afirmou o vice-presidente.

Fidélix, que não se elegeu deputado federal em 2018, será o candidato do partido a prefeito de São Paulo neste ano. O PRTB não possui hoje nenhum parlamentar na Câmara nem no Senado.

A falta de representatividade do partido pode influenciar a formação das chapas para 2022, admitiu o vice-presidente. Mourão disse acreditar que o presidente Jair Bolsonaro deve convidá-lo a seguir na chapa presidencial, mas que entenderia caso fosse substituído.

“Caso ele necessite de outra pessoa, no sentido de obter, vamos dizer assim, um apoio de outras correntes políticas, eu por enquanto não tenho nenhuma visão de continuar na política”, afirmou.

Rio de Janeiro

O vice-presidente Hamilton Mourão afirmou que o Rio de Janeiro precisará de apoio federal para se reerguer e disse acreditar que o mandato atual será de fato exercido até o final pelo governador em exercício, Cláudio Castro (PSC). 

“[Espero] que o Cláudio consiga nesses dois anos que ainda faltam colocar a casa em ordem” disse Mourão à rádio Jornal.

Castro assumiu na última sexta-feira (28) após o Superior Tribunal de Justiça (STJ) afastar o governador Wilson Witzel (PSC) por 180 dias em função das investigações sobre desvio de recursos da saúde do estado.

O vice-presidente da República Hamilton Mourão

O vice-presidente da República Hamilton Mourão

Foto: Reprodução/CNN

Witzel pode ser afastado em definitivo se condenado pelo STJ ou também através de um processo de impeachment que tramita na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj).

Em entrevista à CNN nesta quinta-feira (3), o presidente da Alerj, deputado estadual André Ceciliano (PT), afirmou que o legislativo fluminense “vai até o final” com o processo contra o governador. Ceciliano disse que a Assembleia garantirá o direito de defesa de Witzel.

“O governador está afastado e a Casa vai até o final do processo de impeachment. Na Casa ele nunca teve base, isso ficou muito claro nas votações. Mas nós temos que garantir o direito de defesa do governador. Nós não queremos fazer nenhum juízo de valor neste momento”, afirmou o deputado.

Wilson Witzel nega as acusações. 

“Respeito a decisão do Superior Tribunal de Justiça. Compreendo a conduta dos magistrados diante da gravidade dos fatos apresentados. Mas, reafirmo que jamais cometi atos ilícitos”, publicou Witzel em sua conta no Twitter. “Continuarei trabalhando na minha defesa para demonstrar a verdade e tenho plena confiança em um julgamento justo”.

Com informações de Cecília Gelenske, da CNN, em Brasília