Morreu nessa noite de terça-feira o ex-atleta profissional João Pedro da Silva – Vaquinha.  A Gazeta de Toledo, reproduzirá matéria feita pelo profissional de esportes  Mauro Bianchi da revista Lance a Lance de Toledo que foi intitulada de ALEGRIA.


Alegria. Quem convive ou conviveu com João da Silva Pedro, ou simplesmente o Vaquinha, sabe o que essa palavra representa. Ele é o futebol dá alegria! Em 1979 ao expressar sua alegria e emoção numa comemoração de um gol, Vaquinha deu uma “sambadinha” perto da bandeirinha de escanteio no Clássico da Soja no Ninho da Cobra em frente à torcida cascavelense. A partir daí surgiram as comemorações irreverentes e provocativas que ganharam destaque no futebol brasileiro com vários outros personagens, Viola, Paulo Nunes, Edmundo, Tulio Maravilha, entre outros.

Vaquinha é o ator principal em homenagem a comemorações dos seus 70 anos, completados em 23 de julho.

Natural Centenário do Sul, na divisa entre Paraná e São Paulo, foi lá que ele herdou o amor pelo futebol do seu pai. Desde criança Vaquinha acompanhava seu pai pelos campos de futebol, carregando a chuteira do ex-jogador Vaca que vestia a camisa do Centenário Esporte Clube. Aí surgiu o apelido diminutivo, mas carinhoso de Vaquinha, em homenagem ao saudoso pai. Na cidade natal, Vaquinha deu seus primeiros passos no futebol jogando nas categorias de base.

Aos 16 anos ele a família se mudaram para Campina da Lagoa, onde passou a atuar como estivador até machucar as costas e ir se tratar em Londrina. Na Cidade do Café, em 1973, por incentivo de tio radialista fez testes no Tubarão. No primeiro treino marcou cinco gols, mesmo jogando com chuteiras com números maiores – um pé 42 e outro pé 43. Ao final do treino o técnico Pinheiro pediu para retornar no outro dia, quando recebeu fardamento e chuteira no número 40 e contrato profissional.
Naquele ano, Vaquinha disputou Campeonato Nacional, ao lado de craques como Ado ex-Seleção Brasileira na Copa de 70, Neneca ex-Guarani e Atlético Mineiro, entre outros.

No ano seguinte Vaquinha assinou contrato com Umuarama e foi artilheiro do Campeonato Paranaense com 18 gols marcados. Naquele ano, o Umuarama foi jogar amistosamente contra o Vasco da Gama, que tinha no elenco Roberto Dinamite e Alfinete (treinou o TCW nos primeiros anos de projeto) e Vaquinha jogou no Tempo do Futebol Mundial, o Maracanã. Com destaque no Umuarama outros clubes tiveram interesse em contratá-lo e foi parar no Atlético Paranaense onde foi titular absoluto durante um ano, mas logo se transferiu para time mineiro de Uberaba. A sua primeira passagem foi em 1976. Em 1977 retornou ao Estado do Paraná para atuar pelo Pinheiros e no mesmo ano retornou ao Uberaba, onde ficou até fim da temporada 1978.

Em 1979, o destino de Vaquinha seria Curitiba para jogar no Colorado. Porém, o técnico Lori Sandri enviou o centroavante para Toledo, onde atuou nos anos de 1979 e 1980 sendo vice-artilheiro nas duas temporadas jogando no Estádio Municipal 14 de Dezembro.

Vaquinha também jogou no Pinheiros, Pato Branco e Catanduva de São Paulo. Mas o destino o levou encerrar a carreira no Cascavel EC.
Atualmente

Desde que parou de jogar profissionalmente, Vaquinha reside com a esposa Bernadete, filhos e netos em Toledo. Nos últimos anos, Vaquinha participa do Clube Mexa-se, onde jogou durante bom tempo no time de suíço das quintas-feiras, que é comandado pelo técnico Joaquim Iwasaki.

Gols, irreverência e carisma fizeram parte da história esportiva e da vida de VAQUINHA.
Parabéns camisa 9 Viva seu 70° aniversário.