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Moro parte de 20 cadeiras, mas terá de negociar para construir maioria na Alep

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PL, Novo e Podemos formam um bloco inicial de 20 deputados; governador eleito ainda precisará ampliar sua base, e negociações com PP, Republicanos, MDB e até setores do PSD podem movimentar cadeiras e suplências

A vitória de Sergio Moro para o Governo do Paraná não veio acompanhada de maioria automática na Assembleia Legislativa. O governador eleito terá um ponto de partida relevante, mas insuficiente para controlar as votações: PL, Novo e Podemos somam 20 das 54 cadeiras da Alep.

O PL, partido de Moro, elegeu 14 deputados. Novo e Podemos, partidos que estiveram alinhados à sua candidatura, conquistaram três cadeiras cada. Juntos, portanto, entregam ao futuro governo um bloco inicial de 20 parlamentares.

É uma situação melhor do que considerar apenas os 14 deputados do PL, mas ainda deixa Moro oito cadeiras abaixo das 28 que representam a maioria absoluta da Assembleia.

A matemática das urnas ficou assim: PL, 14; PSD, 14; PT, 8; PP, 6; Novo, 3; Podemos, 3; Republicanos, 3; MDB, 2; e PDT, 1.

PSD sai grande e vira peça importante

O outro grande bloco da Assembleia está justamente do lado que disputou a eleição contra Moro. O PSD elegeu 14 deputados e sustentou a candidatura de Sandro Alex.

Mas uma coisa é a campanha; outra é a composição do governo.

Não significa que os 14 deputados do PSD permanecerão automaticamente na oposição durante quatro anos. A bancada é numerosa, reúne diferentes bases regionais e poderá adotar posições independentes conforme os projetos apresentados pelo Executivo.

Moro terá, portanto, duas alternativas que podem ocorrer simultaneamente: atrair partidos inteiros para sua base ou construir maioria deputado por deputado.

PP passa a valer ouro nessa matemática

É aqui que o PP, com seis deputados, ganha enorme importância.

Se Moro conseguir trazer integralmente o partido para sua base, passaria de 20 para 26 deputados.

Faltariam apenas dois.

Esses votos poderiam ser encontrados no MDB, que possui duas cadeiras, no Republicanos, que tem três, ou até mesmo entre deputados do PSD dispostos a manter uma relação de independência ou aproximação com o novo governo.

Outra combinação seria:

PL + Novo + Podemos = 20

Com Republicanos (+3), chega a 23.

Com MDB (+2), alcança 25.

Bastariam então três dos seis deputados do PP para atingir 28.

Há várias combinações possíveis. É justamente essa fragmentação que aumenta o poder de negociação das bancadas intermediárias.

E onde Toledo entra nessa história?

Aqui aparece uma consequência política que merece acompanhamento.

Moro precisará montar o governo e, paralelamente, ampliar sua sustentação parlamentar. Secretarias, autarquias e outros cargos estratégicos normalmente fazem parte da construção política de uma administração.

Caso deputados eleitos sejam convidados para integrar o Executivo e se licenciem da Alep, suplentes das respectivas chapas poderão ser chamados para ocupar temporariamente essas cadeiras, observadas as regras eleitorais e partidárias.

Para Toledo, essa possibilidade interessa diretamente.

Se houver suplentes locais bem posicionados nas chapas de partidos que venham a integrar a base governista — especialmente em legendas como PP ou MDB — uma eventual convocação de deputado titular para o Executivo poderá alterar a representação regional na Assembleia.

Não significa que isso acontecerá. Muito menos que uma negociação esteja sendo feita especificamente para beneficiar Toledo.

Mas é uma possibilidade concreta do funcionamento político e parlamentar que deve entrar no radar.

Moro ganhou o governo. Agora precisa ganhar a Assembleia

A fotografia inicial, portanto, é mais clara:

54 deputados na Alep.

20 no campo inicial de Moro — PL, Novo e Podemos.

34 fora desse bloco inicial.

Para alcançar 28, faltam oito.

E esses oito votos poderão sair do PP, Republicanos, MDB, PSD ou de uma combinação entre essas bancadas.

É aí que começa a próxima etapa da eleição de 2026.

As urnas escolheram o governador e os deputados. Agora começa a formação da maioria que permitirá — ou dificultará — a Moro governar o Paraná.

E, para Toledo, que novamente ficou sem uma cadeira diretamente conquistada na Alep, a montagem do secretariado e os movimentos das bancadas podem ser tão importantes quanto o resultado das urnas.

Veteran Car Club de Toledo convoca associados para eleição da nova diretoria

A Associação dos Amigos e Proprietários de Carros Antigos – Veteran Car Club de Toledo realizará, no dia 6 de outubro, Assembleia Geral Ordinária para prestação de contas e eleição da nova diretoria da entidade.

A reunião será realizada no anfiteatro da Igreja Oficina Church, na Rua Carlos Barbosa, 3025, com primeira convocação às 18h30 e segunda convocação às 19h.

Além da prestação de contas das ações do mandato e do exercício financeiro de 2026, a pauta prevê a eleição e posse da nova diretoria, além de assuntos gerais.

Conforme o edital assinado pelo presidente Cézar Antonio Césaro, as chapas interessadas deverão apresentar a relação completa e protocolar a inscrição até as 18h do dia 1º de outubro de 2026, junto à Secretaria do Veteran Car Club de Toledo.

Pérola das eleições

As urnas de 2026 produziram números para todos os gostos. Erika Hilton (PSOL-SP) alcançou 1,59 milhão de votos e estabeleceu o recorde histórico de votação feminina para a Câmara dos Deputados. Enquanto isso, Nikolas Ferreira (PL-MG) e Lucas Pavanato (PL-SP) ficaram à frente no ranking geral dos deputados federais. Ou seja: esquerda e direita saíram das urnas com recordes para comemorar — e assunto de sobra para continuar brigando nas redes sociais.

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Edição nº2830 – 22/09/2026

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