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Moro começa pela Fazenda

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Pricilla Santana é o primeiro nome anunciado para compor o secretariado do governador eleito do Paraná, Sergio Moro (PL) (Foto: Divulgação/Assessoria Sergio Moro)

O governador eleito Sergio Moro (PL) anunciou seu primeiro nome para o secretariado: Pricilla Santana, atual secretária da Fazenda do Rio Grande do Sul, que assumirá as finanças do Paraná em janeiro de 2027. A escolha sinaliza a prioridade que Moro pretende dar ao controle dos gastos públicos e à reorganização administrativa. O governador eleito já anunciou que pretende reduzir o número de secretarias e enxugar a máquina estadual. Mas fica uma pergunta: como essa política de contenção de despesas afetará os grandes projetos e investimentos já encaminhados aos municípios? Toledo, que possui obras importantes em tramitação, certamente acompanhará de perto as primeiras decisões da nova equipe econômica.

Secom de Moro pode ter Marcelo Cattani

Depois de anunciar Pricilla Santana para a Secretaria da Fazenda, Sergio Moro começa a despertar especulações sobre os próximos integrantes de seu governo. Um nome a observar é o do jornalista e publicitário Marcelo Cattani, responsável pela comunicação das campanhas de Moro ao Senado, em 2022, e ao Governo do Paraná, em 2026.  Marcelo já foi secretário da Comunicação do estado, na gestão de Beto Richa. Sua participação nas duas campanhas coloca seu nome nas conversas sobre a futura Secretaria de Estado da Comunicação. Será que Moro entregará a Secom ao profissional que acompanhou sua trajetória eleitoral? Por enquanto, não há confirmação oficial, mas a possibilidade merece atenção nos bastidores da transição.

Visita de Paranhos

Este colunista recebeu a visita do deputado federal eleito Leonaldo Paranhos, ex-prefeito de Cascavel, para uma conversa sobre o cenário político do Paraná, a transição do governo Ratinho Junior para Sergio Moro e os grandes projetos de desenvolvimento regional. Na pauta, também estiveram Toledo, sua ausência de representantes próprios na Assembleia Legislativa e na Câmara Federal, além da parceria política com o ex-prefeito Beto Lunitti. Uma oportunidade para discutir os desafios do Oeste paranaense e as perspectivas de atuação de Paranhos em Brasília a partir de 2027.

Visita a Pato Bragado: uma cidade que encanta

Nesta semana, este colunista esteve em Pato Bragado e voltou com uma impressão especial. Cidade limpa, organizada, obras em andamento e um cuidado com os espaços públicos que lembra pequenas cidades europeias. Daquelas localidades que dão vontade de ficar! À frente da Prefeitura está John Nodari, servidor público de carreira que chegou ao Executivo municipal. Em 2024, protagonizou uma situação incomum na política: disputou a eleição como candidato único, recebendo 2.877 votos. Uma visita que permitiu ver de perto a cidade e conversar sobre sua administração.

Pato Bragado: tecnologia a serviço do produtor rural

Outro aspecto que chamou a atenção deste colunista em Pato Bragado foi a atenção dedicada à agricultura. Município de forte vocação produtiva, Pato Bragado aposta na tecnologia para apoiar quem trabalha no campo na cidade que mais produz por hectare do Paraná. Entre as iniciativas apresentadas está um sistema municipal de monitoramento meteorológico, que permite aos produtores acompanhar as condições climáticas em tempo real. Uma ferramenta importante para o planejamento das atividades rurais e a tomada de decisões diante das mudanças do tempo. É a tecnologia chegando diretamente às mãos de quem produz.

Comunicação que valoriza o trabalho público

Outra escolha do prefeito John Nodari, de Pato Bragado, que merece registro nesta coluna foi a nomeação do profissional de marketing Luan Albanezi para a assessoria de comunicação da Prefeitura. Ao lado da jornalista Marili Koehler, Luan desenvolve um trabalho voltado à divulgação das ações de todas as secretarias municipais, sob a orientação do prefeito. A proposta é dar visibilidade às realizações da administração, com ética, profissionalismo e transparência. Afinal, comunicação pública não é apenas divulgar obras ou promover autoridades, mas informar à população onde e como os recursos públicos estão sendo aplicados. É esse compromisso que deve nortear toda assessoria de imprensa municipal.

Gabriel Baierle: afinal, qual é o critério?

O presidente da Câmara de Toledo, Gabriel Baierle, subiu à tribuna para questionar a postura daqueles que defendem a representatividade política do Oeste, mas pediram votos para candidatos de Curitiba. Segundo ele, alguns cobram apoio aos políticos locais enquanto fazem escolhas diferentes nas urnas. Até aí, uma discussão legítima. Mas surge uma pergunta: o critério vale para todos, inclusive para o próprio presidente? Afinal, apoiar candidatos de outras regiões é uma escolha política legítima. O que precisa ficar claro é por que essa escolha seria criticável em alguns casos e aceitável em outros.

Representatividade não é apenas questão de endereço

Na mesma manifestação, Gabriel Baierle destacou que o vice-governador eleito, Edson Vasconcelos, é de Cascavel e poderá representar os interesses de Toledo e de todo o Oeste. O argumento reconhece a importância da proximidade regional. Entretanto, Toledo continuará sem deputados estaduais e federais próprios. Ter um vice-governador da região substitui a necessidade de representação direta no Legislativo? E mais: quais compromissos concretos existem para garantir que os grandes projetos de Toledo tenham continuidade? A discussão não deveria terminar em quem pediu votos para quem, mas avançar para quem efetivamente assumirá responsabilidades perante o município.

Toledo: transporte coletivo exige investimentos milionários dos cofres públicos

Garantir o transporte coletivo e benefícios como a gratuidade aos idosos tem um custo significativo para os cofres públicos de Toledo. Um dos aportes documentados chega a R$ 2.298.129,66, destinado ao custeio da gratuidade no sistema. O valor teve origem em recursos federais, mas evidencia o peso financeiro desse serviço essencial.

Com a necessidade de custear o transporte coletivo utilizando recursos livres do orçamento municipal, a Prefeitura assume uma responsabilidade financeira que disputa espaço com outras demandas da população. É dinheiro público destinado a garantir o acesso dos usuários ao transporte, manter o serviço em funcionamento e contribuir para tarifas mais acessíveis.

Ha, obrigado por ter excluido a postagens…!

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Edição nº2828 – 24/08/2026

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