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Moradores de rua em Toledo recebem alimentos e conselhos dos Anjos da Noite

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Por Marcos Antonio Santos

Todas as segundas-feiras, os integrantes dos Anjos da Noite de Toledo se reúnem para entregarem alimentos para os moradores de rua. Uma marmita, um pedaço de bolo, pão, chá, café com leite, suco, chocolate quente, dependendo da temperatura do dia. Na marmita, distribuída pelos voluntários, o morador de rua pode saciar a sua fome com arroz, feijão, macarrão, frango, carne; tudo fresquinho.

Uma das coordenadoras do projeto, Ylaine Grams Jeske, comenta que outra missão do grupo é aconselhar essas pessoas, que por um motivo ou outro, tem a rua como moradia. “Muitas vezes, eles também precisam ser ouvidos. Fazemos esse trabalho há quase cinco anos, e desde que começamos a realizar esse projeto já tiramos 12 pessoas da situação de rua. Tem alguns que ainda acompanhamos e tem outros que não temos mais contato, mas são pessoas que não retornaram mais para as ruas. É um trabalho gratificante, um trabalho de formiguinha, não é fácil, tem que ter paciência, muita força de vontade, estamos tentando fazer o melhor para conseguir levar o alimento para eles, e por meio de conselhos tentar tirá-los dessa situação de rua”.

DOAÇÕES – Nesse projeto de ajuda as pessoas em situação de rua, o grupo Anjos da Noite conta com a colaboração de cinco voluntários. E Ylaine diz que todas as doações são sempre bem-vindas. “Quando recebemos doações de marmitas vem sempre arroz, feijão e macarrão, o restante nós compramos. Ganhamos também roupas, calçados, e fazemos alguns bazares para manter o nosso projeto, porque custa muito caro. Temos que comprar as embalagens, as carnes, frango, ovos, os ingredientes para fazer o bolo. Hoje, no supermercado tudo está caro, verduras e legumes subiram demais. Esses alimentos a população não faz a doação, somente o básico; arroz, feijão e macarrão”, menciona Ylaine Grams.

Tudo é feito com muito sabor, carinho e amor. Foto: arquivo pessoal

MORADORES DE RUA – Nos últimos meses em Toledo estão sendo registradas ações cometidas por moradores de rua. As pessoas que preferem morar nas caçadas, dormir debaixo de marquises ou até mesmo ao relento, e sem destino certo não é novidade dos tempos atuais, sempre existiram. Mas ultimamente alguns cidadãos estão se infiltrando entre os moradores em situação de rua para cometer crimes, o que é condenado pela sociedade.

De acordo com Ylaine Grams, muitos moradores de rua de Toledo são filhos de moradores do próprio município, incluindo pessoas de famílias ricas, que estão nas ruas para consumir drogas. “Já presenciamos mães irem de carros de luxo tentarem convencer o filho a voltar para casa, que estava todo sujo vivendo em condições de um morador de rua. O vício é uma doença grave, que precisa de um acompanhamento e tratamento a longo prazo, e muitos sofrem recaídas. Quando a gente resgata alguém que não volta para nós é uma vitória muito grande. E ficamos na torcida para que essa pessoa não tenha uma recaída e volte a ser inserida na sociedade, e tenha a oportunidade de constituir uma família e criar os filhos”.  

Ela menciona ainda que no meio dos moradores de rua sempre tem pessoas infiltradas que vendem drogas e cometem crimes. “Na hora da distribuição dos alimentos não escolhemos para quem iremos fazer a doação, servimos todos que encontramos, porque é uma semente de amor que estamos plantando. Observando esse nosso trabalho muitas vezes eles são tocados também a pensar na vida. Uma vez um jovem falou para nós:  – A gente não vale nada, somos perigosos, somos pessoas que a sociedade rejeita -. Falamos para ele que Jesus veio para resgatar a todos. Sempre estendemos as mãos a quem precisa e para plantar essa semente de amor e de fé no coração das pessoas”.

Um dos voluntários do Anjos da Noite entregando alimentos ao morador de rua. Foto: arquivo pessoal

MAIS DE 10 ANOS – Ylaine Grams conta a história de um homem que mora nas ruas há mais de 10 anos. “ É um senhor que não traz problemas para ninguém e na maioria das vezes está sóbrio. Ele ganha o dinheiro dele vendendo papelão e latinhas. Ele era um construtor de aviários e teve uma decepção amorosa e uma briga de família, acabando se separando de todos e foi morar nas ruas. Ele sempre anda limpo, é bem vaidoso e se cuida. Queríamos ajudar esse senhor, mas ele disse que a vida dele é nas ruas. – Se eu for para uma casinha vou ficar doente, nas ruas eu tenho com quem conversar -. As vezes ficamos desanimados de ver pessoas que poderiam estar contribuindo com a sociedade, trabalhando, como é o caso desses rapazes que estão infiltrados para vender drogas para os moradores de rua. Mas não podemos desanimar, porque cada pessoa que resgatamos é uma grande vitória para nós”, ressalta Ylaine Grams.

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Edição nº2804 – 24/01/2026

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