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Moradores de rua causam problemas em Toledo

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Por Marcos Antonio Santos

A sensação na cidade de Toledo é que cada vez mais vem aumentando o número de moradores de rua. Para quem passa pela Praça Willy Barth, rodoviária e outros pontos mais movimentados, essa percepção é nítida. E em alguns casos muitos desses moradores de rua causam confusões e brigas entre eles, e até mesmo agridem cidadãos de bem.

No último sábado, 27, o prefeito Beto Lunitti fez uma postagem em uma rede social quando um grupo de moradores de rua era abordado pela Guarda Municipal.

“Toledo tem se empenhado em ajudar as pessoas em situação de rua, mas infelizmente alguns indivíduos não desejam aceitar nossa assistência e causaram problemas. Estamos agindo para lidar com essas situações e garantir que as ruas de Toledo sejam seguras para todos. Juntos, vamos fazer o possível para promover um ambiente acolhedor e de respeito em nossa cidade. Denuncie pelo 153 qualquer intimidação, contamos com você! ”, escreveu o prefeito.

Na ação realizada pela Guarda Municipal, quem estava à frente da abordagem era o secretário de Segurança e Mobilidade Urbana, major Christian Guilherme Goldoni. Ele disse que nessa ação, a GM estava abordando os moradores de rua em razão da conduta deles no semáforo. “Após a abordagem foram orientados de que eles estariam, possivelmente, infringindo o Art. 62 da LCP (Lei de Contravenções Penais) e poderiam ser autuados via TC ou TCIP (Termo Circunstanciado de Infração Penal) se houvesse reclamação formal. Após a orientação, eles se retiraram do local”.

Secretaria de Assistência Social oferece abrigo para os moradores de rua. Foto: Fabio Ulsenheimer

“A Prefeitura, através do governo Beto Lunitti e Ademar Dorfschmidt tem se preocupado com isso e oferecido todas as oportunidades a aqueles que querem a recuperação e precisam de ajuda. Há aqueles que cometem crimes, uma vez havendo a denúncia e a representação por parte da população, estão sendo conduzidos para o devido flagrante ou TC”, informa o major Goldoni.

De acordo com o diretor de Segurança da Guarda Municipal, Edson de Sousa, alguns moradores de rua vêm causando muitos problemas em Toledo. “É muita rixa (grande tumulto e perturbação da ordem) entre eles, fazem uso de álcool, também praticam pequenos furtos. Eles são oportunistas, se a pessoa se distrair; eles levam. Há ainda importunação na hora deles pedirem esmolas. E eles sabem quem serão as ‘vítimas’, forçando que as pessoas deem esmolas para eles”.    

OPINIÕES – Na postagem do prefeito Beto, algumas pessoas fizeram comentários sobre essa atual situação vivida em Toledo com os moradores de rua.

“Andarilhos ficam em Toledo porque o povo é generoso e dá dinheiro e comida. Eu não dou nada, por mim, eles iriam embora e procurariam comida e dinheiro em outra cidade”, escreveu Ivo Antonio Bernardi.

“Isso mesmo. Parabéns prefeito! 0nde já se viu os cidadãos que trabalham, pagam impostos não ter direito de andar tranquilamente pelas ruas, ou até mesmo ir ao Lago com a família por causa desses andarilhos que ficam abordando a gente. Esses aí não querem trabalhar, ou melhor não tem condições. Precisam de tratamento, pois, muitos são viciados”, opinou Neiva Kaypper.

“Dia 14 de dezembro, tive no Terminal Rodoviário e percebi um desses na rodoviária pedindo dinheiro e ameaçando as pessoas com uma vassoura, e até se divertia, parecia estar alcoolizado. Liguei para a Ouvidoria nesse dia, deve estar registrado lá. A resposta foi, se houver agressão física ligue para a Guarda Municipal. Pensei: muito consolador para a vítima”, contou Gilmar Rocha Paradela.

“Tem mais de 1.200 vagas de emprego no Sine, mas eles não querem trabalhar. O povo ajuda demais, dão dinheiro, comida o tempo todo, vamos criar a campanha: não dê dinheiro; ofereça trabalho”, sugeriu Zaqueu Ribeiro.

Em dezembro passado, o município ofereceu atendimento à população em situação de rua. Foto: Carlos Rodrigues

ATENDIMENTO – A secretária de Desenvolvimento Humano, Rosiany Favareto, disse que a rua não é um espaço de proteção, por isso eles procuram atender essa população. “Enquanto algumas optam em permanecer nessa condição, muitas querem retomar vínculos familiares, até mesmo em outros municípios. Não podemos impedir que permaneçam na rua, mas orientamos o que pode e o que não pode fazer”.

DADOS – Segundo informações da Secretaria de Assistência Social são mais de 300 atendimentos por mês de pessoas em situação de rua. Em 2022, mais de 600 pessoas passaram pelo serviço, gerando mais de 3.600 atendimentos no ano. Atualmente esse número já atinge mais de 4.200 atendimentos. A diretora de Proteção Social Especial de Média Complexidade, Juliana Alves Máximo, disse que essa população é flutuante. “Existe um público que permanece alguns dias no município e depois vai para outras localidades, mas também tem aqueles que são munícipes e por situações de fragilidade ou rompimento de vínculo familiar, uso/abuso de álcool e outras substâncias psicoativas, bem como outros fatores. Aproximadamente 90 pessoas em situação de rua são acompanhadas pelo Serviço Especializado de Abordagem Social (SEAS)”, afirma Juliana.

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