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Ministério Público cobra definição: quem vai salvar o HRT?

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Foto: Gilson Abreu/AEN

No próximo dia 6 de novembro, o Ministério Público de Toledo, por meio do promotor de Justiça Dr. José Roberto Moreira, realizará uma reunião com o prefeito, secretários municipais, deputados e a direção do Hospital Regional de Toledo (HRT).

O objetivo do encontro é ouvir todas as partes envolvidas e definir o futuro da gestão do hospital: se a IDEAS — organização social responsável pela administração — permanece, assume integralmente suas responsabilidades ou deixa a cidade.

A reunião ocorre em meio a um cenário de incertezas e preocupações, já que o HRT enfrenta dificuldades financeiras e dívidas acumuladas próximo a R$ 21 milhões, situação que tem gerado tensões entre a direção, o poder público e a comunidade.

A expectativa é de que, após o encontro, haja uma definição clara sobre os rumos da instituição, que é referência regional em saúde e atende milhares de pacientes de Toledo e municípios vizinhos

O sonho do esporte e o risco da fedentina

Depois de anos de abandono, a antiga pista de arrancadão de Toledo — localizada paralelamente à BR-163, entre a cidade e o distrito de Vila Ipiranga — está prestes a ganhar nova vida.
Um grande investimento pretende transformar o espaço em um complexo esportivo multiuso, com pistas de drift, kart e off-road, resgatando o Autódromo Rafael Sperafico e devolvendo à juventude toledana um ponto de lazer e eventos. Mas o sonho pode virar pesadelo — e literalmente cheirar mal.

Amanhã, trarei a matéria completa sobre esse grande erro que Toledo e demais autoridade ambientais estão prestes a cometer.

Toledo precisa de coragem — não de mais promessas

As chuvas que voltaram a castigar Toledo nesta final de semana — quase 100 milímetros em poucas horas — reacenderam uma velha ferida: os alagamentos crônicos na região da Sanga Panambi, especialmente nas imediações da Avenida Carlos Barbosa e Rua Cerro Corá. O que se vê, mais uma vez, é o mesmo filme de sempre — ruas submersas, casas invadidas e prejuízos que se repetem ano após ano.

Em 2016, 2017, 2020 e agora em 2025, o problema é o mesmo (retrospectiva abaixo)

Mudam as gestões, mas a enxurrada continua. O que se tem e se viu até agora, são soluções paliativas: limpeza de galerias, desobstrução de bocas de lobo e discursos que evaporam junto com a chuva.

A verdade é simples e conhecida: a estrutura atual não comporta a vazão das águas da Sanga Panambi. Três tubos sob a Carlos Barbosa jamais darão conta do volume que desce em direção ao Parque Diva Paim Barth. Não é falta de diagnóstico — é falta de decisão técnica e política.

A cidade já sabe o que precisa ser feito: nova ponte na Carlos Barbosa, sistema de drenagem ampliado, bueiros com maior vazão e obras que garantam o escoamento natural das águas. O que falta é ação — e coragem para romper o ciclo de improvisos e transferências de culpa.

Que, sob a condução de um prefeito arquiteto, Toledo finalmente planeje e execute a solução definitiva. Porque o povo já cansou de promessas e emergências. O que Toledo precisa agora é engenharia, compromisso e respeito por quem vive abaixo da linha d’água.

Talvez 2025 ainda esteja a tempo de marcar o início dessa virada — quando a cidade decidir enfrentar o problema de frente, em vez de continuar enxugando a chuva com discursos.

Chuva ultrapassa 125 milímetros em 15 minutos e causa prejuízos em Toledo

As fortes chuvas registradas em Toledo por volta das 13h desta segunda-feira causaram diversos pontos de alagamento e prejuízos em diferentes regiões da cidade.

De acordo com medições do Simepar e da Coamo, foram aproximadamente 125 milímetros de precipitação em apenas 15 minutos, um volume considerado extremo para o período.

No Jardim Gisela e no Porto Alegre, várias ruas ficaram completamente alagadas. Na Vila Industrial, o principal ponto de alagamento foi a Rua Cerro Corá, enquanto no Cesar Park a enxurrada invadiu residências e causou estragos significativos.

Na região central, a situação também foi crítica: em alguns trechos, as bocas de lobo não deram vazão ao grande volume de água.

O secretário de Habitação e Urbanismo, Igor Colla Januário, explicou que o problema foi agravado pela intensidade da chuva em um curto espaço de tempo.

“Temos uma empresa trabalhando há vários meses na desobstrução das bocas de lobo e das estruturas de escoamento das águas pluviais, porém alguns pontos do município não suportaram a quantidade de água”, destacou.

A Defesa Civil prestou atendimento emergencial às famílias atingidas. Segundo levantamento inicial, cinco casas foram invadidas pela enxurrada no bairro Cesar Park, com muros e paredes destruídos.

O GM Moacir Guerreiro Campos, da Defesa Civil, informou que as equipes das Secretarias de Assistência Social e Habitação e Urbanismo estão acompanhando os casos e oferecendo suporte às famílias afetadas.

As constantes enchentes que atingem a Sanga Panambi, a Rua Cerro Corá e a Avenida Carlos Barbosa seguem sem solução — até hoje, não apareceu um prefeito “capaz” de resolver o problema.

A Prefeitura vem implantando diversos espaços de convivência integrados à natureza, entre eles o Parque Linear da Sanga Panambi, na Vila Industrial. São iniciativas louváveis, sem dúvida. No entanto, continuo me perguntando: quando é que os engenheiros e arquitetos — a começar por José Carlos Schiavinatto, que afirma dominar o assunto — irão direcionar sua formação e experiência para resolver os problemas reais, e não apenas oferecer paliativos?

Refiro-me especificamente à Rua Cerro Corá e à Sanga Panambi, uma novela que se arrasta há anos. Falta discernimento técnico e vontade política para enfrentar o que parece óbvio: o gargalo está na passagem da água pela Avenida Carlos Barbosa. Ali está o ponto crítico. Não há vazão suficiente e, se nada for feito, as enchentes continuarão castigando os moradores.

E é claro que, se a drenagem for ampliada, surgirão novos desafios abaixo da Carlos Barbosa — como o risco de inundar casas no Jardim Esplanada. Então, fica a pergunta: a Sanga Panambi precisa ou não de um projeto completo de drenagem?

Com a palavra, os “entendidos” do Paço Municipal — aqueles que o povo elegeu para pensar soluções e não apenas justificar problemas.

(Fotos e vídeos: leitores Leandro e Silvia)

Chuva de quase 100 milímetros em menos de 13h causou transtornos

Entre as 17h21 de sábado (1º) e as 5h45 de domingo (2), Toledo registrou 96,8 milímetros de chuva, segundo dados da estação meteorológica da Unioeste, divulgados pelo professor Sérgio Makrakis. Durante o mesmo período, rajadas de vento chegaram a 40 km/h, contribuindo para agravar os efeitos do temporal.

O volume intenso de precipitação provocou alagamentos em diversos pontos da cidade, especialmente no Parque Diva Paim Barth, cujas águas escoam para a Sanga Panambi. O curso d’água, que há anos sofre com a falta de vazão dos tubos instalados, transbordou novamente sobre a Rua Carlos Barbosa, uma das áreas mais críticas durante chuvas fortes.

Outros bairros e avenidas também sofreram com o acúmulo de água e o forte escoamento das enxurradas, principalmente em locais de maior declive, como a Rua Rui Barbosa, a partir da Avenida Maripá (sentido Norte-Sul), a baixada da Assembleia de Deus Matriz, e a Avenida Senador Atílio Fontana, entre outras regiões.

De acordo com a Defesa Civil de Toledo, foram registradas quatro ocorrências críticas de alagamento, além de três quedas de árvores — duas já removidas e uma ainda em atendimento na Rua Dom Pedro II, na manhã deste domingo (2).

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Edição nº2804 – 24/01/2026

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