Desde as cinco da manhã, já estavam pousados nas marquises da Prefeitura, atentos à tradicional reunião semanal com os secretários — ou, melhor dizendo, com quase todos.
Explico. Pelo menos dois titulares entraram em período de férias: Luciana Fogaça, do Meio Ambiente, e Thiago Darisbo, da DESECO. Ambos foram substituídos pelos respectivos diretores — Liliana Dória e Rodrigo Souza — que, como era de se esperar, foram bastante “sabatinados” pelos demais integrantes da equipe.
Doce ou amargo?
Quem já ocupou cargo de secretariado sabe: esse posto está longe de ser doce. Os momentos de elogio são raríssimos — a palavra, aliás, parece ter sido banida do vocabulário público. Para quem não tem visão política do cargo, engolir críticas constantes pode ser tarefa indigesta.
Mesmo reconhecendo o valor das escolhas técnicas feitas pela gestão, continuo entendendo que o componente político ainda pesa quando o assunto é continuidade. Para alguns, o gosto é amargo demais — especialmente para quem não compreende o jogo.
E a reforma administrativa?
Um dos meus “urubus” garante: falou-se pouco — ou quase nada — em reforma administrativa. Dos dois nomes dados como certos para substituição, pelo menos um deles deve permanecer.
O prefeito Mario Costenaro conseguiu convencer o secretário da Fazenda, Banlei Rotta, a seguir no cargo por, no mínimo, mais 12 meses. A decisão, segundo relato de bastidores, foi confirmada pelo próprio secretário.
Mas… sem reforma administrativa?
O segundo nome, que já havia sinalizado permanência limitada a 12 meses, é o de Airton Cela, diretor-superintendente da EMDUR. A substituição dele deve ocorrer em breve.
O problema? Um dos nomes cogitados nos bastidores enfrenta forte rejeição interna — e ainda não se sabe se, fora do Paço, a resistência é a mesma.
Deseco também entrou na roda
Nos corredores, também se comentou sobre o cargo do Deseco. O atual secretário teria colocado o cargo à disposição. Pelo andar da carruagem, porém, tudo indica que ele não deve sair — os números e decisões tomadas no período pesam a favor de sua permanência.
No programa Gente & Poder, no último sábado, 3 de janeiro, perguntei a ele — ao vivo — se ficaria satisfeito caso fosse exonerado. A resposta foi firme:
“Sairia com tranquilidade. Entreguei resultados avaliados mês a mês. A política traz dores dos dois lados, mas, se acontecer, saio de cabeça erguida, porque cumpri minha responsabilidade — mesmo sem agradar a todos.”
Palavras que reforçam o clima: o jogo político segue aberto — e nem todos os movimentos são doces.
Marcus Henrique de Lima: talento premiado e referência do audiovisual 4.0

No dia de “Reis”, uma data tradicionalmente associada a novos começos e simbolismo cultural e religioso e familiar, ganha destaque em Toledo Paraná o nome de Marcus Henrique de Lima, sócio-proprietário da produtora Lhama Filmes e um dos profissionais mais reconhecidos do setor audiovisual na região a começar pelas cooperativas do agro e financeira.
Ao completar 40 anos, Marcus consolida uma trajetória marcada por inovação, prêmios e relevância no mercado.
Com atuação que transita entre projetos comerciais, institucionais e governamentais, ele se tornou referência pela capacidade de integrar linguagem cinematográfica, estratégia de comunicação e visão de marketing. Seu trabalho dialoga com o conceito de “profissional 4.0”, combinando o marketing tradicional ao universo digital, com foco em conectividade, personalização e humanização de marcas, nomes e narrativas.
Ao longo da carreira, Marcus acumulou reconhecimentos em diferentes produções e construiu reputação baseada em qualidade técnica, criatividade e postura profissional. Sua atuação contribuiu para elevar o padrão do audiovisual com amplitude internacional, fortalecendo a economia criativa e ampliando o protagonismo do setor.
Mais do que um marco pessoal, os 40 anos de Marcus Henrique de Lima representam uma fase de maturidade profissional e expansão de projetos — confirmando seu papel como um dos nomes mais consistentes e influentes da nova geração do audiovisual. Isso não é puxar saco, tá!
Quando a iniciativa privada faz pela saúde o que o poder público demora a entregar
A doação dos 32 aparelhos de ar-condicionado ao Hospital Bom Jesus pela Vertys revela um ponto que a política local, às vezes, evita reconhecer: quando o setor privado entra em cena com responsabilidade social, o resultado aparece onde realmente importa — no atendimento à população. Mais que um gesto simbólico, a parceria expõe uma realidade incômoda e, ao mesmo tempo, necessária: o poder público precisa de aliados para fortalecer a saúde. Quando empresa e gestão municipal caminham na mesma direção, quem ganha é o cidadão.
Racismo repugnante no Mini-hospital
Um episódio repugnante foi registrado no Mini-Hospital: segundo relatório da Guarda Municipal, o cidadão E.N. teria interrompido o atendimento e dirigido ofensas racistas contra o servidor J., em plena unidade de saúde. O comportamento, além de ilegal, é moralmente inaceitável — ainda mais em um espaço público de cuidado.
Respeito à saúde – o mínimo esperado
Em vez de reconhecer o trabalho dos profissionais, E.N. optou por uma atitude repugnante e discriminatória, constrangendo servidores diante de outros pacientes. O servidor J. manifestou interesse em representar contra o autor — e fez bem. Racismo não é opinião: é crime.
Ação da Guarda Municipal
Diante do quadro e do comportamento agressivo, a equipe da GM precisou conter E.N. e encaminhá-lo à 20ª SDP para os devidos procedimentos legais. A ocorrência expõe algo repugnante: ainda há quem tente normalizar o preconceito — mas a lei e a sociedade precisam reagir.
Urubus nas marquises e bastidores em ebulição: entre o doce e o amargo da política no Paço
Meus “urubus” amanheceram inquietos nesta segunda-feira. Antes mesmo do sol tocar os telhados, já estavam empoleirados nas marquises da Prefeitura, atentos à reunião dos secretários — ou quase todos, porque férias também fazem parte do jogo. No lugar dos titulares, os diretores assumiram a mesa e, como manda o ritual, foram sabatinados com a sutileza de quem mistura cobrança com diplomacia.
Ser secretário, afinal, nunca foi tarefa doce. A colher de açúcar raramente aparece; já o amargor das críticas chega diariamente, servido sem cerimônia. Técnica pesa, dizem. Política, então, nem se fala — ela decide quem fica, quem sai e quem apenas aguarda.
Entre cochichos e olhares enviesados, reforma administrativa virou quase sussurro. Um fica por mais doze meses, outro talvez não chegue ao próximo café. Há resistências, apostas, cálculos silenciosos. No meio disso, quem coloca o cargo à disposição afirma sair tranquilo — porque entregou resultados, ainda que nem todos tenham gostado do sabor.
E assim o jogo segue, como um banquete onde poucos escolhem o cardápio… mas todos precisam provar.





