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Meio Ambiente: Toledo recolhe 240 toneladas de resíduos recicláveis por mês

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Por Marcos Antonio Santos

Todo ano é assim: em 05 de junho, os temas “sustentabilidade, lixo reciclável, águas e aterro sanitário” são lembrados em associação ao Dia Mundial do Meio Ambiente celebrado nessa segunda-feira. No município de Toledo, essas questões são aconselhadas e por força das entidades ligadas ao meio ambiente levadas a sério, por meio de um conjunto de ações que preservam os recursos naturais sem abrir mão do desenvolvimento.

LIXO RECICLÁVEL – Em Toledo, existe desde 2015, a Associação de Catadores de Recicláveis (Acatol) que trabalha no barracão da Unidade de Valorização de Recicláveis (UVR) instalado no aterro sanitário. A coordenadora da UVR, Maria Veroneze diz que chegam em média 240 toneladas de lixo reciclável por mês na unidade.  “Desse material passa por processamento em torno de 130 a 140 toneladas, em média 100 toneladas que vem para a reciclagem não é utilizada, em razão que a população faz o descarte incorreto desse lixo, e também pela logística de revenda. Tem alguns plásticos, que até são recicláveis, mas não temos a comercialização desse material, que se torna rejeito. A associação faz a triagem do material, enfarda e revende para uma empresa que transporta para uma recicladora”.

A reciclagem é extremamente importante para a preservação e conservação do meio ambiente. Contribui para a diminuição significativa da poluição do ar, poluição do solo e da água. A reciclagem evita que matérias-primas originárias de recursos naturais sejam extraídas da natureza para produzir novos produtos, que poderiam ser fabricados com material reciclável.

Ao longo dos últimos anos, Maria conta que a renda dos trabalhadores no setor de recicláveis melhorou muito.  “Os trabalhadores recebem todo o resíduo do município e de algumas empresas privadas. Teve uma melhora significativa no rateio deles; conseguiram sair de um salário de R$ 800 para R$ 2 mil por mês”.

O processo de triagem do lixo reciclável consiste na separação minuciosa dos materiais que possuem valor agregado, em mais de 20 classificações diferentes (papel, plástico, papelão, vidro, metal, sucata eletrônica etc.) para atender à demanda das indústrias. Trata-se de uma etapa essencial, pois uma triagem eficiente é o ponto de partida para viabilizar a cadeia da reciclagem.

Processo de triagem dos resíduos recicláveis. Foto: Arquivo pessoal/Maria Veroneze

O presidente interino do Conselho Municipal de Meio Ambiente (CMMA), Wellington Trajano lembra que para o lixo reciclável existe a coleta porta a porta, feita pelo poder público, que não consegue atender adequadamente todo o município “porque a estrutura para essa atividade seria imensa e provavelmente, inviável economicamente se considerarmos os atuais valores da coleta de lixo, cobradas pela prefeitura”.

“Temos ainda os locais para entrega dos recicláveis pela população. Entendo que deveriam existir mais desses locais, encurtando distâncias entre o local e a casa das pessoas. Recentemente foi fechado o local de entrega no Santa Clara, e hoje, apenas temos no Coopagro e no próprio aterro sanitário. Existem ainda os contêineres “amarelinhos” para descarte em algumas regiões da cidade, mas a prefeitura, por meio do secretário municipal do Meio Ambiente, Junior Henrique informou que existem mais pedidos de retirada deles do que de novas instalações. Um contraste; a destinação fica cada vez mais longe de casa e precisamos que a população colabore cada vez mais”, diz Trajano.

ÁGUAS – Quanto a qualidade de nossas águas, o presidente do CMMA diz que tem visto a Sanepar trabalhando em busca de atingir a quantidade da população atendida e também na qualidade do tratamento do esgoto coletado.  Que eles estão próximos de atingir os parâmetros do marco legal do saneamento. “Quanto a água dos rios do município, o produtor rural deve atender a legislação florestal, preservando a mata ciliar, o que melhora a qualidade das águas. O que não pode acontecer é o despejo ilegal de efluentes em qualquer curso d’agua”, afirma Trajano.

Área do aterro sanitário do município de Toledo. Foto: Prefeitura de Toledo.

ATERRO – Sobre o aterro sanitário, Trajano disse que a atual gestão municipal está fazendo esforços de finalizar a nova célula de recebimento dos orgânicos “assim como a melhora na seleção dos recicláveis recolhidos e reaproveitados”.

Segundo ele, muita coisa precisa ser feita, mas isso depende de educação ambiental, da ajuda da população, que terá que adquirir hábitos adequados no dia a dia, destinando adequadamente os recicláveis (não misturando com orgânicos) e também com a melhora da estrutura de coleta e do aterro sanitário. “Precisamos reduzir nossa quantidade de lixo em casa, no comércio e não industrias, para reduzirmos a quantidade de espaços destinados aos aterros ao longo do tempo, que certamente são onerosos ao município e para a própria população, que paga impostos e não percebe que parte desse dinheiro será usado para a destinação adequada do lixo”, diz Wellington Trajano.

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