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Medíocres na política

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Há momentos em que a política deixa de ser disputa de ideias e passa a ser apenas um campeonato de narrativas. Em Toledo, ao que tudo indica, estamos entrando justamente nessa fase: Candidaturas se movimentando, antigos derrotados tentando encontrar espaço e alguns personagens descobrindo que, quando faltam propostas, sobra tempo para atacar quem pensa diferente.

É aí que a palavra “medíocre” ganha um sentido político bastante interessante. Medíocre é aquilo ou aquele que fica abaixo do que poderia ser, que não se destaca pela qualidade ou pela excelência. Na política, a mediocridade aparece quando o projeto próprio desaparece e a estratégia passa a ser apenas tentar diminuir o adversário.

E, convenhamos, eleição deveria ser disputa por ideias, não concurso de ataques pessoais.

A política do ataque único

Tem aquele candidato nascido na Joia do Oeste, que parece ter escolhido uma única bandeira para sua caminhada: atacar determinada família de Toledo. O problema é que, quando uma candidatura passa a depender exclusivamente do nome de quem pretende combater, fica uma pergunta inevitável: e as próprias propostas? Claro, isso é insignificante para quem é “medíocre”.

Porque oposição faz parte da democracia. Crítica também. O que não se sustenta é transformar a política em obsessão pessoal, como se destruir a imagem de alguém fosse, por si só, um projeto de governo.

Se a estratégia eleitoral é essa, talvez esteja faltando apresentar ao eleitor algo mais consistente do que o velho discurso de sempre. Para quem não é medíocre, essa candidatura tem o quele cheiro de vingança e mais nada. Ops. Errei. ESQUECI. Tem um motivador que faz qualquer memoria ser deletada: “a grana”.

A curiosa matemática da coerência

Mais interessante ainda é observar alguns personagens que hoje se apresentam como fiscais da coerência política.

O vereador Geraldo Weisheimer, por exemplo, publicou uma fotografia ao lado de Dilceu Sperafico e Natan Sperafico. Bastou isso para surgir a patrulha ideológica de plantão, tentando rotulá-lo politicamente.

Mas política não se faz apenas com legenda em rede social. Faz-se também com aquilo que se vota, com as alianças que se constrói e, principalmente, com aquilo que está registrado oficialmente.

E aqui entra um detalhe que merece ser lembrado.

O documento da Câmara de Toledo registra a formação dos blocos parlamentares. De um lado, o Bloco Parlamentar Toledo Democracia e Progresso, com seis parlamentares, liderado por Jairo Cerbaro. Do outro, o Bloco Parlamentar Pra Frente Toledo, com dez parlamentares, reunindo União, PL, MDB, PSD e PT. O documento também registra os parlamentares que integravam cada bloco e a distribuição das vagas na Mesa Diretora pelo princípio da proporcionalidade.

Ou seja: a realidade política da Câmara é bem mais complexa do que a narrativa simplista que alguns tentam vender agora.

Direita de ocasião, esquerda de conveniência?

Eis a pergunta que fica.

Quando interessa, alguns se apresentam como representantes da direita. (caso do russinho de sta rosa) Quando interessa, fazem composição com quem está do outro lado do espectro ideológico. Quando precisam de votos, a matemática parece ser mais importante que a ideologia. Depois, passada a votação, ressuscitam os rótulos para atacar quem manteve publicamente suas posições.

É a velha política do “faça o que eu digo, não faça o que eu fiz”.

Geraldo pode ter suas posições políticas questionadas. Todo homem público está sujeito a isso. Mas não parece muito razoável transformar uma fotografia em prova de mudança ideológica enquanto se esquece de olhar para as próprias alianças, composições e votações- VEREADORES BOZÓ, VALDIR E JAPONES, VOTANDO NO ROBERTO DO PT.

A memória da política, felizmente, não depende de postagem em rede social. Ata fica. Vídeo fica. Registro público fica.

Quando faltam propostas, sobram rótulos

É justamente nessa época que surgem os especialistas em colocar etiquetas: vermelho, azul, direita, esquerda, vendido, traidor, aliado, inimigo.

Tudo muito conveniente.

Principalmente quando a candidatura ainda não conseguiu explicar ao eleitor o que pretende fazer de diferente.

Porque atacar é fácil. Rotular é fácil. Criar inimigos é fácil.

Difícil mesmo é apresentar projeto, defender proposta, construir maioria e entregar resultado.

E talvez seja justamente aí que esteja a diferença entre fazer política e apenas tentar parecer político.

Degraus falsos

Os derrotados da última eleição agora procuram novos caminhos para voltar ao jogo. É legítimo. A democracia permite recomeços, mudanças de partido, novas candidaturas e novas alianças.

O problema é quando o caminho escolhido passa pela tentativa de destruir reputações em vez de construir a própria.

Há quem troque de partido com a mesma facilidade com que troca de cueca, ou, calcinha. Ontem dizia uma coisa; hoje diz outra. Ontem fazia composição com determinado grupo; hoje critica quem conversa com esse mesmo grupo.

E assim vão construindo uma carreira sobre degraus que parecem sólidos nas redes sociais, mas podem ser bastante frágeis quando confrontados com os registros oficiais.

Então, o PL de Toledo fez aliança e votou no PT

Uma breve lembrança aos esquecidos: o PL de Toledo fez aliança e votou no PT para a composição da Mesa Diretora da Câmara.
Na política, a memória seletiva costuma ser conveniente, mas atas e votos não sofrem de amnésia.
Então, antes de chamar alguém de “vermelho”, talvez seja prudente dar uma olhadinha no próprio retrovisor.

Marlene Silva

A secretária-geral do SerToledo, Marlene Silva, participa da entrevista de sábado para falar sobre as conquistas dos servidores municipais em menos de um ano e meio de diálogo aberto com a administração. Entre os avanços estão o novo valor do auxílio-alimentação, incluindo a discussão sobre o valor suprimido em 2022, os estudos para atualização dos planos de carreira do magistério e da Guarda Municipal, além do andamento de ações judiciais e precatórios de interesse dos servidores.

Jairo Cerbaro

O vereador Jairo Cerbaro também participa da entrevista de sábado e fala sobre sua atuação no Legislativo, com destaque para propostas voltadas ao incentivo ao comércio local e à criação de oportunidades para a inserção dos jovens no mercado de trabalho.

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Edição nº2826 – 27/07/2026

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