Atendimento no PAM. Foto: Ricardo Morante/Secom

A análise dos dados epidemiológicos feita pelo Centro de Operação de Emergências (COE), realizada nesta terça-feira (30), apontou a manutenção da bandeira roxa para Toledo. Os índices de ocupação de leitos de unidade de terapia intensiva (UTI) e a estagnação dos números de casos nas duas últimas semanas contribuíram para a decisão.

A apresentação dos números apontou que no período de 14 a 20/03 foram 581 casos com 16 óbitos, e na seguinte, de 21 a 27/03, foram 558 com o mesmo número de mortes. “É uma dificuldade. Apesar de uma diminuição em relação à segunda semana de março [952 casos com 22 mortos] ainda não podemos considerar essa queda significativa”, comentou o diretor geral da Saúde e integrante do COE, Fernando Pedrotti.

Outra situação muito preocupante é a lotação das UTI’s. A Macrorregião Oeste atualmente possui 314 leitos de terapia intensiva à disposição da população e 81 pacientes aguardando vagas. “No PAM/Mini Hospital [Pronto Atendimento Municipal Doutor Jorge Nunes] temos pacientes intubados aguardando por UTI. Chegamos a ter 18 na espera e, apesar da diminuição, temos uma demanda variando entre 10 e 15 indivíduos no tubo”, comentou o diretor de Urgência e Emergência de Toledo, Júlio Fabris.

Fabris ainda lembrou que a demanda reprimida por UTI gera um problema para o tratamento do doente. “Quanto mais tempo intubado no PAM, por exemplo, menos tempo para o paciente acessar o atendimento intensivo. Isso dificulta o tratamento, pois ele chega com um quadro mais grave ao hospital”.

De acordo com a matriz adotada pelo município de Toledo, a bandeira roxa é a que indica a situação mais crítica. “Diferente de alguns outros lugares, onde existe até um indicativo na cor preta, nós, quando adotamos a cor roxa, atingimos o ápice dos problemas em relação à pandemia”, concluiu Pedrotti.

Fonte: Secretaria Municipal de Comunicação