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Lar anuncia investimentos de cerca de R$ 268 milhões para ampliar participação na piscicultura durante o IFC Brasil 2026

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Plano prevê nova indústria no Paraná, expansão do número de produtores integrados e investimentos adicionais de R$ 150 milhões em estruturas de produção até 2032

A Lar Cooperativa Agroindustrial anunciou nesta quarta-feira, 2 de setembro, durante o IFC Brasil 2026, em Foz do Iguaçu (PR), um plano de R$ 118 milhões para ampliar sua atuação na piscicultura. Os recursos serão destinados à construção de uma nova unidade industrial de peixes em Missal, no oeste paranaense, e à expansão da planta em operação no município de São Miguel do Iguaçu. Além dos aportes industriais previstos entre 2026 e 2030, a cooperativa estima que os produtores integrados invistam cerca de R$ 150 milhões na ampliação das estruturas de criação. Somados, os projetos poderão mobilizar aproximadamente R$ 268 milhões na cadeia produtiva.

A meta é elevar de 40 para 170 o número de piscicultores integrados até 2032 e ampliar de 100 para 400 hectares a área de lâmina d’água. Ao final do processo, a Lar projeta alcançar uma produção de 950 toneladas de pescado por mês e gerar 550 empregos diretos na atividade. O anúncio ocorreu durante a programação do International Fish Congress & Fish Expo Brasil, o IFC Brasil 2026, que reúne representantes da produção, da indústria, do varejo, de instituições de pesquisa e dos governos para discutir o crescimento da aquicultura brasileira. A decisão reforça o movimento de verticalização e aumento de escala da piscicultura no oeste do Paraná, região que concentra cooperativas, produtores de grãos, fábricas de ração e unidades de processamento.

Nova indústria começa a operar em 2028
A nova Unidade Industrial de Peixes será construída em Missal, município próximo ao reservatório de Itaipu. A primeira etapa receberá R$ 100 milhões e ocupará uma área construída de 10,8 mil metros quadrados. A terraplanagem está prevista para começar em setembro de 2026, o início das obras civis, em março de 2027, e a operação, em outubro de 2028. A planta deverá iniciar as atividades com capacidade para abater 35 mil peixes por dia. O volume será ampliado gradualmente até chegar a 90 mil peixes diários em 2031. A estimativa é alcançar 622 toneladas de produto acabado por mês em 2032.

O empreendimento deverá abrir 120 postos de trabalho diretos em 2028 e chegar a 250 empregados até 2030. A localização foi definida a partir de um estudo da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), que apontou o potencial de Missal para a produção de peixes, além da proximidade com o reservatório de Itaipu. “A cooperativa se desenvolveu buscando agregar valor aos grãos por meio da produção de carnes. Temos uma avicultura e uma suinocultura sólidas e agora chegou a hora do peixe. Esses investimentos representam mais renda nas pequenas propriedades e mais empregos diretos e indiretos”, afirma o diretor-presidente da Lar Cooperativa Agroindustrial, Irineo da Costa Rodrigues.

A diretora-executiva do IFC Brasil, Eliana Panty, avalia que a apresentação do projeto durante o evento aproxima o debate sobre o futuro da aquicultura das decisões concretas de investimento. “O desenvolvimento do setor depende de planejamento, segurança produtiva, capacidade industrial e integração entre os diferentes elos da cadeia. Receber um anúncio dessa dimensão durante o IFC Brasil demonstra que o congresso também se consolidou como espaço para a apresentação de projetos capazes de transformar a produção regional e ampliar a oferta de pescado”, diz.

Expansão envolve produtores e indústria
O plano prevê ainda R$ 18 milhões para a unidade industrial de São Miguel do Iguaçu, com o objetivo de otimizar o segundo turno de produção. A expectativa é encerrar 2027 com abate de 40 mil peixes por dia e atingir 50 mil peixes diários em 2028, quando a planta deverá produzir 330 toneladas de produto acabado por mês. A expansão exigirá a contratação de mais 165 trabalhadores, a entrada de 30 produtores integrados e a incorporação de 44 hectares de lâmina d’água.

A estrutura será apoiada pela unidade de fabricação de rações da cooperativa em Marechal Cândido Rondon, preparada para atender uma produção equivalente a até 150 mil peixes por dia. O modelo integra fornecimento de insumos, criação nas propriedades e processamento industrial, organização já adotada por cooperativas brasileiras nas cadeias de aves e suínos.

Gregolin destaca que o ingresso de novos produtores exigirá, além de capital, assistência técnica e planejamento de mercado. “Não se trata apenas de aumentar o número de viveiros ou a capacidade de abate. O crescimento precisa ocorrer com eficiência, sanidade, sustentabilidade e mercado para absorver a produção. Essa coordenação será determinante para transformar o potencial anunciado em desenvolvimento duradouro”, afirma.

No mesmo dia, a Lar inaugurou a Unidade Operacional Boa Esperança, na área rural de Missal. Com investimento de R$ 17 milhões, a estrutura foi instalada para ampliar o atendimento aos produtores da região e conta com capacidade de armazenamento de 1.315 toneladas, além de equipamentos para recebimento de grãos.

Realizado de 2 a 4 de setembro, em Foz do Iguaçu, o IFC Brasil 2026 debate os principais desafios para a expansão da aquicultura, entre eles competitividade, custos de produção, sanidade, inovação, abertura de mercados, consumo e ampliação da capacidade industrial. Outras informações sobre o IFC Brasil 2026 estão disponíveis no site do evento (https://ifcbrasil.com.br) ou podem ser obtidas através do e-mail panty@pantyassessoria.com.br ou pelo telefone (49) 9 8845 4767.

Apoio e patrocínios
A 8ª edição do IFC Brasil – International Fish Congress & Fish Expo Brasil é correalizada pela Fundep (Fundação de Apoio ao Ensino, Extensão, Pesquisa e Pós-graduação), Unioeste (Universidade Estadual do Oeste do Paraná), UFPR (Universidade Federal do Paraná) e a sua Fundação, a Funpar. O IFC Brasil 2026 tem o patrocínio do Sebrae (Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas), BRDE (Banco Regional de Desenvolvimento do Extremo Sul), da Itaipu Binacional, Apex Brasil, MPA (Ministério da Pesca e Aquicultura), do Governo Federal e Sistema Faep (Federação da Agricultura do Estado do Paraná). O IFC Brasil tem o apoio institucional da Abipesca (Associação Brasileira das Indústrias de Pescados), Peixe BR (Associação Brasileira da Piscicultura), Unila (Universidade Federal da Integração) e Sistema Ocepar (Organização das Cooperativas do Estado do Paraná).

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Edição nº2828 – 24/08/2026

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