Nesta sexta-feira, 30 de janeiro, a dupla do chamado “KIT PROPINA” senta no banco dos réus. Não para discurso político, mas para oitivas formais, diante de juízes, promotores, defesas e acusações. É dia de prova, não de frase de efeito.
E quando um causídico inicia defesa atacando o Poder Judiciário, relativizando a atuação do Ministério Público e sugerindo “antecipação indevida”, o sinal é clássico: a tese acabou, sobrou o ruído. Defesa técnica se faz com prova. O resto é encenação.
Da tentativa de intimidação à realidade do rito
Na manifestação mais recente, a defesa tentou algo perigoso: deslegitimar o MP e sugerir que o Judiciário estaria sendo precipitado. Só esqueceram de um detalhe básico: no dia 30 há oitivas regularmente designadas, ato típico, esperado e legal do processo penal.
Veredicto no mesmo dia? É possível.
Mas, nos bastidores, admite-se que a decisão possa ser anunciada alguns dias depois. O motivo é outro: o prazo de afastamento dos réus vence em 4 de fevereiro. E, diante da gravidade, não está descartada a prorrogação do afastamento até decisão definitiva.
Tradução política: ninguém quer correr o risco de devolver mandato antes da resposta judicial.
Detalhe bem quente: Há rumores que um dos acusados abriu uma empresa de importado e que, esqueceu do CNAE. Isso ainda não está no processo.
Reprise conhecida: quando a defesa tenta virar pizzaria
Quem acompanha o caso reconhece o roteiro. É o mesmo que já fracassou — e foi exposto — na coluna do dia 15.
Enquanto a Ação Penal por corrupção passiva avançava, Edmilson Dias Barbosa e Valdomiro Nunes Ferreira apostaram no manual clássico dos que perdem no mérito: gritar nulidade, atacar comissão, questionar relator, falar em cerceamento, e pedir que o Judiciário “conserte” o que a política não conseguiu esconder. Não funcionou.
A sentença que desmontou o teatro
No dia 14 de janeiro de 2026, a juíza Daniele Liberatti Santos Takeuchi foi direta, técnica e indigesta para quem apostava no atalho.
Resultado: segurança denegada, processo mantido, custas impostas.
Recado explícito: não existe “direito líquido e certo” baseado em conveniência política.
Nulidades imaginárias não anulam fatos
A sentença desmontou, ponto a ponto, a tese da defesa:
Representações “ineptas”? Improcedente.
Mesmo que uma fosse questionável, outras duas plenamente válidas sustentam o processo.
Comissão “parcial”? Improcedente.
Impedimento não se presume, se prova. E não foi provado.
“Cerceamento” por falta de intimação do advogado? Improcedente.
O Código de Ética é claro: o dever de acompanhar os atos é do representado. CPC não se aplica onde a lei municipal é expressa.
Resumo jurídico: não houve ilegalidade nenhuma.
Nesse dia 30 não é sobre narrativa. É sobre prova.
A defesa já tentou: parar o processo, anular atos, desacreditar o rito, desqualificar quem julga.
Falhou em todas.
Agora, nesta sexta-feira, não há mais manobra. Há apenas: perguntas, respostas, contradições, e registros oficiais.
Pizza não se faz em audiência
Se alguém ainda aposta em “pizza”, ignora um detalhe essencial: o Judiciário já carimbou a regularidade do processo.
O que vier agora não depende de discurso indignado, mas de prova produzida em juízo. E prova, diferentemente de narrativa, não se molda no grito.
Sextou? Para alguns, sim.
Para a dupla do KIT PROPINA, é dia de réu — e de silêncio estratégico.
SEXTOU… e o dia 30 virou prazo de validade
Enquanto a cidade se prepara para o fim de semana, o Hospital Regional de Toledo (HRT) vive um colapso anunciado. Salários de dezembro ainda não pagos, fornecedores abandonando o barco, prestadores desistindo por absoluta falta de perspectiva. Nada disso é boato. É rotina.
O detalhe político? O contrato do IDEAS, herança direta da gestão passada, que não foi cumprido, tem prazo e vence nesta sexta-feira, dia 30 de janeiro de 2026. Ou cumpre na sua totalidade. Ou cai fora. Não existe terceira via — só empurrar o problema com o bisturi do improviso.
IDEAS: gestão terceirizada, caos integral
O instituto que deveria gerir, organizar e garantir funcionamento mínimo do hospital não consegue honrar compromissos básicos. O resultado é simples: fornecedores suspenderam serviços, contratos viraram papel decorativo e o hospital entrou em modo sobrevivência.
Quando uma gestão terceirizada deixa de pagar salários, fornecedores e prestadores, o problema deixa de ser administrativo e passa a ser jurídico. E, neste caso, com potencial penal.
Assédio, maquiagem e TAC no centro cirúrgico
A situação ultrapassou o financeiro e entrou no campo ético e legal. A chefe do centro cirúrgico pediu demissão após, segundo relatos internos, assédio moral direto da diretora e da chefe da enfermagem.
O motivo? Pressão para maquiar números de produção cirúrgica de dezembro/25, inflando dados para justificar recebimento de TAC. Se confirmado, trata-se de fraude documental e violação de princípios da administração pública, ainda que praticada por entidade privada contratada. Quem sabe isso, explica as prestações de contas um dia só páginas “impares”, noutro, “pares”.
Duas figuras-chave e um roteiro conhecido
Dentro do HRT, dois nomes concentram poder e silêncio:
A diretora atual, apontada como articuladora da maquiagem de dados e do assédio sistemático a quem ainda resiste.
O responsável administrativo-financeiro, que, segundo denúncias, oculta a real situação, reorganiza contratos no papel e simplesmente não paga quem prestou serviço. Gestão sem transparência não é gestão: é encobrimento.
Fornecedores fora, hospital às cegas
Alguns exemplos concretos do desmonte:
- VIGI…:empresa que montou toda a estrutura de vigilância por câmeras. Nunca recebeu um real. Resultado: hoje o hospital não tem sistema de vigilância funcional.
- NEO…: retirou todos os equipamentos de informática por inadimplência. Um hospital sem TI é um hospital operando no escuro.
- COP….: empresa responsável pelas imagens médicas também figuram na lista de prejuízos.
A pergunta que ninguém responde: quem autorizou continuar contratando sem pagar?
Cinco ventiladores: quando o risco vira crime
Talvez o ponto mais grave: apenas 5 ventiladores funcionando em todo o hospital. Na UTI, deveriam ser 12. Não é detalhe técnico. É risco direto à vida.
Aqui não se fala mais de gestão ruim. Fala-se de possível negligência, omissão e exposição deliberada de pacientes ao risco, o que exige atuação imediata do Ministério Público e dos órgãos de controle.
Conselheira ou cúmplice?
A conselheira citada em matérias anteriores não era espectadora inocente. Segundo relatos, atuava para encobrir irregularidades, alinhada à direção, em troca da manutenção de um cargo de pouco mais de R$ 5 mil mensais. Aliás, ela e mais uma sindicalizada, estão a busca de um bom advogado para me processar. Respondo: Por favor, façam isso!
Aviso: Conselho que não fiscaliza não aconselha. Compactua.
Dia 30: data-limite ou teste de coragem institucional
O prazo vence nesta sexta. O contrato do IDEAS expirado pois não cumprem com as obrigações. A pergunta que ecoa nos corredores do poder é simples e incômoda:
Nossas autoridades irão mandar romper, intervir e corrigir… ou empurrar o problema para debaixo do jaleco? Porque, daqui pra frente, quem se omitir deixa de ser expectador e passa a ser corresponsável.





