O chamado “kit propina” começa a pagar a conta — ao menos na primeira fatura. O Conselho de Ética da Câmara de Toledo aprovou, por unanimidade, o parecer pela cassação dos vereadores Dudu Barbosa e Valdomiro Bozó. Agora, o caso sobe de nível: vai para as comissões e, na sequência, para o plenário — onde não tem discurso ensaiado que esconda voto.
A matemática é simples: quem pediu R$ 300 mil, segundo as investigações, não pode pedir confiança da população. Mas, na política, lógica nem sempre é critério — e é aí que mora o perigo.
Agora é olho no painel
O jogo muda quando o voto é nominal e ostensivo. Não tem bastidor, não tem “eu não sabia”, não tem neutralidade conveniente. Cada vereador vai ter que escolher: fica ao lado da moralidade pública ou entra para a lista de quem ajudou a empurrar sujeira para debaixo do tapete.
E mais: são dois turnos. Ou seja, duas chances de fazer o certo — ou duas oportunidades de passar vergonha.
Recurso: o velho roteiro
A defesa ainda pode recorrer. E deve. Faz parte do script: ganha tempo, tenta esfriar o clima e aposta no cansaço da opinião pública. Mas o fato é que o Conselho já deu o recado — e foi sem divergência.
Quando até os pares dizem “basta”, é porque a situação já passou do limite faz tempo.
Resumo da ópera
O “kit propina” saiu do bastidor e agora está no palco principal. A pergunta que fica não é mais sobre os acusados.
É sobre os demais vereadores: vão limpar a própria casa ou carimbar a conivência?
Pioneiros celebrados com organização à altura da história

O 37º Encontro dos Pioneiros de Toledo foi mais do que uma homenagem — foi um resgate digno da grandeza de quem ajudou a construir o município. Realizado no Yara Country Club, o evento reuniu mais de 500 pessoas e mostrou que, quando há organização, o resultado aparece.
Destaque para a condução da Secretaria Municipal de Cultura de Toledo, sob responsabilidade do secretário Gabriel Furlan, que entregou um encontro bem estruturado, acolhedor e, desta vez, com um almoço à altura dos homenageados — sem improvisos, sem “carne de pelanca” e com sobremesa de primeira.
Entre autoridades como o prefeito Mario Costenaro, o vice Lucio de Marchi e o deputado Dilceu Sperafico, o protagonismo, no entanto, foi de quem realmente importa: os pioneiros.
Histórias de superação, coragem e trabalho duro deram o tom da manhã, lembrando que a Toledo de hoje — organizada, próspera e referência — nasceu do esforço de famílias que enfrentaram barro, isolamento e incertezas.
Quando a política acerta na entrega e respeita sua própria história, merece registro. E, dessa vez, merece elogio.
Curso de direito Eleitoral reúne OAB e Legislativo em Toledo
A Comissão de Direito Eleitoral da OAB promove, no próximo dia 8 de abril, o 1º Curso de Formação em Direito Eleitoral, em Toledo. A iniciativa é resultado de convênio firmado entre a entidade e a Câmara de Vereadores, que sediará o encontro.
Presidida pelo advogado Carlos Henrique Poletti Papi, a comissão destaca que o curso tem como objetivo orientar e alinhar informações sobre o processo eleitoral, abordando aspectos técnicos e atualizações da legislação.
O evento será realizado às 9h, na sede do Legislativo municipal (Rua Sarandi, nº 1049), e é aberto a profissionais do Direito, agentes públicos, pré-candidatos e interessados no tema.
A organização também reforça a importância da participação dos veículos de comunicação, considerando o papel da imprensa na difusão de informações qualificadas durante o período eleitoral.
Prefeito “dono” da cidade agora tem que se explicar
Em Rio Bonito do Iguaçu, cresce o coro de denúncias sobre o comportamento do atual prefeito, que, nos bastidores, já é tratado como quem se considera “dono” do município. Relatos apontam que quem ousa questionar decisões da gestão passa a ser alvo de intimidações — diretas ou por meio de aliados.
O caso mais emblemático envolve o influencer conhecido como “Solitário”, que ganhou respeito popular por ações concretas em ajuda às famílias atingidas por tragédias recentes. Ao confrontar a administração, teria sido pessoalmente ameaçado pelo próprio prefeito. Diante da reação firme, o gestor recuou, deixou um secretário para contornar o episódio e, posteriormente, tentou inverter o jogo com ação judicial contra o influenciador.
Agora, o foco da pressão mudou de lado. O Ministério Público do Paraná entrou em cena e conseguiu decisão judicial obrigando o município a adequar o Portal da Transparência — ignorado pela gestão há anos, mesmo após sucessivas recomendações.
A liminar dá prazo de 120 dias para que a prefeitura cumpra a lei e escancare dados, inclusive sobre recursos utilizados após o tornado de 2025. Caso contrário, multa semanal.
Se antes o prefeito escolhia seus adversários, agora enfrenta um que não se intimida: a lei.





