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Kit Propina: mais um tombo no picadeiro da negação

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Os vereadores da já folclórica turma do “kit propina” podem, mais uma vez, ensaiar discurso, convocar aliados e tentar vender versões paralelas — mas a realidade jurídica continua menos generosa que o teatro político montado para suas defesas.

Nesta quarta-feira, a 2ª Câmara Criminal deixou claro, por unanimidade: três votos a zero. Sem brecha, sem malabarismo retórico e sem espaço para a velha estratégia de transformar o óbvio em narrativa alternativa.

A Justiça julgou procedente a Ação Cautelar Inominada apresentada pelo Ministério Público. Em português claro: confirmou que o afastamento de Edimilson e Valdomiro permanece necessário enquanto o recurso principal segue seu curso. Traduzindo ainda mais para quem insiste em não entender: continuam fora.

Mais uma tentativa de desmontar as evidências fracassou diante da robustez dos fatos. O fantástico circo das versões, das justificativas recicladas e da retórica de perseguição política sofreu outro duro golpe.

A cada nova decisão, vai ficando mais difícil sustentar a fantasia de inocência absoluta quando o próprio Judiciário reafirma medidas cautelares de forma tão categórica.

Aqui existe sim, imprensa (jornalista) marrom. Aquela que se suja pela cor de sua terra que produz. Não por “achaque”!

No fim, o espetáculo segue, mas o picadeiro começa a encolher. E para quem apostava em reviravoltas rápidas, o placar da vez foi direto, objetivo e humilhante: 3 a 0 para a realidade.

Que venham os “falados” votos — e, de preferência, ao vivo

Agora, a novela avança para mais um capítulo decisivo: cabe ao relator, professor Oseias Soares, concluir sua análise e encaminhar o caso à CCJ. Depois disso, resta agendar a votação que promete lotar a Câmara, afinal, boa parte de Toledo quer assistir de perto ao desfecho político dos dois edis.

Alguma VIAJEM MARCADA ?

A dúvida que paira nos bastidores é outra: haverá vereador acometido por súbita “dor de barriga”, compromisso inadiável ou conveniente viagem? Porque, diante desse voto, ausência estratégica pode não ser prudência — pode ser certidão antecipada de óbito político.

Vamos falar sério

Mais uma vez, o picadeiro político foi montado às margens da BR-163. Pela terceira vez, o mesmo terreno recebeu o mesmo espetáculo, com o mesmo roteiro ensaiado, as mesmas promessas recicladas e, claro, o mesmo público convocado para a plateia. Mudam-se apenas os discursos de ocasião, porque a encenação continua idêntica.

Desta vez, trouxeram até pré-candidato ao governo do Estado, em uma visita tratada quase como operação reservada — sem ampla divulgação, sem transparência e longe do alcance de quem realmente deveria acompanhar movimentos dessa magnitude. A sensação era clara: o picadeiro parecia ter dono, e o protagonismo precisava permanecer concentrado em um único “artista”.

Enquanto isso, prefeitos, lideranças e espectadores retornam não necessariamente pela confiança, mas pela velha esperança de que, talvez agora, alguma das promessas saia do papel. Afinal, no circo político regional, a expectativa continua sendo o combustível que mantém a plateia sentada, mesmo quando o show já parece repetido demais.

No fim, o problema não é apenas repetir o espetáculo — é continuar vendendo ilusão como se fosse novidade.

Entrevista de sábado

Recebo no Gente & Poder, Roberto de Souza, vereador de segundo mando para  discorrer sobre suas propostas para deputado estadual e balanço de conquistas do mandato como vereador.

Furo não se explica, se conquista

A ruptura entre Toledo e o IDEAS não gerou apenas abalos administrativos — também provocou certa crise de ciúmes em setores da imprensa local. O motivo? A informação chegou primeiro a quem construiu fonte, credibilidade e respeito nos bastidores.

No jornalismo sério, primazia não nasce de sorte, torcida ou coletiva requentada. Ela vem quando a informação procura quem sabe tratá-la com responsabilidade. O resto é desconforto de quem confunde proximidade com acesso e publicidade com reportagem.

No fim, a notícia chegou antes porque jornalismo de verdade ainda se faz com confiança — não com inveja.

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Edição nº2821 – 15/04/2026

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