Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Fonte de dados meteorológicos: Wettervorschau 30 tage
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Justiça por Gabrielle: familiares e comunidade se mobilizam no julgamento do feminicídio

h

Facebook
WhatsApp
LinkedIn
Foto: Gazeta de Toledo

Da Redação

Manifestação em frente ao Fórum de Toledo pede condenação do ex-companheiro responsável pela morte de Gabrielle de Lima Rodrigues e seu pai em 2024

Familiares e amigos de Gabrielle de Lima Rodrigues e de seu pai, Vicente José Rodrigues, organizam uma manifestação em frente ao Fórum de Toledo nesta terça-feira (3), a partir das 8h30. O ato ocorrerá durante o julgamento do caso de feminicídio ocorrido em 2024, quando ambos foram mortos pelo ex-companheiro de Gabrielle, no Jardim Coopagro.

Evelyn Londero, prima de Gabrielle, será testemunha da acusação e está ajudando a organizar a mobilização. Ela demonstrou ansiedade pelo resultado do julgamento, na expectativa de que a justiça seja feita e o acusado condenado.

“Confiamos que a justiça será feita e que ele seja considerado culpado, para que todos vejam que a decisão foi justa, não apenas por ela, mas por todos. Estaremos em frente ao Fórum às 8h. A princípio, o júri será fechado, sem acesso ao público, mas aguardamos a resposta da promotoria. Esperamos que seja aberto ao público, para que possam nos apoiar. Estaremos ali com cartazes e faixas e esperamos a presença de toda a comunidade de Toledo, inclusive parentes de outras vítimas, para nos unirmos em protesto por justiça. Permaneceremos até o término do júri, aguardando a sentença”, afirmou Evelyn.

Dor da mãe

A mãe de Gabrielle, Maria Nice, disse que a possível condenação do assassino poderá trazer algum alívio, mas que a dor da perda será eterna. A mobilização em torno do caso visa não apenas a justiça por Gabrielle, mas também conscientizar sobre a violência contra a mulher e proteger outras famílias.

“Nossa luta não é apenas pela perda brutal de Gabrielle. É também por outras mulheres e famílias que passam por situações semelhantes. É preciso que isso cesse, que as pessoas se conscientizem e ajam a tempo. É essa a mensagem que queremos transmitir. E, claro, buscamos justiça por minha filha, cuja perda causa uma dor imensa, e por seu pai, que a defendeu heroicamente, perdendo a vida nesse ato. Foi uma grande injustiça”, declarou.

O julgamento ocorrerá nesta terça-feira, 3, e a sentença será proferida. Seja ela de 30 ou 75 anos, Maria Nice comentou sobre a dor que sente como mãe:

“A dor que sinto jamais me abandonará. É indescritível. Saber que a justiça foi feita trará algum alívio, sim, mas a ausência dela jamais será suprida. Ele pode cumprir cem anos de prisão, mas o sentimento de mágoa, dor e revolta permanecerá. Ele não foi pai para meus netos, nem marido para minha filha. Não tinha o direito de agir como agiu. Quando minha filha decidiu viver a vida e ser feliz, ele a privou disso, por puro egoísmo.”

Os filhos de Gabrielle estão bem e moram com a avó. “Estão em sessões de psicologia e terapia. Estou fazendo tudo o que posso por eles, pois são eles que me dão forças todos os dias. Olhar para eles e ver que dependem de mim e do meu marido me mantém firme”, relatou.

Foto: Gazeta de Toledo

Futuro

Maria Nice também enfatizou a importância da educação das crianças, principalmente dos meninos, para promover mudanças tanto em casa quanto na escola.

“Acredito que a educação deve começar desde cedo, em casa e na escola, abordando os direitos da mulher e ensinando aos meninos, desde pequenos, o valor da mulher. É preciso conscientizar sobre isso desde cedo”, afirmou.

Esperança

Evelyn está grávida e espera uma menina chamada Aurora. Ela expressa preocupação com o futuro da filha, especialmente considerando a violência contra mulheres.

“Estou com 11 semanas, aproximadamente três meses. Será uma menina, Aurora, nome escolhido pelo significado de renascimento. Acredito que ela trará renovação para nossa família neste momento. Minha preocupação se estende ao futuro, especialmente considerando que minha outra filha tem uma menina de 17 anos. O mundo em que vivemos atualmente me causa apreensão, e me questiono sobre o que o futuro reserva. Essa preocupação também é com a filha de minha prima”, disse.

Alerta

Evelyn destacou que, por receio do que o futuro reserva, é essencial que mulheres e famílias fiquem atentas aos sinais de relacionamentos abusivos.

“Vemos, por exemplo, jovens que iniciam relacionamentos precoces e apresentam comportamentos como ciúmes excessivos e controle sobre os parceiros. Esses sinais iniciais, como tom de voz mais alto, ameaças e tentativas de isolamento, podem indicar um ciclo de violência que precisa ser interrompido. O que aconteceu com minha prima pode acontecer com outras mulheres. Há dois anos, foi com minha prima; recentemente, com a Dani, que deixou cinco filhos. A mulher é o esteio da família. Os homens precisam se conscientizar e agir. É fundamental apoiar essas mulheres, para que a família tenha a quem recorrer. Alertamos as jovens a ficarem atentas, pois o futuro pode ser ainda mais desafiador”, explicou.

Caso

O crime ocorreu na segunda-feira, 18 de março de 2024. O ex-companheiro foi até a casa onde estavam Gabrielle, o pai dela, de 61 anos, e os dois filhos do casal, que tinham na época três e 11 anos. Após uma breve discussão, o homem matou as duas vítimas a facadas. A identidade dele não foi revelada pela polícia.

Ele foi preso em flagrante após uma tentativa de suicídio com a mesma faca usada no crime e permanece detido até o julgamento.

Gabrielle de Lima Rodrigues era servidora municipal, atuava na Escola Municipal Ecológica Professor Ari Arcassio Gossler, no Jardim Santa Maria. Nasceu em 10 de março de 1990, em Curitiba, e foi admitida pela Prefeitura de Toledo em 18 de maio de 2021.

Veja também

Publicações Legais

Edição nº2808 – 13/02/2026

Cotações em tempo real