Quando alguns já ensaiavam o discurso de “volta por cima”, escolhiam o terno da reestreia e cochichavam pelos corredores que na próxima segunda-feira, dia 02, estariam novamente sentados nas cadeiras do poder, veio a realidade — dura, seca e jurídica.
O Juízo acolheu integralmente o pedido do Ministério Público do Paraná e manteve afastados os vereadores envolvidos no escândalo que ficou conhecido nos bastidores como “Kit Propina”.
Ou seja: não houve retorno triunfal, não houve sessão com presença dos investigados, não houve “virada jurídica milagrosa”. Houve, sim, respeito à lei, à prova e ao interesse público.
A tentativa de criar clima de normalidade — como se afastamento judicial fosse férias parlamentares — caiu por terra diante de um Judiciário que preferiu os autos ao zum-zum-zum político.
Enquanto alguns já distribuíam sorrisos e faziam contas de bastidor, a Justiça fez o que se espera dela: protegeu a investigação, blindou o processo e impediu que o poder fosse usado como escudo.
O recado foi claro: cargo público não é salvo-conduto.
A realidade bateu antes da sessão
Os afastados já “cantavam de galo”. Falavam em retorno como quem fala de feriado prolongado. Mas esqueceram de combinar com o processo.
Resultado: o plenário ficou sem eles — e a Justiça ficou com a razão.
Quando a toga fala, o teatro acaba
Bastidores são férteis em versões.
Autos são férteis em provas.
E, desta vez, venceu o papel — não a pressão política.
Parabéns ao Judiciário por não confundir cargo eletivo com imunidade moral.
Faxina institucional em andamento
A manutenção do afastamento mostra que: há indícios consistentes, há risco institucional e há seriedade na apuração
Quem esperava arquivamento relâmpago ganhou continuidade de investigação.
Recado aos asseclas
Aos assessores, defensores de WhatsApp e juristas de botequim:
Processo não se ganha no corredor. Não se reverte no boato. E muito menos na pressão política. Se resolve na lei.
A Câmara segue — os investigados, não
A vida pública continua na Câmara Municipal de Toledo, mas sem os personagens centrais do escândalo.
E isso é saudável.
Instituições são maiores que mandatos. A moral pública é maior que conveniências políticas. Na política, alguns apostaram na narrativa. Na Justiça, prevaleceu a verdade processual.





