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Justa homenagem: Nelson Paludo dá nome à usina solar pioneira no setor agro

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Inaugurada na manhã desta quinta-feira (17), no Centro de Treinamento Agropecuário de Assis Chateaubriand, a iniciativa pioneira no Estado na produção de energia solar voltada ao setor agro, recebeu o nome de Usina Fotovoltáica Nelson Paludo. A primeira usina solar do Sistema FAEP/SENAR dá exemplo aos produtores rurais e homenageia o falecido produtor de Toledo que se destacou em várias áreas do desenvolvimento regional e do agronegócio.

De acordo com a FAEP (Federação dos Agricultores do Estado do Paraná) e com o SENAR (Serviço Nacional de Aprendizagem Rural), além de representar a autonomia energética da entidade, a usina fotovoltaica do CTA de Assis Chateaubriand também se concretizou como uma merecida homenagem a Nelson Natalino Paludo, um dos mais notáveis líderes do setor agropecuário do Paraná.

Paludo, que faleceu em 5 de julho, em decorrência de complicações causadas pela Covid-19, historicamente ligado ao sistema sindical rural, era vice-presidente da FAEP pela segunda gestão e desde 2001 presidia o Sindicato Rural de Toledo.

“Ao longo de décadas, Paludo foi um líder rural dos mais importantes, era um companheiro que contribuía com opiniões e sugestões técnicas, para que tocássemos a Federação. Sempre defendeu os interesses dos produtores rurais”, disse Ágide Meneguette, presidente do Sistema FAEP/SENAR. “Essa homenagem, de dar o nome de Nelson Paludo à usina solar do CTA de Assis, é um pequeno gesto de agradecimento a esse companheiro, sempre muito atuante, ativo e participativo nas conquistas que tivemos e que deixou um enorme legado para todos nós”, acrescentou.

A solenidade de inauguração contou com presença da viúva de Paludo, Clarice Gaffuri Paludo, que se emocionou a cada menção feita ao marido, ao longo dos discursos das autoridades. Também assistiram à cerimônia os filhos do líder homenageado, Juliano e Jéssica, os netos Estevão e Ângelo, além de irmãos e outros familiares.

“Ficamos muito felizes com a homenagem. Ele era uma pessoa muito querida não só pela família, mas por produtores de todo o Brasil. [A homenagem] é uma forma de deixar a memória dele eternizada, por tudo o que ele já fez pelo setor”, disse Clarice. “As energias renováveis representam um caminho seguro para a viabilidade do setor agropecuário. Cada minuto de geração de energia desta usina representará um tempo que se eterniza à memória de meu pai e seu legado para a história”, discursou Jéssica.

Ao longo de sua trajetória, Paludo esteve à frente de diversas batalhas, como a série de mobilizações do setor rural pelo Código Florestal, que incluiu manifestações em Brasília. Como presidente da Comissão de Cereais, Fibras e Oleaginosas da FAEP, o produtor foi um defensor incansável da adoção de técnicas e tecnologias modernas no campo, do plantio à colheita.

Como líder sindical, Paludo apostou em ações que resultassem na sustentabilidade do Sindicato Rural de Toledo. À frente da entidade, construiu um novo prédio de 1,2 mil metros quadrados, pensado em funcionar como um espaço em que o produtor encontre todos os serviços de que precisa em um único lugar. Além disso, Paludo também teve contribuição destacada no avanço da infraestrutura da região, defendendo o asfaltamento de estradas rurais da região.

Ágide Meneguette discursa ao lado da família do falecido líder rural Nelson Paludo, que dá nome à usina. Foto: Divulgação/FAEP

Economia com planejamento

Apesar de a inauguração oficial ter ocorrido em setembro, a usina solar Nelson Paludo já está funcionando desde 30 de abril e implicando na redução de gastos do Sistema FAEP/SENAR-PR. A expectativa é de que o complexo fotovoltaico gere a economia de cerca de R$ 10 mil por mês. Na prática, a entidade passou a ser autossuficiente em energia, ou seja, produz toda eletricidade consumida em 20 unidades. A conta de luz só não vem zerada, porque há alguns custos operacionais mínimos – como taxa de iluminação pública, bandeira tarifária, custo de disponibilidade e demanda contratada – cobrados pelo sistema de distribuição.

“É motivo de orgulho sairmos na frente, dando exemplo aos nossos produtores. Em tempos em que a sustentabilidade é determinante para o planeta, nós produzimos a nossa energia, de fonte renovável”, disse Ágide Meneguette, presidente da entidade.

Um relatório elaborado pela Tab Energia, empresa contratada para instalar a usina, detalha a geração de energia e quantifica a economia proporcionada nos três primeiros meses de operação. No terceiro mês de geração – entre 31 de maio a 30 de junho –, por exemplo, os painéis fotovoltaicos injetaram 15,4 mil kWh na rede. Para cobrir o consumo do CTA de Assis Chateaubriand, foram necessários 4,1 mil kWh. Os 11,3 mil kWh que sobraram foram usados para cobrir o consumo de outras 19 unidades do Sistema FAEP/SENAR-PR. Ainda assim, sobrou um saldo de 1,2 mil kWh, que pode ser usado em até cinco anos.

Mas quanto essa economia representa em dinheiro? A economia totalizou R$ 9,1 mil, segundo o relatório da Tab. Além disso, o excedente que poderá ser utilizado em contas futuras é de R$ 1,8 mil.

“A energia gerada na usina Nelson Paludo está cobrindo, com folga, todas as unidades consumidoras do Sistema FAEP/SENAR-PR, implicando em economia desde o início da operação. Com payback de cinco anos e estimativa de vida útil do equipamento de 30 anos, teremos 25 anos de energia pagando apenas a tarifa mínima”, disse Luiz Eliezer Ferreira, técnico do Departamento Técnico e Econômico (DTE) do Sistema FAEP/SENAR-PR.

Com inauguração do empreendimento, entidade assume pioneirismo, dá exemplo de sustentabilidade e corta gastos. Foto: Divulgação/FAEP

Fonte: Da Redação, com informações do sistema FAEP/SENAR

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