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Julho Amarelo reforça alerta para prevenção e diagnóstico precoce das hepatites virais

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Dr. Fernando Pedrotti alerta para a prevenção, vacinação e diagnóstico precoce das hepatites virais durante o Julho Amarelo. Foto: ilustração

No Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais, chefe da 20ª Regional de Saúde destaca que a região é considerada endêmica e reforça a importância da vacinação, dos testes rápidos e da adoção de medidas preventivas

O dia 28 de julho marca o Dia Mundial de Luta Contra as Hepatites Virais, instituído pela Organização Mundial da Saúde (OMS). A data também inspira a campanha nacional Julho Amarelo, voltada à conscientização sobre prevenção, diagnóstico precoce e tratamento das hepatites, doenças que podem evoluir de forma silenciosa e provocar complicações graves, como cirrose e câncer de fígado.

A escolha da data homenageia o cientista Baruch Blumberg, vencedor do Prêmio Nobel por descobrir o vírus da hepatite B e desenvolver a primeira vacina contra a doença.

Segundo o chefe da 20ª Regional de Saúde, Dr. Fernando Pedrotti, as hepatites virais continuam sendo um importante desafio para a saúde pública.

“As hepatites virais continuam sendo um grande desafio em saúde pública. As mais comuns na nossa região são as hepatites A, B e C, e cada uma possui formas diferentes de transmissão e prevenção”, afirmou.

Pedrotti explica que a hepatite A está diretamente relacionada às condições de higiene e ao consumo de água ou alimentos contaminados.

“O vírus da hepatite A é eliminado pelas fezes e pode contaminar alimentos e água. Por isso, é fundamental lavar bem os alimentos consumidos crus e manter hábitos simples, como higienizar as mãos com água e sabão antes das refeições e ao longo do dia. Os cuidados básicos de higiene continuam sendo a principal forma de prevenção”, destacou.

Já as hepatites B e C são transmitidas principalmente pelo contato com sangue contaminado e secreções corporais. No caso da hepatite B, a transmissão ocorre de maneira semelhante à do vírus HIV.

“A hepatite B pode ser transmitida por relações sexuais desprotegidas e pelo contato com sangue contaminado, como no compartilhamento de agulhas, seringas ou materiais perfurocortantes. Hoje, os serviços de saúde utilizam materiais descartáveis, o que reduz muito esse risco, mas é preciso manter os cuidados em outras situações”, explicou.

O médico também chama atenção para os cuidados em salões de beleza.

“Instrumentos de manicure e pedicure, como alicates de cutícula, precisam ser esterilizados corretamente. Sempre que possível, recomendamos que cada pessoa utilize seus próprios instrumentos, reduzindo significativamente o risco de transmissão”, orientou.

Outro fator de risco importante é o compartilhamento de agulhas e seringas entre usuários de drogas injetáveis, considerado atualmente a principal forma de transmissão da hepatite C.

Além disso, pessoas que receberam transfusão de sangue antes da década de 1990 devem procurar uma unidade de saúde para realizar os testes rápidos.

“Antes dos anos 1990, os critérios de controle do sangue não eram os mesmos de hoje. Quem recebeu sangue ou hemoderivados nesse período deve procurar uma unidade de saúde para fazer os testes rápidos, que fornecem o resultado em poucos minutos”, ressaltou Pedrotti.

O chefe da Regional também lembra que a testagem faz parte do acompanhamento pré-natal para evitar a transmissão da mãe para o bebê.

“Realizar todos os exames durante o pré-natal é fundamental para prevenir a transmissão vertical e garantir mais segurança ao recém-nascido”, afirmou.

Região exige atenção permanente

De acordo com Pedrotti, a área de abrangência da 20ª Regional de Saúde apresenta uma incidência constante da doença.

“Nossa região é considerada endêmica para hepatites virais, registrando todos os anos novos casos da doença. Por isso, precisamos manter a vigilância, ampliar a vacinação e incentivar a população a realizar os testes disponíveis gratuitamente pelo SUS”, destacou.

Ele reforça que a preocupação é ainda maior com as hepatites B e C, que podem evoluir para formas crônicas.

“As hepatites B e C podem se tornar crônicas e, ao longo dos anos, evoluir para cirrose e câncer de fígado. A hepatite B, atualmente, é uma das principais causas do carcinoma hepatocelular em nossa região. Por isso, prevenir é sempre o melhor caminho”, concluiu.

Entenda os principais tipos de hepatites virais

TipoPrincipal forma de transmissãoPrevenção
Hepatite AÁgua e alimentos contaminadosVacinação e higiene
Hepatite BSangue, relações sexuais desprotegidas e transmissão da mãe para o bebêVacinação e uso de preservativo
Hepatite CContato com sangue contaminado, compartilhamento de agulhas e transfusões antigasNão possui vacina, mas tem cura com tratamento
Hepatite DOcorre apenas em pessoas infectadas pela hepatite BVacinação contra hepatite B
Hepatite EÁgua e alimentos contaminadosHigiene e saneamento básico

Serviços disponíveis pelo SUS

  • Testes rápidos para hepatites B e C são gratuitos nas Unidades Básicas de Saúde (UBS), com resultado em cerca de 30 minutos.
  • Vacina contra hepatite A faz parte do calendário infantil.
  • Vacina contra hepatite B está disponível gratuitamente para todas as faixas etárias.
  • Hepatite C tem cura, com medicamentos fornecidos integralmente pelo SUS e índice de cura superior a 95%.

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Edição nº2826 – 27/07/2026

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