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Jesus é o caminho que conduz ao Pai

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Foto: assessoria

Neste 5º Domingo da Páscoa, a Liturgia nos conduz ao coração dos discursos de despedida de Jesus Cristo, narrados no Evangelho segundo Evangelho de João (Jo 14,1-12). Trata-se de um momento de profunda densidade espiritual. À mesa da última ceia, depois de anunciar a traição e de realizar o gesto surpreendente do lava-pés, o Senhor abre o seu coração aos discípulos, que se encontram inquietos e desorientados diante da iminência da sua partida.

É nesse contexto que ressoa o apelo consolador: “Não se turbe o vosso coração”. Como outrora Moisés encorajou o povo diante do medo, também agora Jesus convida os seus a uma fé firme e confiante. Ele não nega a realidade da dor e da separação, mas revela que sua partida não é abandono. Ao contrário, inaugura uma nova forma de presença, mais profunda e universal, sustentada pela fé e pelo amor.

A imagem da “casa do Pai”, com suas muitas moradas, revela a meta da caminhada cristã. Não se trata de um espaço físico, mas da plenitude da comunhão com Deus. É o horizonte de intimidade, de acolhimento e de vida plena, que corresponde ao mais profundo anseio do coração humano. Jesus parte para preparar esse lugar, para que todos possam encontrar nele um lar, uma pertença definitiva.

Diante da incompreensão dos discípulos, especialmente da pergunta de Tomé, Jesus faz uma solene revelação: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”. Aqui se encontra o centro da fé cristã. O caminho não é uma doutrina, nem um conjunto de normas, mas uma pessoa. A verdade não é uma ideia abstrata, mas o próprio Cristo, que revela o Pai como amor. A vida não é apenas existência biológica, mas participação na vida divina.

Conhecer Jesus é conhecer o Pai. É o que Jesus afirma diante do pedido de Filipe: “Quem me viu, viu o Pai”. Toda a sua vida, suas palavras e suas obras são transparência do amor de Deus. No gesto do lava-pés, Ele já havia manifestado que esse amor se concretiza no serviço humilde e na entrega total de si.

Pela fé e pelo Batismo, somos inseridos nesse mistério. Tornamo-nos filhos no Filho, chamados a ser morada de Deus no mundo. A vida cristã não é apenas seguimento exterior, mas participação interior na própria vida de Cristo. Unidos a Ele, pela ação do Espírito, somos capacitados a realizar suas obras, prolongando no tempo a força transformadora do amor.

Por isso, o Evangelho deste domingo não é apenas uma palavra de consolo, é também um envio à missão. Ao partir, Jesus Cristo confia aos discípulos a continuidade de sua obra. Também hoje, a Igreja é chamada a tornar presente Cristo no mundo, mostrando o caminho que leva ao Pai, testemunhando a verdade que liberta e anunciando a vida nova que renova todas as coisas.

Em um tempo marcado por incertezas e buscas, a mensagem pascal ressoa com força renovada. Cristo Ressuscitado permanece como o caminho seguro, a verdade que ilumina e a vida que sustenta a esperança. Caminhar com Ele é encontrar sentido, é descobrir que não estamos sós, e que a nossa história tem um destino: a comunhão plena com Deus, onde o amor é definitivo.

Dom João Carlos Seneme, css

Bispo diocesano de Toledo

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Edição nº2822 – 22/04/2026

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