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Jesus é fonte de água que jorra para a vida eterna

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Dom João Carlos Seneme, Bispo da Diocese de Toledo. Foto: Divulgação

A Quaresma é o itinerário que a Igreja propõe a todo ser humano para o conhecimento e encontro com Jesus Cristo. Em cada um dos domingos deste período litúrgico, o Evangelho nos apresenta um personagem que dá o título ao próprio domingo (samaritana, Abraão, Lázaro …), porém o protagonista é sempre o próprio Cristo.

Hoje (12/03), fixamos o nosso olhar no encontro entre Jesus e a samaritana à beira do poço. O encontro é emocionante e muda definitivamente a vida dessa mulher que não tem o nome revelado porque representa cada um nós.

É Jesus que toma a iniciativa em estabelecer o diálogo: “Jesus lhe disse: Dá -me de beber” (Jo 4,7). E Santo Agostino comenta: “Aquele que pede água, estava com sede da fé dessa mulher”. Na samaritana é prefigurada a Igreja, seja, nós, a Esposa adúltera é procurada e perdoada continuamente pelo Esposo, como nos apresenta o profeta Oséias: “Um dia, vou reconquistá-la, vou conduzi-la ao deserto, e falar-lhe ao coração”.

A Samaria, à época de Jesus, era uma região formada por muitos povos, por isso considerada impura pelos judeus. Grande parte dos seus habitantes misturavam o culto pagão com a religião judaica. Por isso no texto, chama a atenção o absurdo do encontro: um homem pede algo para beber a uma mulher, além disso o homem é judeu e a mulher é samaritana. É Jesus que vai ao encontro dela e ele manifesta que precisa dela: “dá-me de beber”. Papa Francisco diria que Jesus vai até os mais excluídos, vai à “periferia existencial”.

Diante da surpresa e da provocação da mulher – Como é que tu, sendo judeu, pedes de beber a mim, que sou uma mulher samaritana? Jesus lhe responde oferecendo um presente: Se tu conhecesses o dom de Deus.

Para a mulher que queria saber aonde ir para oferecer culto a Deus, Jesus afirma que não ela que deve oferecer culto a Deus, é próprio Deus que se oferece a ela e vem ao encontro dela. É o único exemplo de revelação direta de Jesus como Messias a uma única pessoa. Então a mulher deixou o seu cântaro e foi à cidade, dizendo ao povo (é uma forma simples e imponente de se referir à missão). Se reconhecido e bem-vindo, o dom da fé se torna uma fonte de vida, capaz de satisfazer a sede de significado de todo ser humano

Por fim, há uma manifestação de fé dos samaritanos: Muitos samaritanos daquela cidade abraçaram a fé em Jesus. E diziam: Já não cremos por causa de suas palavras (da samaritana), pois nós mesmos ouvimos e sabemos que este é verdadeiramente o Salvador do mundo. A samaritana, de mulher excluída e marginalizada, torna-se discípula e missionária de Jesus. A esta mulher sem nome Jesus revela a sua identidade mediante a expresso “Sou eu”. A partir deste momento tudo é possível, tudo será diferente.

“Pai de bondade, ao ver a multidão faminta, vosso Filho encheu-se de compaixão, abençoou, repartiu os cinco pães e dois peixes e nos ensinou: “dai-lhes vós mesmos de comer”. Confiantes na ação do Espírito Santo, vos pedimos: inspirai-nos o sonho de um mundo novo, de diálogo, justiça, igualdade e paz; ajudai-nos a promover uma sociedade mais solidária, sem fome, pobreza, violência e guerra; livrai-nos do pecado da indiferença com a vida.

Que Maria, nossa mãe, interceda por nós para acolhermos Jesus Cristo em cada pessoa, sobretudo nos abandonados, esquecidos e famintos. Amém” (Oração da Campanha da Fraternidade 2023).

Dom João Carlos Seneme, css

Bispo diocesano de Toledo

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Edição nº2809 – 18/02/2026

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