Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Fonte de dados meteorológicos: Wettervorschau 30 tage
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Itaipu Binacional e Cufa firmam parceria para promover ações sociais nas favelas do Paraná

h

Facebook
WhatsApp
LinkedIn

A Itaipu Binacional e a Central Única das Favelas do Paraná (Cufa-PR), representada pelo Instituto Athus, celebraram nesta quarta-feira (7) o convênio Bio Favela, uma das maiores parcerias sociais da história das favelas do Estado. Durante a cerimônia, que aconteceu na Ópera de Arame, em Curitiba (PR), também foi apresentada a logomarca do programa.


Evento lotou Ópera de Arame. Foto: William Brisida/Itaipu Binacional

Por meio do convênio, a Itaipu vai investir, ao longo de 36 meses, R$ 24,5 milhões em ações em 100 favelas do Estado do Paraná, sendo 60 em Curitiba e região metropolitana e outras 40 em cidades estratégicas, como Londrina, Maringá, Guarapuava, Francisco Beltrão e Paranaguá.

“Esse é um programa que atua em várias frentes, todas alinhadas à missão socioambiental da Itaipu”, explicou o diretor-geral brasileiro da usina, Enio Verri. “Queremos acabar com a invisibilidade das favelas. Dar condições para a população de aprimorar, profissionalizar e ter uma renda justa, uma vida digna e ascensão social.”

O cofundador da Cufa, Preto Zezé, viajou do Rio de Janeiro para participar da cerimônia, e acredita que o Bio Favela vá inspirar outras empresas e outros Estados. “A atitude de uma empresa influencia outras. A Itaipu é uma referência, é um modelo a seguir, tanto para o ambiente privado quanto o público. Esperamos que essa iniciativa possa inspirar outras empresas a também investirem em ações como essa”, pontuou.

“É energia redobrada, são duas grandes potências, Itaipu e Cufa, que se juntam para produzir políticas que vão reduzir desigualdades, vão incluir a juventude, as mulheres e, principalmente, apostar num ambiente de criação de negócios e qualificação”, afirmou Preto Zezé.

Para o empreendedor social, CEO da Favela Holding e fundador da Cufa, Celso Athayde, a questão do empreendedorismo é chave para a melhora da vida das populações das favelas. “Não é apenas uma forma de ganhar dinheiro; é uma forma de impactar a sociedade e reduzir as diferenças sociais a partir da geração de renda”, disse.

Favela não é carência, favela é potência

O Bio Favela vai atuar em diversas frentes. Uma delas é a criação de uma Escola de Negócios da Favela, por meio de uma plataforma digital, e a promoção de cursos de qualificação profissional para 6 mil jovens. A meta é também inclui inserir mais 2.100 jovens no mercado de trabalho como aprendizes, por meio de empresas parceiras do Programa Cria que se Cria.

O potencial é grande. O Brasil tem 423 favelas, que reúnem 17,9 milhões de habitantes. Se todas as favelas formassem um estado, teriam a 6ª maior massa de renda do Brasil, com os moradores movimentando R$ 202 bilhões em renda própria por ano, ficando atrás apenas de São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul e Paraná, segundo estudo realizado em março de 2023 pelo Instituto Locomotiva.

Entre essa população, ter emancipação econômica por meio do empreendedorismo é o segundo maior sonho, ficando atrás apenas da casa própria. A conclusão da pesquisa Favela Empreendedora, divulgada em dezembro de 2023, mostra a importância de iniciativas como o Bio Favela.

“A ideia, quando montei a Cufa, não era pedir nada para ninguém. Era subverter a lógica de que lucro é coisa ‘do asfalto’ e construir a nossa própria realidade. O que queremos é fazer parcerias, formando pessoas e desenvolvendo esse pensamento empreendedor na juventude e até mesmo nas pessoas mais velhas”, afirmou Celso Athayde.

“Projetos como esse permitem independência, para que as pessoas sejam protagonistas de suas histórias. Isso causa um impacto na sociedade e gera equilíbrio social”, continuou. “Um projeto como esse, que constrói conexões favela-asfalto, traz esperança e perspectiva.”

A proposta do Bio Favela é que as próprias comunidades desenvolvam as ações. Por isso a importância de ser uma parceria entre a Itaipu, financiadora, e a Cufa. “Não estamos indo fazer um trabalho na favela, nós já estamos lá. Não é como uma empresa, que vai embora às 17h, é nossa vida. Por isso, queremos que funcione”, garantiu Preto Zezé.

Poder das Mulheres

O Bio Favela tem nas mulheres um de seus focos principais. “As mães-solo são muito respeitadas na favela”, explica Athayde. “Delas, 35% são as chefes das residências, cuidam da família inteira, então empoderar essas mulheres é potencializar toda a sociedade.”

O empreendedorismo é uma alternativa viável para essas mães solo, diante das jornadas de trabalho longas e ausência de creches em tempo integral. Ao criar seus próprios negócios, essas mulheres podem ter mais controle sobre seus horários de trabalho e criar um ambiente mais flexível para cuidar de seus filhos. Além disso, o empreendedorismo oferece a oportunidade de gerar renda sustentável e contribuir para o desenvolvimento econômico de suas comunidades.

No entanto, iniciar um negócio próprio pode ser intimidador e requer habilidades, recursos e apoio adequados – e é aí que entram projetos como o Bio Favela.

Cultura e inclusão

O acesso democrático à informação e à cultura por meio de atividades educacionais, culturais, artísticas e de cidadania também fazem parte dos objetivos do convênio. A ideia é oferecer oficinas de arte e cultura para pelo menos 5 mil crianças e adolescentes das favelas contempladas.

Também serão promovidas ações de formação cidadã e imersão comunitária de pelo menos 800 lideranças de favelas, bem como encontros mensais de 5 mil mulheres para formação e discussão de temas relevantes e atuais no contexto das realidades e vivências pessoais de cada uma delas.

Será promovida a inclusão social através da prática esportiva e do lazer saudável de crianças, adolescentes e jovens das favelas, levando atividades esportivas semanais a pelo menos 5 mil crianças, adolescentes e jovens.

Por fim, a Itaipu vai apoiar o Natal da Cufa, um evento social que impactará mais de 50 mil pessoas. Durante todo o mês de dezembro, serão arrecadados alimentos e brinquedos para serem distribuídos nas 100 favelas atendidas por este convênio. Em algumas delas, o Papai Noel preto chegará de helicóptero, para fazer a alegria das crianças e manter o compromisso da instituição em colocar os pretos e moradores de favelas como protagonistas.

Fonte: Assessoria de Imprensa da Itaipu Binacional

Veja também

Publicações Legais

Edição nº2810 – 24/02/2026

Cotações em tempo real