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Inovação em saúde: pesquisa do Biopark sobre cateter com formulação de plasma avança

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A área de PD&I do Biopark vem ganhando destaque nacional e internacional por meio das pesquisas de visibilidade e peso social. Como exemplo, a pesquisa com cateteres revestidos com filmes polimétrico e biodegradáveis. O foco tem como viés o estudo da liberação prolongada de antibiótico que é incorporado ao revestimento e para isso os pesquisadores desenvolveram uma formulação química que permite modular essa liberação com intuito de minimizar o risco de infecção destes dispositivos.   

A ideia é desenvolver uma tecnologia mais moderna, usando o Cateter Venoso Central de Inserção Periférica (PICC). Já usado em pacientes tanto no Sistema Único de Saúde (SUS), quanto em planos particulares. A diferença está no uso de um reator de plasma, exclusivo para esse fim, ou seja: modificar superfícies de cateteres para provocar uma adesão segura e eficaz do revestimento.

A etapa atual da pesquisa está no desenvolvimento de testes em vários pedacinhos e placas de silicone, depositando a solução por cima, para verificar a durabilidade. “Após isso, a próxima fase são os testes pré-clínicos de estabilidade da formulação. Alguns testes já foram realizados em ratos e não houve nenhuma reação, o que já indica uma grande evolução”, explica a pesquisadora Cecilia Zorzi Bueno.

A pesquisadora ainda reitera que esse avanço demonstra como os filmes são biocompatíveis. “O nosso desafio atual é como a superfície cilíndrica será revestida para os testes de estabilidade e degradação, seguindo as regras da Anvisa”.

Foram realizados vários testes para chegar à formulação que apresentou o maior período de liberação do antibiótico, com o tempo de seis meses em laboratório. A pesquisa passou a tratar superfícies de polímero, por exemplo, polietileno e silicone, que são a base desse dispositivo médico.

“Quando o pesquisador, Francisco Alfaro, chegou ao Biopark com a utilização do plasma, foi um salto na nossa pesquisa para ativarmos fisicamente e quimicamente a superfície do silicone e aderir esse filme, foram vários erros e acertos”, explica a pesquisadora Cecilia, que está desde os primeiros estudos desta nova tecnologia.

“O nosso objetivo, logicamente, é que um dia esse projeto, se torne real no mercado e seja comercializado. Nós, enquanto pesquisadores, temos o papel de oferecer todos os testes e avaliações com relação à pesquisa e à inovação,” informa Cecília.

Fotos: divulgação

Após o encerramento dos testes, a meta é patentear para que alguma empresa interessada na tecnologia realize essa produção em grande escala. Hoje, a pesquisa está no nível TRL 4, e o último passo é o nível 5.

O pesquisador, Francisco Alfaro, explica que, por meio da nova máquina adquirida, é possível realizar esse revestimento. “Na ciência, sempre que você avança um pouco, percebemos como é possível melhorar uma parte. É um vai e vem constante. Nesse momento, estamos justamente analisando pequenas modificações na formulação.”

Ainda, o pesquisador salienta que o foco é melhorar a liberação, o tempo e a adesão do filme no silicone. O tipo de Cateter Venoso Central de Inserção Periférica (PICC) pode permanecer do paciente atualmente várias semanas, meses ou até 1 ano, sem indicação de troca programada.

“O foco do projeto está no envolvimento do material do cateter, para prevenir essas trocas após o período de 1 ano, quando o tratamento do paciente é mais longo, e assim diminuir as chances de infecção generalizada,” enfatiza o pesquisador Francisco.

O cateter é como um corpo estranho. A pesquisa busca uma solução para um problema de interface entre o dispositivo médico e o corpo humano, o plasma ajuda a ancorar o revestimento na superfície do cateter e esse filme evita a criação de micro-organismos, bactérias e outras situações que são causadoras de infecção. A pesquisa também prioriza a liberação do antibiótico, que está relacionada ao tempo em que ele terá atividade antimicrobiana, garantindo, assim, a segurança do paciente.

Essa pesquisa começou em 2020 e conta com parcerias de instituições federais e internacionais, como a Universidade Laval. O diretor científico do laboratório no Canadá, Diego Mantovani, também é diretor do Laboratório de Biomateriais e Bioengenharia (LBB) no Biopark. A máquina usada para a produção do plasma foi adquirida de uma empresa do Canadá, e essa pesquisa conta com parceria das universidades UFPR ( Universidade Federal do Paraná), e a UTFPR (Universidade Tecnológica Federal do Paraná).

Fonte: assessoria Biopark

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