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Infraestrutura: na falta de deputado estadual, Toledo novamente fica no acostamento

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A revelação feita pela Fiep durante encontro promovido pela Acit caiucomo uma bomba no setor produtivo de Toledo. A cidade que movimenta bilhões no agronegócio, lidera exportações, gera empregos e sustenta boa parte da economia do Oeste simplesmente ficou fora dos grandes investimentos previstos nas concessões rodoviárias do Paraná.

Toledo fora do mapa

Enquanto outras regiões receberam viadutos, trincheiras, marginais e acessos industriais, Toledo ganhou apenas discurso, tapinha nas costas e promessa de “olhar com carinho”. O mapa apresentado pela Fiep escancarou um vazio constrangedor sobre Toledo. Um vazio de obras. Um vazio de articulação. E, principalmente, um vazio de representatividade política.

Cadê os representantes nomeados?

A pergunta que ecoa no meio empresarial é simples: onde estavam os representantes políticos da região que se dizem representantes quando essas decisões foram tomadas? Porque obra não aparece por milagre. Investimento não nasce sozinho. Quem não senta à mesa da política estadual acaba entrando apenas no cardápio da arrecadação.

Toledo produz como capital, arrecada como metrópole, mas continua sendo tratada como estrada secundária dentro do Paraná. E o pior: isso acontece diante de uma classe política que parece mais preocupada em produzir vídeos para rede social do que pressionar Curitiba por investimentos estruturantes. A conta chegou. E ela veio em forma de abandono logístico.

Toledo no acostamento

Enquanto Cascavel avança, Marechal se movimenta e outras regiões garantem obras bilionárias, Toledo assiste tudo pelo retrovisor. O município virou especialista em perder oportunidade enquanto posa para foto em reunião.

Toledo ajuda a carregar a economia do Paraná nas costas, mas na hora da divisão dos investimentos parece ganhar apenas migalhas. Produz como gigante, mas é representada como anã política.

Sumiram nas audiências?

Segundo a própria Fiep, muitas obras foram garantidas nas audiências públicas das concessões. A pergunta inevitável é: quem representava Toledo nessas discussões? Ou a cidade simplesmente foi dormir no ponto?

Capital do agro sem acesso digno

É quase um deboche: uma das regiões mais fortes do agronegócio do Brasil sem marginais adequadas, sem viadutos e sem estrutura logística compatível com sua grandeza econômica.

O mapa da vergonha

O Observatório dos Pedágios mostrou aquilo que o setor produtivo já desconfiava: Toledo virou um vazio no mapa dos investimentos estaduais. E vazio político sempre acaba virando abandono administrativo.

Faltou voz de Toledo em Curitiba

Política é pressão. Quem não pressiona, perde espaço. Enquanto outras regiões brigaram por obras, Toledo parece ter apostado na velha esperança de que alguém lembraria dela espontaneamente. Não lembraram.

O pedágio veio. As obras não.

O contribuinte da região paga tarifa, paga imposto, produz riqueza e movimenta caminhões diariamente. Em troca, recebe buraco, fila e promessa de estudo técnico.

Infraestrutura não se resolve com homenagem

Talvez esteja na hora de trocar menos título honorário, menos sessão solene e mais cobrança técnica por investimentos reais. O setor produtivo cansou de cerimônia e quer resultado.

Toledo acordou tarde?

A fala de Nelson Gafuri teve tom de desabafo, mas também de alerta. Agora resta saber se a mobilização acontecerá de verdade ou se, novamente, Toledo vai assistir outras regiões passarem na frente.

O silêncio custa caro

Cada obra perdida representa menos competitividade, mais custo logístico e menos atração de empresas. O problema da infraestrutura deixou de ser apenas trânsito. Virou questão de sobrevivência econômica.

Cristina Graeml na Gazeta de Toledo: “Partidos políticos são empresas e candidatos viraram moeda eleitoral”

A jornalista e pré-candidata ao Senado, Cristina Graeml, esteve na Gazeta de Toledo para uma entrevista em que falou sobre bastidores da política partidária, articulações para 2026 e os desafios enfrentados dentro das siglas políticas. Em tom crítico, Cristina afirmou que os partidos “funcionam como empresas”, revelou episódios de abandono político ao longo de sua trajetória e destacou que pretende representar uma “nova voz” no Senado Federal. Durante a conversa, também confirmou sua aproximação com o PSD e com o governador Ratinho Junior.

“Partidos são empresas”

Cristina Graeml foi direta ao afirmar que os partidos políticos funcionam como empresas que buscam lucro e sobrevivência eleitoral. Segundo ela, candidatos a deputado federal são valorizados porque “cada voto representa dinheiro para o fundo partidário”.

“Fui abandonada”

Uma das falas mais fortes da entrevista ocorreu quando Cristina relatou episódios de isolamento político. Ela afirmou ter sido abandonada pelo antigo partido após chegar ao segundo turno em Curitiba e voltou a dizer que ficou “sozinha” durante a janela partidária no União Brasil.

Ratinho entrou no jogo

Cristina confirmou que o convite para ingressar no PSD partiu diretamente do governador Ratinho Junior. Segundo ela, a conversa evoluiu para uma garantia de legenda na disputa majoritária ao Senado, fortalecendo sua pré-candidatura para 2026.

Jornalista Cristina Graeml e esse jornalista em momento de tietagem com uma grande mestre

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