Ilseu Mazzutti, cooperado em Marilândia do Sul e com propriedade em Rio Bom (Centro-Norte do Paraná), colheu 25% a menos do previsto. Ele explica que as lavouras plantadas mais cedo, em outubro, sofreram mais com a seca, e representam uma quebra de produtividade em torno de 30%. “Em compensação, o que se plantou no mês de novembro teve uma produção praticamente normal, até melhor do que foi plantado em novembro de anos anteriores”, diz.
A média nesta safra vai finalizar entre 140 e 150 sacas por alqueire. No ano passado foram entre 165 e 170 sacas. “A produtividade foi limitada pelo clima, que prejudicou bastante as lavouras”, conta o cooperado.
Segundo ele, a colheita também foi influenciada pela chuva, atrapalhando a retirada dos grãos do campo. “No início dos trabalhos, não tivemos problema. Com o andamento da colheita, a chuva surgiu com mais frequência, mas não chegou a interferir na produção. Só questão operacional mesmo”, frisa.
O cooperado destaca a importância de inserir no planejamento o que há de mais moderno para a condução das safras, já que não tem como prever o que poderá ocorrer com o clima. “Quando se adota uma boa tecnologia, a lavoura se comporta melhor, mesmo em um ano de adversidade climática. Vale a pena investir em um sistema produtivo mais integrado e utilizar as práticas recomendadas pela assistência técnica da Coamo.”
O engenheiro agrônomo, José Eduardo Frandsen Filho, da Coamo em Marilândia do Sul, reitera que o plantio realizado em outubro foi em uma boa condição climática. “Já o plantio de final de setembro sofreu mais com essa estiagem, refletindo no rendimento e com os cooperados colhendo 30% a menos em comparação com os realizados dentro da época recomendada.”
A produtividade no município está oscilando entre 100 e 170 sacas por alqueire. “Algumas regiões tiveram um pouco mais de chuva. Outro ponto importante é a tecnologia utilizada no campo e a busca de uma melhor correção de solo. O cooperado que fez um bom investimento teve uma condição melhor para amenizar a falta de água. Mas, o fator determinante para essa safra foi o clima.”
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Fonte: Coamo





