Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Fonte de dados meteorológicos: Wettervorschau 30 tage
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors
Generic selectors
Exact matches only
Search in title
Search in content
Post Type Selectors

Indústria aponta transporte como gargalo do desenvolvimento do País

h

Facebook
WhatsApp
LinkedIn
Dilceu Sperafico. Foto: José Fernando Ogura/AEN

Por Dilceu Sperafico*

O poder público, de todas instâncias e independentemente da ideologia de seus integrantes, além de cumprir compromissos sociais assumidos com os cidadãos, como reduzir a fome, gerar empregos e melhorar a qualidade de vida da maioria da população, precisa atender anseios e necessidades dos principais segmentos produtivos do País. Como é investir pesado na melhoria da infraestrutura ou logística de transporte, especialmente no rodoviário e ferroviário, reduzindo custos com combustíveis e manutenção dos veículos.

Isso porque o desenvolvimento econômico e social do País, com contratação de empregados, agregação da valores à produção primária, recolhimento de tributos e geração de novas oportunidades de investimentos, passa sempre pela transferência de insumos para as propriedades rurais, cultivo e colheita de grãos, criação de animais, remessa da produção às agroindústrias ou portos de exportação, até a entrega dos alimentos disponíveis ao comércio atacadista e supermercados. 

Conforme pesquisa do Instituto FSB, para a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o principal gargalo da expansão e modernização do setor fabril brasileiro atualmente é o transporte. A deficiência foi citada por 73% dos entrevistados, em sondagem que consultou 2,5 mil executivos de empresas de médio e grande porte, entre 23 de junho e nove de agosto deste ano. As demais dificuldades citadas pelo empresariado foram bem menos expressivas, como energia, citada como principal gargalo por 13%, saneamento por 6,0% e telecomunicações por 5,0%.

Dos entrevistados que consideraram o transporte em caminhões e/ou trens como o principal entrave para a expansão de suas atividades, 77% informaram que as maiores dificuldades enfrentadas estão relacionadas à má qualidade e falta de manutenção de rodovias. Entre essas falhas, destacam-se a ultrapassada infraestrutura das rodovias existentes, destacando a necessidade de ampliação e duplicação da maioria dos trechos utilizados.

Conforme especialistas, não por acaso, as duas principais obras para melhorar o contexto da indústria brasileira mais citadas pelos empreendedores, foram justamente a melhoria da infraestrutura das estradas existentes, reivindicada por 36% dos entrevistados, ampliação e/ou duplicação das rodovias por 31% e ampliação da malha ferroviária, reclamada por 19% dos empresários,

De acordo com o levantamento, 38% dos industriais brasileiros afirmaram que trocariam o frete rodoviário por outro tipo de transporte, como o ferroviário e fluvial, caso houvesse iguais condições estruturais entre os modais.

As ferrovias seriam a primeira alternativa para 28,5% dos industriais brasileiros para transferir as operações de recebimento de matérias-primas e escoamento de seus produtos. Só não o fazem porque avaliam que hoje o setor ferroviário apresenta as piores condições entre os atuais tipos de transportes do País. Tanto que 63% consideraram esse modal regular, ruim ou péssimo. Atualmente, somente 8,00% das indústrias usam ferrovias para transportar sua produção até centros consumidores ou portos de exportação.

As principais razões apontadas pelos 2,5 mil executivos entrevistados para mudar a operação de transporte para outro modal seriam a perspectiva de redução de custos, lembrada por 64% e a maior agilidade para a entrega dos seus produtos aos distribuidores, comerciantes e exportadores, lembrada por 16%.

*Dilceu Sperafico é deputado federal eleito pelo Paraná e ex-chefe da Casa Civil do Governo do Estado.

E-mail: dilceu.joao@uol.com.br

Veja também

Publicações Legais

Edição nº2811 – 02/03/2026

Cotações em tempo real