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Igualdade racial é debatida no “Afroconsciência: Memória, Arte e Resistência”

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Foto: Edecir Queiroz/Secom

Os desafios para a promoção da igualdade racial pautaram, ao longo desta quarta-feira (19), as discussões do encontro “Afroconsciência: Memória, Arte e Resistência”, realizado nos períodos da manhã e da tarde na Usina do Conhecimento de Toledo. A iniciativa foi organizada pela Prefeitura de Toledo, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Humano e Social: Infância, Juventude, Pessoa Idosa e Família (SDHS) e da Secretaria da Mulher, com apoio da Cáritas Diocesana. 

O evento antecede o Dia Nacional da Consciência Negra, celebrado nesta quinta-feira (20). Esta data rememora os 330 anos da morte de Zumbi dos Palmares, símbolo da resistência à escravidão negra no Brasil, que foi o último país do ocidente a abolir de forma oficial esta forma de trabalho.

A programação teve início com os pronunciamentos da coordenadora de Políticas para Imigrantes e Outros Grupos Vulnerabilizados da SDHS, Kessi Rudek e da presidente do Conselho Municipal de Promoção da Igualdade Racial de Toledo (Compir), Eliana Massola.

Em sua fala, a coordenadora observou que acompanha diariamente trajetórias diversas e que muitas delas são de pessoas negras que enfrentam camadas adicionais de vulnerabilidade. “É impossível lidar com estas situações sem reconhecer os efeitos do racismo. Por isso, esse evento é um convite para refletirmos sobre como estamos acolhendo e garantindo acesso a direitos, combatendo a discriminação e promovendo espaços de pertencimento para as pessoas negras, sobretudo os imigrantes”, analisou.

Kessi também enfatizou que a Afroconsciência só ganha sentido quando construída com a participação direta da comunidade negra, pois a presença e o protagonismo desse público são essenciais para fortalecer debates e orientar práticas institucionais antirracistas. “A Afroconsciência é construída a partir de vivências, vozes e histórias que somente estas pessoas podem trazer”, pontuou a coordenadora. “Por meio deste encontro, a administração municipal reitera seu compromisso com a agenda da igualdade racial, a qual é feita com a contribuição de todos”, acrescentou.

Foto: Edecir Queiroz/Secom

Eliana ressaltou, em seu discurso, que o evento marca um movimento de reparação histórica e de enfrentamento ao racismo que permanece enraizado nas estruturas sociais. “Hoje é um dia de reparação histórica para nossa cidade e para nós, pessoas que representamos a afrodescendência”, pontuou a presidente do Compir, ao defender que o tema avance de forma contínua e comprometida. “Mudar o pensamento de uma sociedade é uma tarefa desafiadora, mas precisa ser como uma frequência constante”, comentou.

De acordo com Eliana, o “Afroconsciência” representa um espaço de voz, pertencimento e visibilidade, especialmente em um município onde a pauta racial ainda encontra resistência. “Hoje, pela primeira vez, estamos ocupando um espaço aberto e público para falar de nossa história”, destacou a presidente do Compir, ao reforçar o papel das políticas públicas e dos conselhos municipais. “Este assunto não é só meu ou da comunidade afrodescendente; é de todos, porque vivemos um país formado por pessoas miscigenadas, que querem ser ouvidas e respeitadas”, salientou.

Outras atividades – Após as falas de Eliana e Kessi, o pastor João Teixeira Pinto apresentou a palestra “Fé, Acolhimento e Resistência”, na qual relatou a experiência de trabalho com um coral formado por imigrantes em sua denominação religiosa. A programação da manhã contou ainda com a apresentação cultural do Grupo Kauande de Capoeira e com a palestra “Por Nós, Por Todas: O amanhã que queremos”, ministrada pela secretária da Mulher, Eliane Bombardelli.

As atividades do período vespertino começaram pela batalha de rima com artistas da gravadora Z.O. Records e pela roda de conversa “Da branquitude aos obstáculos na construção da identidade negra”, conduzida por Emmanuel Nyamien, representante da Subseção de Toledo da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB/Toledo) no Compir, que convidou Mayla Guedes, acadêmica de Direito da Pontifícia Universidade Católica do Paraná (PUCPR/Toledo). 

O encerramento ficou a cargo do psicólogo Rodrigo Luiz da Silva, que apresentou reflexões sobre “Racismo e Saúde Mental” e, logo após, das especialistas Fernanda Gomes da Silva (Studio Nanda Hair) e Maria Eduarda de Souza, ministraram a oficina “Tranças e Cuidados com o Cabelo Afro”.

Fonte: Secom/Pref. de Toledo

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