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HUOP fortalece protagonismo na doação de órgãos e avança para implantar serviço próprio de captação

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Foto: divulgação

O Paraná segue como referência nacional na captação e no transplante de órgãos. Até novembro de 2025, o Estado realizou 1.715 transplantes, segundo dados do Sistema Estadual de Transplantes do Paraná (SET/PR), vinculado à Secretaria de Estado da Saúde (Sesa). No período, foram realizados 410 transplantes de rim, 264 de fígado, 29 de coração, 8 de pâncreas/rim, 4 de fígado/rim e cerca de mil transplantes de córnea, consolidando o Paraná entre os líderes do país.

Inserido nesse cenário de excelência, o Hospital Universitário do Oeste do Paraná (HUOP) inicia 2026 com o objetivo de implantar um serviço próprio de captação de órgãos e tecidos para transplantes, além de oficializar a Corrida pela Vida no calendário institucional.

O diretor-geral do HUOP, Rafael Muniz, fala sobre o planejamento criado para tornar isso possível.

“Estamos organizando as ações necessárias para garantir a estruturação de uma equipe exclusiva de captação, fortalecendo a autonomia do hospital e otimizando o processo de doação na região Oeste do Estado”, relata o diretor.

Em 2025, o HUOP alcançou a maior taxa de conversão de doações a partir de protocolos de morte encefálica do Paraná, com índice de 84,9%, desempenho que coloca a instituição entre as cinco com melhores resultados do Brasil. No mesmo período, foram captados 131 órgãos e tecidos, beneficiando diretamente 157 pessoas.

Apesar dos resultados expressivos, o hospital ainda depende de equipes externas para a etapa cirúrgica da captação, realidade que contrasta com sua posição como um dos maiores geradores de doações do Estado. A implantação de um serviço próprio é considerada estratégica para ampliar a eficiência do processo, reduzir o tempo de isquemia dos órgãos e minimizar riscos de perdas relacionadas a atrasos logísticos.

A proposta de implantação está fundamentada em três pilares: credenciamento da equipe cirúrgica junto à Central Estadual de Transplantes e ao Ministério da Saúde; capacitação contínua dos profissionais envolvidos; e adequação de fluxos e infraestrutura, incluindo salas cirúrgicas e equipes de apoio dedicadas exclusivamente à captação. A iniciativa também reforça o papel acadêmico do HUOP, consolidando-o como polo formador de profissionais altamente qualificados.

Atualmente, o HUOP já executa com excelência todas as etapas pré-cirúrgicas do processo de doação, como o diagnóstico de morte encefálica, a manutenção clínica rigorosa do potencial doador nas unidades de terapia intensiva e o acolhimento familiar — etapa na qual o hospital apresenta um dos maiores índices de aceite do Estado.

Segundo a coordenadora da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos para Transplantes (CIHDOTT/HUOP), Gelena Castillo Pujol, o objetivo a curto prazo é completar esse ciclo dentro da própria instituição.

“O HUOP já identifica, mantém e acompanha o doador com excelência. O próximo passo é realizar também a captação e, futuramente, avançar para a implantação do serviço de transplantes, garantindo atendimento integral à população do Oeste do Paraná, especialmente considerando que a região conta atualmente com apenas uma equipe para o desempenho dessa função.”

A implantação de um serviço próprio de captação de órgãos e tecidos representa um avanço natural desse protagonismo, ampliando a autonomia institucional, fortalecendo a missão acadêmica e científica do hospital e preparando o caminho para a futura consolidação do HUOP como centro transplantador. Trata-se de um passo decisivo para assegurar que a solidariedade das famílias paranaenses se traduza em mais agilidade, segurança e vidas salvas, garantindo à população do Oeste acesso integral a serviços de alta complexidade no maior hospital da região.

Fonte: Unioeste

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