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HUOP alerta para impactos dos acidentes de trânsito no sistema de saúde

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Foto: ACS Unioeste

Os acidentes de trânsito continuam entre as principais causas de atendimentos de urgência e emergência no Hospital Universitário do Oeste do Paraná (HUOP), referência para mais de 2 milhões de pessoas nas regiões Oeste e Sudoeste do estado. Durante a campanha Maio Amarelo, o hospital reforça a conscientização e a prevenção para reduzir casos considerados evitáveis e que impactam diretamente o sistema de saúde.

Em 2025, o HUOP registrou 1.533 atendimentos relacionados a acidentes de trânsito no pronto-socorro. Desses, 807 envolveram motocicletas, que seguem liderando os casos atendidos pela equipe multiprofissional do hospital. Ao longo de 2025, os pacientes envolvidos em acidentes de trânsito já geraram mais de 19 mil movimentações internas dentro do HUOP.

A diretora de enfermagem do HUOP, Sara Treccossi, destaca que a campanha Maio Amarelo tem papel importante na conscientização da população sobre os riscos no trânsito e os reflexos desses acidentes dentro do ambiente hospitalar.

“A discussão que o Maio Amarelo gera é de extrema importância, porque chama a atenção para uma realidade que vivenciamos diariamente dentro do hospital. Muitos dos casos atendidos envolvem situações que poderiam ser evitadas com mais conscientização e responsabilidade no trânsito.”, afirma.

Segundo ela, os períodos com maior número de ocorrências costumam coincidir com finais de semana, feriados prolongados e datas festivas, quando há aumento do fluxo de veículos e maior incidência de imprudência. Os motociclistas seguem entre as principais vítimas atendidas no hospital.

“Os motociclistas representam uma parcela significativa dos atendimentos, principalmente por estarem mais expostos e vulneráveis. Em muitos casos, são pacientes com traumas graves, necessidade de cirurgia e internações prolongadas.”, explica Sara.

Os acidentes impactam diretamente a capacidade de atendimento do hospital e sobrecarregam a estrutura do pronto-socorro, ressalta Rafael Muniz de Oliveira, diretor geral do hospital.

“Em torno de 60% a 70% dos pacientes que recebemos no nosso pronto-socorro são vítimas de trauma, então eles sobrecarregam o sistema como um todo”.

Foto: ACS Unioeste

2026

Os números registrados no início de 2026 mostram que o cenário segue preocupante. Entre os dias 1º de janeiro e 26 de março, o HUOP contabilizou 324 atendimentos relacionados a acidentes de trânsito, sendo 180 envolvendo motocicletas. Nesse período, os pacientes geraram mais de 3 mil movimentações internas no hospital.

Em abril, 94 vítimas de trânsito deram entrada na unidade, gerando uma movimentação interna de 1.030 atendimentos e procedimentos hospitalares.

Para a direção do HUOP, os dados demonstram que os acidentes continuam exigindo grande mobilização da estrutura hospitalar logo nos primeiros meses do ano, impactando diretamente setores como pronto-socorro, centro cirúrgico e UTI. Os casos mais graves demandam atendimento multiprofissional, exames de alta complexidade, cirurgias e, muitas vezes, longos períodos de internação.

De acordo com o diretor Rafael, muitos dos acidentes atendidos estão relacionados a comportamentos imprudentes no trânsito. “Não respeitar a sinalização, o uso de álcool associado à direção e a utilização de celular durante o momento de dirigir são fatores recorrentes nos acidentes que recebemos aqui”, explica.

Reflexo

Além da demanda assistencial, os acidentes também representam altos custos hospitalares. Não é possível mensurar um valor exato por atendimento, já que cada caso exige necessidades diferentes, mas vítimas com múltiplas fraturas, necessidade de cirurgias, próteses e internação em UTI podem ultrapassar R$ 300 mil em despesas hospitalares.

Os acidentes de trânsito impactam toda a rede de atendimento em saúde, como explica o diretor administrativo, Rodrigo Barcella.

“Cada caso mobiliza profissionais, leitos, equipamentos e estruturas de alta complexidade, aumentando a demanda no pronto-socorro e em setores críticos do hospital, ou seja, além do impacto assistencial, temos um importante impacto financeiro e humano.”, explica.

A conscientização precisa ir além das campanhas pontuais. O cuidado no trânsito deve fazer parte da rotina da população durante todo o ano, principalmente diante do aumento de acidentes graves registrados dentro do próprio município.

A orientação é para que motoristas, motociclistas, ciclistas e pedestres adotem atitudes mais responsáveis no dia a dia, respeitando a sinalização, evitando o uso do celular ao volante e dirigindo com atenção. Medidas simples, mas que podem evitar acidentes, preservar vidas e reduzir os impactos causados ao sistema de saúde.

Fonte: Unioeste

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