Foto: Divulgação/IDR-PR

As plantas medicinais sempre fizeram parte da cultura popular. No entanto, nos últimos anos essa tradição foi, aos poucos esquecida. Algumas iniciativas tentam resgatar esse conhecimento, agora com o apoio da ciência. Na Estação de Pesquisa em Agroecologia CPRA, do IDR-Paraná [Curitiba], os servidores construíram o Relógio Humano. Trata-se de um horto medicinal que informa os horários em que os órgãos/sistemas do corpo estão sendo ativados pela energia vital, além das plantas medicinais a eles associados. A ideia é que o horto sirva de modelo para ser implantado em residências ou comunidades.

Ana Simone Richter, engenheira agrônoma do IDR-Paraná, informou que o horto implantado tem 20 metros de diâmetro e até 15 plantas diferentes. São doze canteiros que representam as 24 horas do dia e, a cada duas horas, mostram o órgão humano mais ativo naquele período. “É uma forma pedagógica de fazer a interação entre conhecimento popular e a ciência”, afirmou Simone. Assim, o canteiro destinado ao fígado foi ocupado com o boldo, a losna e a carqueja e corresponde ao horário entre 1h e 3h da manhã. Já no espaço destinado ao estômago, foram plantadas a hortelã e a espinheira santa, para beneficiar o corpo às 7h da manhã. De acordo com Simone, esse modelo pode ser adaptado para espaços menores, adequando-se a necessidades e espaços diferentes. 

O Relógio Humano se baseia em conhecimentos da medicina tradicional chinesa que foca suas ações no equilíbrio da energia e harmonia do corpo. A energia vital do corpo humano, por sua vez, é a responsável pela manutenção desse equilíbrio. Durante o dia, cada um dos diversos órgãos e sistemas é ativado, gerando uma ação energética positiva que recupera e mantém o estado de saúde geral do organismo. O Relógio Humano da Estação de Pesquisa está aberto para visitação. Informações pelo telefone (41)3544-8100.

Reportagem: Roberto Monteiro para IDR-Paraná