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HNSG realiza procedimento inédito no Paraná para tratamento de câncer nas vias biliares

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Equipe médica. Foto: Divulgação

O Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG), situado em Curitiba, realizou o primeiro procedimento de radiofrequência intraductal no Paraná para destruir tumor no canal no fígado. A técnica, que utiliza corrente elétrica e endoscopia foi realizada pelos médicos Dr. Rafael Noda e Dr. Christian Bark Liu, especialistas em endoscopia digestiva e radiologia intervencionista do HNSG.

A radiofrequência intraductual, também conhecida como ablação por radiofrequência é uma técnica usada para tratar obstruções biliares malignas, como em colangiocarcinomas. “ Através de uma corrente elétrica, as células do câncer são destruídas. Para o procedimento foi utilizado um catéter chamado Habib. Através do acesso simultâneo por endoscopia e pela pele, foi possível acessar os canais biliares e realizar a desobstrução”, explica Dr. Rafael Noda.

A abordagem inovadora reduz o volume tumoral obstrutivo, melhora a drenagem biliar, previne infecções biliares recorrentes e proporciona mais conforto e qualidade de vida para o paciente.“A ablação com radiofrequência de tumores na via biliar, em pacientes que serão tratados com colocação de stent no local da obstrução, pode prolongar a permeabilidade do stent, reduzindo o número de reintervenções e internamentos”, destaca Dr. Christian Bark Liu.

O colangiocarcinoma é um tumor maligno que se forma nos canais biliares do fígado, por onde a bile passa até chegar ao intestino. Esses canais podem estar dentro (intra-hepático) ou fora (extra-hepático) do fígado. Quando o tumor surge na junção dos ductos hepáticos direito e esquerdo, recebe o nome de Tumor de Klatskin.

Segundo o Dr. Eduardo Ramos, cirurgião do aparelho digestivo do HNSG, o tumor costuma causar sintomas apenas quando já obstrui o sistema de drenagem da bile. Entre os sinais mais comuns estão: coceira intensa, dor abdominal, perda de peso, cansaço, febre, urina escura e fezes esbranquiçadas.

A cirurgia é a única forma de tratamento com potencial curativo. No entanto, quando a cirurgia não é possível, o foco do tratamento é controlar o crescimento do tumor ou que se espalhe, aliviar os sintomas e prevenir infecções. Nesses casos, podem ser indicadas quimioterapia, imunoterapia e, quando há obstrução biliar, procedimentos minimamente invasivos como o realizado no HNSG.

“A melhor estratégia de tratamento depende de muitos fatores: idade do paciente, localização do tumor, presença de outras doenças hepáticas, metástases e, claro, os desejos do próprio paciente. A experiência da equipe médica e os recursos disponíveis também são fundamentais”, conclui o Dr. Eduardo Ramos.

Foto: Assessoria

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