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Harpias são transferidas para zoológico paraguaio da Itaipu

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Harpia é pesada antes de ser colocada na caixa de transporte. Foto: William Brisida/Itaipu Binacional

Aves estavam no Refúgio da margem brasileira da Binacional. Medida dá início a projeto de conservação integrada entre os dois países.

Duas harpias (Harpia harpyja) nascidas entre 2019 e 2020 no Refúgio Biológico Bela Vista (RBV), na margem brasileira da Itaipu Binacional, foram transferidas nesta terça (23) para o zoológico do Centro Ambiental Tekotopa, espaço de animais silvestres da margem paraguaia da Usina. A medida dá início a um projeto de conservação integrada da ave de rapina entre os dois países.

Uma das harpias transportadas. Foto: William Brisida/Itaipu Binacional

Embora as aves continuem na Itaipu, que é binacional, o processo de transferência adotou o trâmite necessário para a exportação de animais de um país a outro, saindo de Foz do Iguaçu e seguindo pela Ponte da Amizade até a cidade de Hernandárias, no Paraguai. “Providenciamos mais de dez autorizações, exigidas pela Receita Federal, Ministério da Agricultura e Pecuária, Ibama e diversos órgãos ambientais”, explicou a médica-veterinária da margem brasileira da Itaipu, Aline Konell. “Estávamos preocupados com uma possível demora, e com o calor, mas foi uma manhã fresca e sombreada, e tudo correu bem”, comemorou.

Transporte das harpias. Foto: William Brisida/Itaipu Binacional

Desde o ano 2000, o RBV registrou o nascimento de mais de 50 harpias, fazendo com que a equipe brasileira acumulasse conhecimento sobre a espécie, que agora compartilha com os conservacionistas paraguaios. “A manutenção desses animais sob os nossos cuidados produziu conhecimento técnico sobre fisiologia, anatomia, reprodução e está nos possibilitando estudar a translocação e, quem sabe, as condições para a soltura futura da espécie na natureza”, explica Aline Konell.

Da esq. pra dir: Fabiana Stamm, zootecnista da Itaipu (Brasil), Walter Maia, auxiliar veterinário da Raiz Ambiental, e os veterinários da Itaipu Natasha Zacarias (Paraguai), Aline Konell (Brasil) e Santiago Iriondo (Paraguai). Foto: William Brisida/Itaipu Binacional

A harpia está criticamente ameaçada na América do Sul e América Central, já extinta em alguns locais, principalmente pela perda de habitat e a caça. No Paraguai a espécie está praticamente extinta, segundo o médico-veterinário da margem paraguaia da Itaipu, Santiago Molina Iriondo, coordenador do Centro de Investigación de Animales Silvestres(CIASI). “Trata-se da maior águia que já habitou nossas terras, e agora temos a oportunidade e a responsabilidade de mostrá-la aos visitantes do zoológico. É uma grande alegria para as equipes brasileira e paraguaia”.

O macho “Cinquentinha” e a fêmea “Pangeia”, em breve serão expostos para visitação no zoológico paraguaio, em um recinto projetado para o bem-estar e o desenvolvimento das aves.

Fonte: Assessoria de Imprensa da Itaipu Binacional

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