Prefeito Beto Lunitti. Foto: Carlos Rodrigues/Secom

A convite da administração municipal, proprietários de academias de ginástica, dança e luta reuniram-se na manhã desta quinta-feira (07) no auditório Acary de Oliveira para apresentar sugestões ao projeto de lei que está sendo elaborado e em breve será enviado pelo Poder Executivo à Câmara de Vereadores no qual a atividade física em Toledo passará a ser enquadrada como serviço essencial. O encontro, promovido diretamente pelas secretarias de Saúde e de Esporte e Lazer, destinou-se a estreitar os laços entre as empresas e o poder público a fim de tornar a tomada de decisões mais assertiva e eficaz.

O prefeito Beto Lunitti destacou que, diante dos imensos desafios que a pandemia do novo coronavírus está apresentando, é necessário buscar o equilíbrio entre salvar vidas e manter a economia funcionando. “O lema da nossa administração neste momento, liberdade com responsabilidade, deve ser o de toda a população. Todos querem trabalhar, e nós queremos que trabalhem, e esta conversa com os proprietários de academias é para debatermos com tranquilidade meios para que elas funcionem normalmente, sem riscos de terem que ser fechadas caso a situação epidemiológica da Covid-19 piore”, observa. “Em um momento assim, é fundamental que tenhamos maturidade de não tornar os problemas maiores do que eles já são. Não dá para admitir que se discuta sobre vidas e empresas com politização, tanto que o COE [Centro de Operações Emergenciais] vai ter agora caráter estritamente técnico, composto somente com profissionais da saúde, que apresentará dados para que o Executivo decida, ouvindo as partes envolvidas, as medidas que devem ser tomadas. Não adianta fazer pressão para tentarmos desvirtuar este comitê cuja composição deve ser anunciada até amanhã”, alerta.

Lunitti anunciou ainda que a Guarda Municipal passará por treinamento que capacitará parte do efetivo para realizar visitas a estabelecimentos comerciais, industriais e de prestação de serviço. “Nossos guardas municipais vão às empresas verificar se as normas sanitárias estão sendo seguidas. Se houver algo errado, o proprietário será orientado na primeira vez, notificado na segunda e penalizado com o fechamento da empresa por alguns dias caso as regras continuem não sendo cumpridas na terceira visita. É preciso que todos tenhamos competência cidadã para transformarmos Toledo para melhor e eu conto com vocês para superarmos esta pandemia”, conclama.

Ademar Dorfschmidt. Foto: Carlos Rodrigues/Secom

O vice-prefeito Ademar Dorfschmidt também se dirigiu aos presentes e frisou a necessidade de economia e saúde andarem lado a lado. “Esta situação requer uma reflexão global para que seja possível manter as empresas funcionando sem sobrecarregar o sistema de saúde, de forma que não faltem leitos quando um paciente com quadro mais grave de Covid-19 precisar. Só na Macrorregional Oeste, mais de 120 novas vagas de UTI [Unidade de Terapia Intensiva] foram criadas pelo Governo do Estado e haveria até a necessidade de este número aumentar, mas isso não é mais possível porque não há mais espaço e profissionais disponíveis. Queremos uma gestão próxima da comunidade, mas é importante que esta, a começar por vocês, colaborem conosco”, salienta.

Márcia Spies. Foto: Carlos Rodrigues

Representando a secretária de Esporte e Lazer, Marli Gonçalves da Costa, que está afastada das funções por estar com sintomas de Covid-19, a técnica desportiva Márcia Spies recorda que projetos de lei semelhantes já foram apresentados em Londrina e Maringá e que Toledo sai na frente nesta questão no Oeste do Paraná. “Não queremos tomar nenhuma decisão a respeito das academias sem antes ouvir os proprietários. A partir desta conversa de hoje, vamos formar uma comissão em que as sugestões apresentadas neste encontro sejam incluídas na proposta. A partir de dados vindos de vários estudos, como o da USP que afirma que somente 9% das pessoas que praticam atividade física constante precisaram ser hospitalizadas quando foram infectadas pelo novo coronavírus, temos respaldo para não precisar mais fechar estes estabelecimentos”, avalia.

Gabriela Kucharski. Foto: Carlos Rodrigues

A secretária de Saúde, Gabriela Kucharski, colocou-se à disposição dos empresários para dirimir todas as dúvidas e pediu que todos façam sua parte no combate à Covid-19, ainda mais em um quadro que tende a piorar nos próximos dias. “Este encontro demonstra o que é esta gestão, que se propõe ao diálogo, que escuta quem diverge, mas que, quando decide algo, tem o objetivo de fazer todos falarem a mesma língua. A liberdade com responsabilidade requer que todos os cuidados sejam tomados para proteger as pessoas, sobretudo aquelas que mais precisam de atividades físicas para manterem sua qualidade de vida”, sublinha. “Os decretos relacionados a protocolos sanitários de combate ao novo coronavírus serão revogados até a próxima semana e darão lugar a outros que incluem parte das alterações que foram solicitadas nesta reunião e anteriormente pela categoria. Compreendemos a ansiedade de vocês por medidas que diminuam um pouco as restrições impostas às academias, mas peço a compreensão de todos, pois ainda estamos na primeira semana de gestão”, pondera.

Depois das falas das autoridades, foi aberto o microfone para os proprietários de academias proporem sugestões ao projeto de lei e relatarem os impactos da pandemia em seus empreendimentos. “Em 2020 ficamos três meses fechados, o que causou prejuízos incalculáveis às empresas. É importante esta reunião para que o poder público nos veja, em razão dos benefícios das atividades físicas, como parte da solução e não como problema”, relata o dono de uma rede de academias, Carlos Dias. “Tomamos medidas de higienização de ambientes desde antes da pandemia e adequarmos às que foram implantadas não exigiu tanto assim da gente. Tudo isso é de conhecimento do nosso público, que reconheceu a importância dos serviços que prestamos a ponto de haver um aumento na procura a partir do momento em que foi permitida a reabertura das academias. Depois de muito tempo sem poderem praticar atividades físicas, as pessoas vieram até nós dispostas a recuperar a integridade física e mental que a quarentena tinha causado”, relembra a empresária do ramo de academias, Caroline Busatta.

Fonte: Secretaria Municipal de Comunicação